quinta-feira, 14 de março de 2013


A LIMPEZA, BENDITA LIMPEZA

Há cerca de dois anos aproximadamente, um dos meus primeiros comentários nesta coluna logo que retornei á cidade foi o desleixo que presenciei no leito da linha férrea que sai desde a estação ferroviária, passa por debaixo do viaduto Rubem Berta e segue até ás Três Vendas indo adiante.
Chamou-me a atenção o descuido com a limpeza do local quando passava a pé pelo viaduto em direção a minha primeira vizita á redação do jornal Boa Vista em fevereiro de 2011. Muito mato, lixo além de detritos. Pois a situação continua igual. Nada mudou.
A prefeitura que deveria autuar a empresa ALL, concessionária da ferrovia e responsável pelo descaso  não o faz.
Diante da desatenção, na semana passada foi encontrado morto sob o viaduto um homem, cuja identidade foi apurada pela Polícia como sendo Rogério Nunes,48, com diversas passagens pela DP local, acusado de crimes como ameaça, lesões corporais e outros. A morte de Nunes certamente foi provocada por pedra ou tijolo, já que sua face estava completamente esfacelada, diante da forte agressão sofrida.
Aquele local que deveria merecer cuidado especial, considerando estar no centro da cidade, e, ainda mais, muito próximo ao terminal rodoviário urbano, deixa a desejar na medida em que nenhuma providência é tomada. Mato crescido, lixo a céu aberto, presença de ratos, toda a sorte de imundície você vê no trecho do viaduto até próximo a Cotrel. Como se isso não bastasse, a parte debaixo do viaduto é ainda usado para reunião de desocupados, moradores de rua, usuários de drogas e até gente que se sujeita a fazer sexo, aproveitando o escuro e a falta de vigilância.
O jornalista Bóris Casoy diria: isto é uma vergonha!
Não sei se não seria procedente e viável fechar as laterais do viaduto até que os trens voltem a operar novamente! A verdade é, que assim como está não pode continuar. Os próprios moradores lindeiros da linha férrea não suportam mais a negligências da ALL e a incúria das autoridades que nada fazem para a busca de uma solução.
É o mesmo caso do prédio dos Correios. Uma verdadeira sede de drogados e criatório de moscas, mosquitos, cobras, ratos e outros parasitas.

Mensagens
Recebi vários e-mails, todos de incentivo e solidariedade desejando-me sorte na minha nova cidade, Porto Alegre. A lista é extensa não daria para publicar no espaço que disponho. Mas, sintam-se todos reconhecidos por mim.
Teve um que escreveu: "Senti ao ler teu escrito de despedida. Chico, os que beberam água da antiga fonte do Mato da Comissão, os trarão de volta, pois, a amizade  é como uma estradinha do campo, se não for transitada o capim cresce.
Votos de sucesso na nova lide em POA. A vida não deixa de ser uma troca de experiência como mesmo disse em sua despedida. De um seu admirador e assinante do Jornal Bom Dia".
Outro, no final da mensagem afirmou: "Saudades dessa pessoa maravilhosa".
Outro ainda disse: "Nada acontece por acaso".
E o último dedicou-me as seguintes frases: " Que baita notícia ruim !!! Não podia terminar assim. Bom, continuo teu amigo, dentro das minhas limitações podes contar comigo. abs."
 

quarta-feira, 13 de março de 2013


FRANCISCO O PAPA

Eram 15,06h no Brasil e a fumaça branca  invadiu a lendária Capela Sistina e os sinos tocaram.

Uma verdadeira multidão sob a chuva e o frio testemunharam o fato.

Uma hora depois do dia 13, do mês 3 de 2013 e o mundo conheceu o novo papa, cardeal jesuíta, Jeorge Mário Bergoglio, da Argentina que escolheu como nome designativo, Francisco.

Na história da Igreja é o primeiro papa Sul-Americano.

O cardeal arcebispo de Buenos Aires de 76 anos, foi anunciado como novo papa pelo cardeal diácono  Jean-Louis Tauran, que proclamou a famosa fórmula do Habemus Papam, no balcão Central da Basílica de São Pedro.  Ele se apresentou ao mundo, às 16h22 e convidou todo o povo para rezar em intenção ao Papa Emérito, Bento 16.

O novo pontífice é argentino, nasceu em 17 de dezembro de 1936. 

Em seguida do anúncio do nome do novo papa me dei conta de que ele tem o mesmo nome que o meu e praticamente a mesma idade, apenas eu sou de junho e ele de dezembro, portanto sou mais velho que ele seis meses.

