domingo, 22 de setembro de 2013

MOBILIDADE URBANA


Participei na quinta-feira passada, 19, na sede do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Rio Grande do Sul, SETCERGS, em Porto Alegre, do Seminário sobre Qualidade em Transportes, com o palestrante convidado, Emilio Merino Dominguez, Arquiteto - Urbanista pela Universidad Nacional Federico Villarreal.  Possui doutorado e pós-doutorado em Engenharia de Transportes, assim como, diversas especialidades de planejamento e gestão de transporte realizado na França, Bélgica, Espanha O tema foi "A lei da mobilidade urbana e seus impactos no planejamento e gestão da mobilidade". Os prefeitos de todos os municípios brasileiros que se preparem. A Lei 12.587/2012 que está na Câmara dos Deputados para ser aprovada exige que os municípios se adaptem a ela. Por isso seria interessante que desde já, mesmo antes de ser aprovada, que as assessorias de projetos das prefeituras começassem a se inteirar do seu conteúdo, pois segundo o professor Merino, o município que não se adequar a ela, não receberá nenhum tipo de recurso do governo federal, na área de projetos do Ministério das Cidades. O palestrante demonstrou que já existem estudos onde se prevê que o Brasil e o Mundo para o ano de 2050 estarão 94% mais urbanos, isto é, as cidades vão crescer de tal modo, alerta, que haverá a partir da aprovação dessa Lei a necessidade urgente e indispensável de um plano de mobilidade urbana. Merino disse também que os congestionamentos nas grandes e médias cidades já causam problemas. Citou, por exemplo, dados levantados em 2010, e que apontavam o Brasil com 2,9 habitantes/veículo, ou seja, para cada três habitantes um automóvel. São Paulo e Belo Horizonte 1,8 - Goiânia 1,5 e Curitiba 1,4 habitantes/veículo. Chamou a atenção os dados de Porto Alegre, registrando a mesma taxa verificada em São Paulo e Belo Horizonte. "Tudo por que? Porque o transporte público é ineficiente", disse. Para que se torne eficaz e competente há que se ter planejamento. “O desafio para aplicabilidade da Lei não é somente técnica, mas também política”, enfatizou.        Ressaltou que o paradigma do milênio é transporte de todos para todos e financiado por todos. “É preciso ter foco no planejamento, na mobilidade urbana e na pessoa humana”. O conferencista lembrou a responsabilidade dos prefeitos municipais a partir do ano que vem com a vigência da Lei. Na Região Sul, 90% dos municípios não tem planejamento e gestão da mobilidade urbana - frisou. "Como vão crescer? Para demonstrar que não há planejamento de mobilidade urbana no Brasil, apontou o recente plano do governo federal, Minha Casa Minha Vida.    A maioria dos municípios brasileiros estão construindo núcleos habitacionais, mas não planejam a mobilidade urbana. Em quase todos esses projetos Minha Casa Minha Vida, as ruas são estreitas, não obedecendo os padrões técnicos para o transporte urbano, observou Merino. Concluindo deixou como último recado para os empresários do transporte: a lei só terá êxito se os governos municipais adotarem uma política provativa em favor da sustentabilidade. O presidente do SETCERGS, Sérgio Neto,  encerrando o Seminário afirmou que o transporte de cargas vem sofrendo com  as restrições que lhe são impostas pela falta de uma política de mobilidade urbana. Destacou a falta de motoristas profissionais e comentou sobre a Lei do Motorista que está na Câmara Federal. Criticou a deficiência das nossas rodovias e melhor infraestrutura. Victorino Saccol, da FETERGS, Federação das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros, falou sobre os rumos do transporte coletivo para os próximos anos. 
- O Brasil prioriza o transporte individual.  Isso leva à imobilidade urbana. Temos um sistema que não prioriza o transporte coletivo, provocando tarifas caras e ônibus lotado”, assinalou. Agora mesmo o governo está anunciado o aumento do combustível para breve. Lembrou também da gratuidade oferecida aos idosos. Em 1988 o movimento das empresas  que era de 1,5% o número de passageiro idosos, hoje  representa 12%. "Tudo isso tem um custo", quem vai pagar?

sábado, 21 de setembro de 2013

FARSA BACÂNTICA


Neste final de semana ouvi e li muita coisa nas redes sociais. Candentes manifestações críticas foram dirigidas ao Supremo Tribunal Federal - STF - em razão da última sessão que por 6 votos a 5, aceitou os embargos infringentes propiciando a 12 réus a oportunidade de terem revistos seus processos condenatórios. O ministro Celso de Mello, desempatante do placar, foi o que mais críticas recebeu, e continua recebendo da sociedade brasileira. Comparações, impropérios, desacatos, ofensas de toda a ordem não param de se somar a todo o momento e em todos os lugares por onde a gente ande.
Entre os argumentos opositores ao resultado apresentando na última quarta-feira,18, na sessão histórica do STF, recolhi de um jornalista  do SBT postado em blogs na Internet que me faz aliar-me a suas palavras.
O comentarista Paulo Martins raciocina da seguinte maneira: "Num primeiro momento fiquei impressionado com o relatório de Joaquim Barbosa, lá atrás. Um relatório duro. Não esperava aquilo. Nem eu e nem os petistas. A gente tem que procurar enxergar de forma mais ampla. Em que ambiente está se passando tudo isso que estamos vivendo?
Nós estamos em um ambiente de Marxismo que está destruindo totalmente o nosso meio intelectual. Um partido que aplica a revolução; que vai aparelhando todos os órgãos e poderes do Estado, e transformando ele por dentro, acaba dominando a sociedade. É a filosofia do PT. É essa loucura. E eles não poderiam deixar de fazer isso no Supremo Tribunal Federal.
Dos onze ministros que estão lá, o período petista indicou nove. Lembram como Joaquim Barbosa foi tratado pelo petismo? Foi massacrado. O petismo via ele como um traidor. Foi indicado por eles, para estar a serviço do partido. Eles assim enxergam sempre. Se a gente lembrar um pouquinho anteriormente, eles só não contavam com o voto de Marco Aurélio e de Gilmar Mendes.
O ministro Marco Aurélio, eles pensavam que  iriam controlar de outras formas, e Gilmar Mendes tentaram desmoralizar completamente. Pouca gente sofreu uma campanha de difamação tão forte como a que sofreu o ministro Gilmar Mendes, porque era alguém que poderia atrapalhar o negócio. Enfim, a corte está inteiramente aparelhada. Agora, a aplicação; o exercício do mensalão foi uma tentativa de golpe de Estado, era um poder dominando o outro, alugando o outro, tornando a tripartição de poder, um mero teatro democrático. A gente achava que ia votar, votava, elegia os caras, mas os caras estavam submetidos ao Poder Executivo. Agora o Supremo está prestes a absolver, a não colocar na cadeia quem praticou uma tentativa de golpe de Estado, ou seja, o país acabou. Confirmada esta expectativa de aceitação dos embargos infringentes, o País acabou. Só resta o nome do antigo País que outrora foi chamado  de País do futuro. Este País não existirá mais. Quem aqui tem alguma esperança, quem gosta de liberdade, quem tem projeto de vida, quem quer acreditar em alguma coisa, não quer ser massacrado por canalhas que ocupam o poder. Tem que arrumar a mala e sair fora. Isto aqui não tem mais jeito. Quem vai parar o PT, depois dessa? Se o STF não vai, não há quem pare o PT depois desse julgamento".
Agora acrescento ao que disse Paulo Martins: Somente o povo pode tirar essa quadrilha do poder.
E o que dizer da oposição? Só sabe latir. É mega incompetente. É repetitivo dizer mas é uma verdade: tudo é farinha do mesmo saco.
Faltam ainda alguns meses para as eleições. É a única esperança que nos resta. Demonstremos no ano que vem quando chegarmos na boca da urna, que não queremos mais esta pantomima farsante e bacântica há dez anos implantada neste País.
Está chegando a hora da vassourada. Não percamos o foco da esperança de limpar o Brasil dos corruptos.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O GRAN FINALE DO PRIMEIRO ATO DA COMÉDIA MENSALÃO