Como milhões de pessoas também fiquei surpreso com a escolha. Imaginava que seria um europeu, um italiano. Francisco estudou e se diplomou como técnico químico, mas ao decidir-se pelo sacerdócio ingressou no seminário de Villa Devoto. Em 11 de março de 1958 passou ao noviciado da Companhia de Jesus. Sua biografia é muito rica de realizações e promoções.

Agora á noite uma agência de notícias liga ao Vaticano esclareceu que o nome do papa é somente Francisco.

Hospitalidade, amor e fraternidade, este seria o lema do novo pontífice, é um nome de muita responsabilidade, dizem os teólogos da Igreja. O papa Francisco terá um pontificado muita sobriedade, concluem. A missa de entronização do papa Franccisco será na terça-feira que vem as 9,30hs, horário brasileiro com a presença de autoridades de todo o mundo.

Trechos do discurso do papa Francisco:

"Vocês sabem que o dever do conclave era dar um bispo à Roma e parece que meus irmãos cardeais foram buscá-lo quase no fim do mundo. Aqui estamos. Agradeço pela acolhida à comunidade de Roma. Obrigado.

E, antes de mais nada, gostaria de fazer uma oração pelo nosso bispo emérito, Bento XVI. Oremos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe.

E agora vamos iniciar este caminho juntos, bispo e povo, esse caminho da igreja de Roma, um caminho de fraternidade, de amor, de confiança mútua entre nós.

Vamos rezar pelo mundo todo, para que haja uma grande fraternidade.

Vamos fazer silêncio para fazer esta oração de vocês por mim."

Como o novo papa adotou o nome do grande santo São Francisco, nada mais oportuno para recordar a oração que ele mesmo fez:

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...

segunda-feira, 11 de março de 2013

ELEIÇÃO DO PAPA COMEÇA NESTA TERÇA-FEIRA
Começa nesta terça-feira o conclave que escolherá o novo pontífice católico, em substituição a Bento XVI que renunciou dia 28 de fevereiro último. Cento e quinze cardeais compõe o colégio eleitoral. Hoje pela manhã está sendo realizada uma missa na basílica de São Pedro e a tarde todos os cardeais entram para o conclave. Tudo é decidido no mais absoluto sigilo. Apenas dois cardeais não participarão do conclave: o indonésio Julius Riyadi Darmaatmadja, por motivos de saúde, e o escocês Keith O'Brien, que renunciou por razões pessoais, após reconhecer condutas sexuais impróprias nos anos 1980.
É provável que o novo papa seja escolhido e anunciado ao mundo ainda antes da Páscoa. Na escolha de Bento XVI, em 2005, os cardeais decidiram a escolha em apenas dois dias. Mas já houve casos em que a eleição durou três meses e meio, foi na escolha de Pio VII, em 1799. O local onde será feita a escolha do sucessor de Pedro é a Capela Sistina, antiga Capela Magna, restaurada pelo papa Sisto IV, entre 1477 e 1480. No seu interior estará reunido o colégio cardinalício formado por 115 cardeais que, num processo eleitoral próprio escolherá o sucessor de Bento XVI. A Capela Sistina, local do conclave é de uma magnificência e grandiosidade ímpares. Ela está situada no Palácio Apostólico, residência oficial do papa na Cidade do Vaticano. É famosa pela sua arquitetura, inspirada no Templo de Salomão, do Antigo Testamento, e sua decoração é toda em afrescos. Um dos maiores gênios artísticos de todos os tempos, Michelangelo Buonarroti pintou afrescos na abóboda e Juízo Final em 1482. Na primeira missa, Sisto IV consagrou-a em honra a Nossa Senhora da Assunção, em 15 de agosto de 1483. A parede do altar foi destinada a conservar a maior pintura na qual Michaelangelo dedicou todo o seu engenho e força: O Juízo Final. Hoje é o local onde se realiza o conclave, processo pelo qual um novo Papa é escolhido. Precisamente, na parede esquerda, a partir do altar, estão as cenas do Velho Testamento a representar: Moisés a caminho do Egito e a circuncisão de seus filhos, obra de Pinturicchio; Cenas da Vida de Moisés, de Botticelli; Passagem do Mar Vermelho, de Cosimo Rosselli; Moisés no Monte Sinai e a Adoração do Bezerro de Ouro, de Rosselli; A Punição de Korah, Natan e Abiram, de Botticelli; A Morte de Moisés, de Lucas Signorelli. Na parte direita, também a partir do altar, as cenas do Novo Testamento: O Batismo de Jesus, de Pinturicchio; Tentação de Cristo e a Purificação do Leproso, de Botticelli; Vocação dos Apóstolos, de Ghirlandaio e o Sermão da Montanha, de Rosselli. É difícil acreditar que tenha sido obra de um só homem, pois dispensara os assistentes que havia contratado inicialmente, insatisfeito com a produção destes, e que o mesmo ainda encontraria forças para, duas décadas depois,  retornar ao local e pintar na parede do altar.
Foi o papa Nicolas II quem instituiu, em 1509, um decreto tornando a participação na votação exclusiva aos cardeais. Antes disso, era o clero e o povo quem apontava o representante máximo da Igreja Católica. Quando o novo pontífice é eleito, ele recebe um nome especial para honrar uma tradição iniciada ainda com o primeiro líder da Igreja Católica. Segundo a historiografia cristã, Jesus mudou o nome do pescador Simão, um dos seus apóstolos, quando o escolheu para ser seu representante na terra, dizendo: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja". Simão se tornou São Pedro e desde então cada papa eleito indica o nome que lhe agrada. Cada cardeal indica o colega que quer como papa e vota secretamente num cálice. No fim de cada rodada, os votos são contados e queimados. Quando um cardeal atinge dois terços mais um dos votos, ou a maioria simples, o camerlengo pergunta ao vitorioso se ele aceita ser papa e qual nome deseja usar. Depois vai ao balcão de pregações na Basílica de São Pedro e diz a famosa frase: Habemus papam, ou seja, "temos um papa".
 