Que decepção! E eu que imaginava o ministro iria votar contra a concessão dos embargos infringentes aos condenados do mensalão! Com o resultado de 6 a 5 a favor do recurso, voto dado pelo ministro Celso de Mello, haverá agora a revisão de algumas condenações de parte dos réus do mensalão, cujo processo estima-se deve demorar pelo menos mais dois meses para começar. É nesta fase que os casos de personagens desse “teatro” como o ex-ministro José Dirceu, ex-presidente do PT José Genuíno e ex-tesoureiro Delúbio Soares.
O primeiro passo agora a ser dado pelo STF é a publicação do acórdão, documento que terá um recurso um resumo do que foi discutido durante as últimas sessões do julgamento as ultimas sessões do julgamento e que formaliza as decisões tomadas. A estimativa é que a corte leve, no mínimo, um mês para publicá-lo. Com ele em mãos, os advogados teriam 15 dias para apresentar os recursos chamados de embargos infringentes, que poderiam beneficiar quem teve ao menos quatro votos a favor nas condenações. Outra mudança a partir dessa decisão, a corte terá de realizar um sorteio para definir um novo relator. Joaquim Barbosa (relator) e Ricardo Lewandowski (revisor) ficam de fora, pois o regimento interno do Supremo assim determina. E mais, paralelamente ao processo de reanálise das penas determinadas em decisões apertadas, o STF terá de definir a situação dos réus que não terão direito aos embargos infringentes. São eles: o delator do esquema, Roberto Jefferson, e os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), todos condenados ao regime semiaberto  (quando se é obrigado a dormir na cadeia mas, com autorização da Justiça, pode-se trabalhar fora durante o dia).
Nesta etapa, o novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que tomou posse nesta terça-feira (17), pode pedir a prisão imediata dos 13 réus que não têm direito a novos recursos. Caso Janot faça isso em plenário, os ministros terão de avaliar o tema em conjunto. Se o pedido for feito por meio de um ofício ao presidente do Supremo e relator do processo, Joaquim Barbosa, poderá tomar a decisão de maneira isolada, sem consulta prévia aos demais ministros. Claro que a maioria da população sente-se frustrada. Todas as pesquisas de opinião esperavam com grande margem o sexto voto contra os mensaleiros. Mas há algo que muitos não se dão conta, principalmente o leigo. O processo ao entrar diretamente para ser julgado no STF há a possibilidade de recurso, assim como uma ação quando é julgada em juízo de primeira instância, permite o réu recorrer para outras escalas superiores. Pois foi o que aconteceu no julgamento desta quarta-feira. Por 6 a 5 a corte entendeu que se reexamine aqueles processos do mensalão, utilizando os artifícios dos embargos infringentes, cujo recurso é cabível contra acórdãos não unânimes proferidos pelos tribunais nas causas que visam a reapreciação das ações impugnadas pela parte recorrente.  É da lei, ou melhor, do regimento interno do STF. Como milhões de brasileiros eu também me senti frustrado, pois também desejava ver os mensaleiros punidos de acordo com o que já havia sido promulgado.
Em fim, acabou o primeiro ato da comedia mensalão com um "gran finale" que durou mais de duas horas de leitura do voto do ministro Celso de Mello, o mesmo que votou contra a Ficha Limpa e pela absolvição de Collor de Mello. Após a sessão foi feito o sorteio do novo relator.  Será Luiz Fux. Reaberto o julgamento dos 12 réus, aumenta as chances de petistas livrarem-se do regime fechado.
O Ministro Fux será responsável pela análise dos recursos e, se preciso, poderá solicitar provas e novas diligências para elaborar seu voto. É bom lembrar que durante a segunda fase do julgamento, o ministro foi contrário à admissibilidade dos embargos infringentes e tem acompanhado os votos de Joaquim Barbosa, considerados rígidos em relação aos réus. Na primeira fase do julgamento, o ministro reconheceu a formação de quadrilha considerando que houve "um projeto delinquencial". Vamos ver agora.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

OLHA O GOLPE AÍ GENTE


Nós, eleitores, temos que ficar de olho nos deputados estaduais. Há rumores de que as Assembleias Legislativas de todo o país, através de seu órgão representativo (Unale) querem restabelecer a aposentadoria para seus deputados.
O instituo da aposentadoria que chegou a existir no Rio Grande do Sul, foi extinto, depois de muitos protestos da sociedade civil organizada. No Rio Grande do Sul isto também aconteceu. Na Câmara e no Senado nada mudou.

Como disse, há comentários de bastidores que as Assembleias voltam a discutir o retorno da aposentadoria para os deputados. Por enquanto o caso estaria sendo discutido no âmbito da União Nacional dos Legislativos Estaduais.