 

quinta-feira, 7 de março de 2013


DESPEDIDA

Estou arrumando ás malas e indo embora. Aos amigos, conhecidos e aos poucos parentes que ainda me restam estou deixando meu adeus por não poder, face a exiguidade de tempo, despedir-me de todos pessoalmente.

A turma do cafezinho das 10,30h do Imigrantes um abraço especial: Mosar, Celso (Grazito), Dante, Alkimin, Petry, Plinio, Pelica, Tonin, João, Borba, Pierozan, Professor Poletto, Buja, Valdir Cunha, Chaves, Nini Gressana, Campagnollo, Pilotto, Paulo, Béto, Jacobus, Madrid, Dinis, Augusto, Müller, Dutra, Redenzio, e Kan-Kan que sempre me obsequiava com um cafezinho.

Claro que vou sentir falta da companhia de todos! Mas, a vida é assim, cheia de surpresas. Continuarei interagindo com a sociedade local, especialmente com os leitores desta coluna, até que o amigo Hélio me mostre o cartão vermelho. Certamente você está curioso e se perguntando: mas, para onde vai esse cara?

Não vou dizer ainda, pois já aconselhavam os mais antigos: o segredo é a alma do negócio. Tô brincando. Vou retornar á Porto Alegre onde se abriu a perspectiva de prosseguir com o meu programa SOS Caminhoneiro, há 17 anos ininterruptos transmitido por 46 emissoras no interior do Rio Grande do Sul. Aqui tentei me fixar, retornando as minhas origens e atividades profissionais, mas não consegui, talvez por me acharem um pouco passado no tempo.

Estou convencido que depois dos 50 as pessoas são consideradas descartáveis e os caminhos ficam bem mais estreitos.

Li um artigo muito interessante de um professor que abordava exatamente o problema que vivem milhares de pessoas ao atingirem 40 ou 50 anos, a chamada terceira idade. Elas têm dificuldades para conseguir emprego. Esse professor depois de apresentar argumentos verdadeiramente convincentes ele termina o seu artigo aconselhando: "não se considere fora do mercado. Vital é manter-se atualizado e focado na superação. Seja dinâmico, e (re) conquiste seu espaço. O sol nasce para todos. A sombra dele que é para poucos".

E deixa um recado dirigido aos empregadores: "Contratar alguém, não se preocupe com a idade mas sim com o caráter, a experiência e o potencial do profissional. A vida é uma troca de experiências.

Se você tem mais de 40 anos: lembre que manter sua auto estima também é fundamental - ensina o professor. Tem um ditado que diz que quem não é visto não é lembrado. Pois, ao longo dos dois anos que aqui permaneci fiz um pouco de tudo para me mostrar chegando até deixar nas entrelinhas de um comentário anterior que necessitava trabalhar, mas, nem assim, houve correspondência. Tenho mais é que arrumar ás malas e me mandar. É o que estou fazendo. Mas não poderia encerrar sem contar duas das tantas piadas do Buja, nas manhãs durante o cafezinho.

Dois sujeitos gagos fizeram uma aposta, quem demoraria mais para ir até o bar e comprar um maço de cigarros. O valor da aposta foi estipulada em R$ 100. O primeiro foi até o dono do bar e pediu:

- Me dá um maço de cigarros Ho...Ho...Ho...Ho...Hollywood.