Dizem que a proposta é criar uma espécie de previdência complementar, ou seja, não seria usado dinheiro público, mas exclusivamente dinheiro dos próprios parlamentares. Será?

As mesmas vozes de bastidores adiantam que na Assembleia gaúcha a proposta já conta com ampla adesão. Com um detalhe, a aposentadoria seria bancada pelos cofres públicos a com parte do dinheiro dos salários dos deputados. Dos 55 deputados, 37 já assinaram, mas o projeto está parado.

No Piauí, os parlamentares daquele estado gozam do privilégio da aposentadoria. Levantamento feito por um jornal da capital aponta que ex-parlamentares que recorreram à aposentadoria proporcional ao tempo de mandato estão recebendo salário mensal de até R$ 24,5 mil, remuneração maior que os deputados da ativa que ganham R$ 20 mil. Ao todo, 46 ex-parlamentares têm aposentadoria paga pela Assembleia do Piauí, com salário líquido que varia de R$ 6,8 mil a R$ 24,5 mil, somando uma despesa mensal de R$ 634,5 mil.

Os números estão no resumo da folha de pagamento divulgado sob exigência da nova Lei da Transparência. O relatório aponta cinco ex-deputados privilegiados que recebem, após os descontos, R$ 24,5 mil. 10 ex-parlamentares que recebem R$ 8,4 mil e outros seis com remuneração de R$ 12,1 mil.

Mais cinco que recebem R$ 14,7 mil e outros quatro com salário de R$ 19,9 mil.

Atualmente, e com muita razão, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) quer obrigar as Assembleias Legislativas a regularizar o pagamento de aposentadorias a deputados estaduais. A ideia é que os ex-parlamentares sejam forçados a passar para a Previdência Social, como todo o trabalhador da iniciativa privada no Brasil. Na prática, a medida, que já deveria ter sido posta em prática desde o início desta década, deve reduzir em média pela metade o salário dos deputados que se aposentarem a partir de agora. Pela nova regra, o ex-deputado aposentado ganharia dez salários mínimos, ou perto de R$ 6,7 mil.

Vejam que absurdo. Enquanto isto o trabalhador aposentado permanece ainda na esperança e na ilusão de que tudo vai melhorar.

Não podemos esquecer que o ano que vem teremos eleições e muita gente se elegeu nas costas dos aposentados prometendo mundos e fundos. Uma das principais promessas era o fim do fator previdenciário uma criação do “inesquecível” Fernandoi Henrique Cardoso de saudosa memória.

Um político que sempre se identificou com os aposentados e é um dos que mais se expôs na defesa da categoria foi o senador Paulo Paim (PT). Promoveu reuniões, fez inúmeros pronunciamentos por mais justiça aos aposentados, foi sempre favorável ao fim do desprezível fator previdenciário, e o que conseguiu até hoje? Nada!

É só enganação!

Não é de agora que os aposentados deste país são massa de manobra dos políticos! Mas, como tudo no Brasil dorme em berço esplêndido, está chegando a hora de acordar.

Você aí, aposentado que reclama (mas só reclama) pela falta de atendimento à saúde; que recebe menos a cada ano; use melhor o seu voto na próxima eleição. Rompa, finalmente,  o pacto com aqueles só prometem e não cumprem.

 

O CONGRESSO EM FOCO PUBLICA

Carta aberta ao ministro Celso de Mello 

Um dos coordenadores do Movimento 21 de Julho Contra a Corrupção e a Impunidade faz apelo ao decano do STF para que ponha ponto-final no julgamento do mensalão