O tempo gasto foi de dois minutos.

Lá foi o segundo. Aproximou-se do balcão e lascou:

- Por favor um maço de cigarros Carl...Carl...Carl...Carl...Carlton.

O atendente perguntou: Com ponta ou sem ponta?

- Chi...me lasquei!

Outra. O sujeito acompanhava o féretro de sua sogra. Logo atrás do carro fúnebre caminhava o genro levando na guia o seu cão de estimação. Mais atrás seguia-se uma fila de parentes e amigos da falecida. Ao passar em frente a um bar estava um bêbado que, cambaleando, aproximou-se do genro e perguntou:

- De que morreu a tua sogra?

- Da mordida do meu cachorro! - respondeu.

- Não queres me emprestar esse teu cachorro?

- Posso emprestar se você entrar na fila.

Aos amigos, que aqui ficam tchau.... fui........

 

 

 

segunda-feira, 4 de março de 2013


DESILUSÃO POLÍTICA

A política para uns é como se diz na gíria "uma cachaça", a maioria dos que entram não querem sair porque ao político, diferentemente do cidadão comum, goza de certas regalias que muitos executivos empresariais não possuem.

Estava lendo os jornais do fim de semana e encontrei uma notícia que dava conta do desapontamento de um deputado estadual da nossa Assembleia Legislativa, diante da impossibilidade - segundo ele - de conseguir "resolver coisas. Não me serve mais", declarou.

E foi mais incisivo nas suas colocações do porquê da sua desesperança e desengano: "não irei mais concorrer a reeleição em 2014 porque estou desencantado com  o parlamento. Não sinto nem vontade de ocupar a tribuna".

Eu não tiro a razão do deputado Alvaro Boessio (PMDB). Nos dias atuais o deputado estadual não passa de um despachante. Foi-se o tempo em que o parlamentar podia destinar verba para essa ou aquela instituição, como fazem os deputados federais. Cada um tem sua cota fixa anual de onde saem as tais emendas parlamentares. O estadual não tem. Tinha. Então o que faz além de apresentar projetos? Fiscalizar os atos do governo, discursar, promover reuniões, marcar audiências, prestar homenagens e oferecer medalhas e títulos, e fica por aí.

Deputado estadual, no dizer de Álvaro Boessio, não resolve coisa nenhuma.

Vou dar um exemplo: O ex-presidente da Assembleia do Rio Grande do Sul, Alexandre Postal (PMDB), antes de deixar o cargo em dezembro, e por decisão da então mesa diretora, determinou o pagamento de débitos para com servidores da Casa, que foram sacrificados ainda na época do famigerado presidente Fernando Collor de Mello, em cálculos sobre vencimentos em cima das famosas URVs. A Justiça recebeu pilhas e pilhas de ações contra o desaforado erro, que prejudicou milhares de funcionários públicos estaduais. Essas ações vinham se  arrastando há cerca de dez anos na Justiça.

Numa medida saneadora e até humana do deputado presidente Alexandre Postal, houve a compreensão do erro cometido e mandou pagar essas diferenças, para se livrar de uma vez por todas das centenas de ações na Justiça. Só que fez a comunicação para a habilitação dos funcionários ativos, inativos, aposentados, exonerados, Cargos de Confiança (CCs) e até falecidos, através do Diário Oficial. Pergunta-se: quem lê Diário Oficial no interior do Estado?

O prazo para a habilitação venceu em 7 de dezembro, e mais da metade dos habilitantes por desconhecimento da medida ficaram de fora. Aqueles que por falta de informação e ainda estão por receber somam quase 500. As últimas informações dão conta de que verba existe para liquidar a questão, depende apenas da atual presidência ter a boa vontade de mandar pagar. Só isto. E não há quem sensibilize sua excelência o presidente Pedro Westphalen (PP) pegar a caneta, assinar e mandar pagar.

Ora, se até para resolver as questões internas o deputado é impotente e não tem autoridade, pra que ser deputado?

Por isso e muito mais estou de acordo com Alvaro Boessio, muitas vezes é frustrante e desanimador ser deputado estadual, ou melhor, despachante estadual.

 

sábado, 2 de março de 2013


vale a pena ler o comentário de Merval pereira...