Carlos A. Orofino Souto *
“Ministro Celso de Mello,
Há dúvidas quanto a Deus ser brasileiro, mas quis o destino que, apesar das muitas chicanas e visíveis manobras de poderes e poderosos, a emblemática AP 470 viesse a depender do voto daquele que, à quase unanimidade, melhor se qualifica para julgar que, subjacente à causa em questão, assenta-se também a própria sobrevivência da condição de ‘Supremo’ do STF, outorgada pela Constituição vigente, e, tão relevante quanto, o sepultamento da impunidade, estímulo maior à corrupção, que nos envergonha e apequena ante outras sociedades. ‘Há no país uma clara percepção de que o Direito não é aplicado de forma igualitária’, Oscar Vilhena, diretor de direito da FGV, São Paulo.
Mensaleiros, pares partidários e outros cúmplices, em desespero, veiculam fala de V. Exa. pró-admissibilidade dos embargos ora em questão. Omitem que o citado pronunciamento ocorreu em contexto totalmente distinto do atual. Na ocasião, conforme registrado, V. Exa., com maestria e brilhantismo peculiares, visava, em tom conciliatório, mitigar a ameaça da defesa de, evocando o ‘Pacto de San José’, vir a recorrer a cortes internacionais. Por coerência, na mesquinhez, esses arautos não mencionam que, nesta mesma AP 470, V.Exa. proferiu a mais veemente de todas as acusações aos réus, classificando-os como ‘delinquentes’, em célebre discurso no qual alertava ao júri, e à toda a nação, que os crimes cometidos ‘colocaram em risco as instituições republicanas e a democracia brasileira’, conforme bem ressaltado pelo ministro Gilmar Mendes em seu voto recente.
Sob esta ótica, as diversidades constatadas nos regramentos processuais vigentes no Brasil, evidenciadas no empate da votação sobre admissibilidade de embargos infringentes, sucumbem por completo diante das adensadas e didáticas fundamentações da ministra Cármen Lúcia e de Gilmar Mendes, a respeito dos riscos de quebra do princípio da isonomia e da postergação ‘ad aeternum’ deste, e de processos vindouros, caso admitida a ora pleiteada protelação, via embargos, no caso, configurados não apenas como recursos, mas como descabidas benesses para corruptos e corruptores.
Sua competência, objetividade e eloquência são objetos frequentes de admiração e elogios por parte de seus pares, mesmo quando divergentes em opiniões e decisões. O largo exercício da magistratura, da qual é decano, certamente, agregou experiência àqueles atributos, pelo quê, V. Exa., para toda a sociedade, ainda crente e esperançosa de que o país está, finalmente, prestes a ingressar numa Era de Justiça efetiva para todos. A AP 470 simboliza, para a nação, essa nova Era.
O Movimento 31 de Julho Contra Corrupção e Impunidade tem se empenhado no acompanhamento deste julgamento desde o seu início. Não somos novatos!
Se justiça tardia não é justiça, e, mais, se a justiça existe para regrar o convívio em sociedade e, seus efeitos destinam-se a reparar essa mesma sociedade, por que optar pela interpretação mais favorável aos já julgados e condenados, contra os legítimos direitos do povo brasileiro? Deve o Estado proteger o bandido ou a vítima?”
*É administrador e coordenador do Movimento 31 de Julho Contra a Corrupção e Impunidade.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013



A Folha de S.Paulo Publica hoje.
16/09/2013 - 03h55
Benefício a réus não é automático, diz ministro do STF Celso de Mello
SEVERINO MOTTA
DE BRASÍLIA

Responsável pelo voto de desempate que definirá se 12 dos 25 condenados no mensalão  terão direito a novo julgamento, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello disse ontem que, ainda que a corte permita nova chance para os réus, isso não implicará necessariamente alteração das suas penas.
"Todo recurso demanda a formulação de dois juízos. Um preliminar, se é cabível ou não. Se for cabível, aí depois você vai julgar o mérito e dizer se o recurso tem ou não razão. Entender cabível não significa que se vá acolher o mérito", disse o ministro à Folha.
"Da maneira que está sendo veiculado dá a impressão que o acolhimento vai representar absolvição ou redução de pena automaticamente, e não é absolutamente nada disso", afirmou.
Mello disse ainda que não se sente pressionado, no julgamento, pela opinião pública e destacou que a decisão de um ministro é "solitária" e "eminentemente pessoal".
"[Pressão popular] é absolutamente irrelevante. Eu ouvi claramente as razões de ambos os lados. Respeito todas as posições, mas a decisão é eminentemente pessoal."
A Folha conversou com o ministro na livraria de um shopping de Brasília. Ele tomava café com a filha. Durante a entrevista, foi abordado por duas mulheres que pediram que ele "não decepcione" na decisão desta semana.
Na quarta, Mello dirá se aceita ou não os recursos chamados embargos infringentes, que permitem novo julgamento para crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro nos casos de condenações por placar apertado.
A previsão está expressa no regimento do STF. Contudo, não há menção ao recurso na lei de 1990 que regulou os processos no Supremo e no Superior Tribunal de Justiça.
Até agora, cinco ministro entenderam que a lei deve prevalecer. Outros cinco querem fazer valer o regimento. Sobre a responsabilidade do voto de desempate, Mello disse considerar qualquer decisão na corte importante.
"Vou expor minhas razões e praticar a decisão, algo que é exigido de nós todos os dias. A responsabilidade é própria do ofício jurisdicional mesmo quando se tem uma votação unânime."

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ FOGO

Sempre ouvi dizer, como afirma o adágio popular, que quando se fala muito em algo é porque alguma coisa pode acontecer. A mídia está noticiando que o ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, dependendo do resultado final do julgamento dos envolvidos no escândalo do mensalão, poderá vir a ser candidato á presidência da República. Que, aliás, contaria com boas chances de se eleger. Para companheira de chapa fala-se também em Marina Silva, uma dupla de peso para enfrentar Dilma Rousseff, ou outros que aparecerem.
A se confirmar estas especulações que começam a tomar vulto em todo o país, lembro-me de Jânio Quadros.
O mato-grossense que durou pouco na presidência tinha como símbolo de sua campanha eleitoral uma "vassourinha", contra outro símbolo, a "espada", do general Lott. A vassoura significava a limpeza, a seriedade e acima de tudo a honestidade. Os simpatizantes usavam orgulhosamente na lapela do seu casaco a "vassourinha" banhada a ouro. Começou bem, mas acabou mal renunciando o seu mandato e deixando o país mergulhado em uma tremenda crise. Um dos motivos foi ter condecorado Chê Guevara, o guerrilheiro herói da revolução cubana. É o que contam os historiadores.
"Joaquim Barbosa, no momento, seria o homem certo para limpar esse país dos corruptos e ladrões", dizem seus simpatizantes.
Estou sabendo que em Erechim, há meses, está circulando um abaixo assinado, colhendo assinaturas, para ser entregue brevemente ao presidente do STF, com apelo para que aceite em nome de milhões de brasileiros ser candidato ás próximas eleições. A política é muito dinâmica. Mas, o que se diz hoje amanhã pode mudar.
A verdade é que a notícia está correndo nos bastidores da política nacional. "Onde já fumaça há fogo".
Sobre o mensalão, não se surpreendam se o assunto vire uma pitza do tamanho do Brasil. Seria o fim.
Já pensou se essa corja depois do que fez, sair ilesa do processo?
É difícil prever o que vai acontecer na próxima semana, quando tudo ficará definido com o voto do ministro decano da Corte, Celso de Mello. A Sessão do STF terminou na quinta-feira as 18h com o resultado de 5 fotos a favor dos embargos infringentes e cinco contrários. Caberá, portanto ao ministro Celso de Mello desempatar. Eu ainda acho que ele vai votar contra os embargos. Vamos esperar para conferir. A sorte dos mensaleiros está nas mãos de Celso de Mello.
 
Rua do Bispo
Me escreve o leitor Luiz Cristófoli, que reside nas proximidades do Seminário de Fátima, sugerindo-me que fale sobre uma rua que foi aberta em administração passada e que, segundo ele, "não leva a lugar nenhum". Esta rua divide o Seminário de Fátima e a URI, comumente conhecida como "Rua do Bispo". O leitor informa que se a intenção foi ligar os Bairros Fátima com o São Cristóvão e a BR-153, foi uma péssima ideia, pois além de ter sido mal planejada com dispêndio desnecessário de recursos públicos, ninguém a usa. "É uma rua que não leva a lugar nenhum", assinala o missivista. Além de ter sinalização deficiente ou inexistente, há um trecho tão íngreme, que um veículo de médio porte teria dificuldades de subir ou descer, oferecendo perigo aos moradores da rampa no caso de um acidente. Como o local é de pouca movimentação, a "Rua do Bispo" transformou-se em um lupanar preferido pelos casais para ali fazer amor, bem ao lado de um Seminário que, convenhamos, é de muito mau gosto.
Na carta o seu Cristófoli fala também sobre um pórtico que a URI teria se comprometido construir, mas que até hoje nada foi feito. Este é um bom tema para debate e saber do porquê daquela mal planejada ligação? Com que interesse? De quem foi a iniciativa? Houve solicitação dos moradores de ambos os bairros para que se construísse aquela rua? Os descontentes com aquela obra gostariam de saber.