LIMITE DE MANDATOS

 A crítica do presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa aos “políticos profissionais”, defendendo a limitação de mandatos parlamentares na mesma linha proposta pelo partido que a ex-senadora Marina Silva pretende organizar, provocou não apenas as especulações naturais de que estaria falando em causa própria, se apresentando como uma alternativa, como também comentários mais ácidos de políticos que, por enquanto preferem ficar no anonimato.
 Há os exemplos concretos, de grandes homens públicos que tiveram vários mandatos seguidos no Congresso, como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Teotonio Vilela, além de uns poucos atuais, o que leva a crer que a questão seja de qualidade individual, e não de tempo de mandato. Há também o fato de que entre os condenados do mensalão a maioria é de políticos de poucos mandatos, quando não de um apenas. Há também os argumentos jurídicos, que dizem ser flagrantemente inconstitucional uma decisão nesse sentido, pois nas condições de elegibilidade tal proibição não figura. Seria preciso modificar a Constituição para impor essa restrição.

Há também quem lembre que o ministro Joaquim Barbosa, assim como todos os membros do STF, têm mandatos vitalícios, o que por si só denotaria uma incoerência de sua parte criticar a longevidade dos políticos que, em vez de serem nomeados, são eleitos pelo voto direto dos cidadãos.
A campanha da ex-senadora Marina Silva, que pretende que seu novo partido seja “diferente” dos existentes, também não encontra muito eco entre os políticos que poderiam formar em sua bancada, ao contrário do que aconteceu, por exemplo, com o PSD do ex-prefeito paulista Gilberto Kassab, o protótipo de “mais do mesmo” no campo partidário. O PSD foi uma válvula de escape para políticos incomodados em seus partidos originais, que gostariam de aderir ao governo Dilma. Conseguiu formar a terceira maior bancada da Câmara e transformar-se não em mais um dos muitos partidos aliados, mas em um dos principais sustentáculos da base governista.
Embora tanto Kassab quanto Marina tenham definido seus respectivos partidos como “nem de centro, nem de direita, nem de esquerda”, ou ainda “nem governo nem oposição”, os dois partem de pontos diferentes.

Kassab formou seu partido com a adesão de políticos, Marina tenta erguer o seu através de petição pública. Por essas coincidências da política, os dois podem estar também em polos opostos na eleição presidencial de 2014, e nenhum dos dois com a presidente Dilma, pelo menos no primeiro turno. Marina deve ser a candidata a presidente mais uma vez, na REDE ou em algum partido tradicional que a abrigue. Já Kassab pode levar seu PSD a apoiar o governador Eduardo Campos, se ele sair mesmo candidato pelo PSB. O início da caminhada do PSD teve todo o apoio do PSB de Campos, que chegou em determinado momento a ser cogitado como o partido que abrigaria os dissidentes caso o PSD não conseguisse sair do papel.
Da mesma maneira que hoje Marina tem como plano B se unir a algum partido que não esteja na órbita governista, ou que queira sair dela para tentar um voo solo. O presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, surge como uma possível candidatura alternativa no rastro desse movimento contra a política tradicional, mas o exemplo mais próximo que temos dessa experiência é o hoje senador Fernando Collor, que se apresentou como candidato antipolítico na eleição de 1989, apesar de pertencer a uma família tradicional da política alagoana. Teve êxito na sua farsa eleitoral, mas acabou sendo impedido por um movimento popular que tomou conta das ruas do país da mesma maneira que, meses antes, a maioria do eleitorado pensou ter visto nele aquele que redimiria a política nacional. Hoje, Collor, eleito senador, faz a política mais tradicional que se possa pensar, no sentido negativo com que essa política é vista pela opinião pública, aliado a antigos adversários como o PT, Sarney, Lula e Renan Calheiros.


 

sexta-feira, 1 de março de 2013


LUCIANA LÓSSIO É EFETIVADA COMO MINISTRA DO TSE

A advogada Luciana Christina Guimarães Lóssio é a nova ministra efetiva do Tribunal Superior Eleitoral. Primeira mulher a ocupar uma das cadeiras destinadas à advocacia, ela foi empossada na noite desta terça-feira (26) em cerimônia comandada pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia.

Luciana foi nomeada pela presidente Dilma Rousseff em 6 de fevereiro. Sua posse consolida a predominância feminina na composição do Pleno do Tribunal, que agora passa a contar com quatro ministras e três ministros efetivos.

“É a quebra de um paradigma nos órgãos superiores de julgamento, que sempre contaram com uma maioria de homens, de bons juízes, já que havia um número inferior de mulheres nas faculdades e na advocacia”, ressaltou Cármen Lúcia.

Segundo a ministra, ainda há muito para se conquistar em todas as formas de igualdade, mas essa maioria temporária de mulheres no TSE já é uma demonstração de que “o Brasil caminha no sentido de propiciar condições e oportunidades para que homens e mulheres possam galgar os cargos, sempre com o mesmo compromisso com o Direito, com a legalidade e com o Estado democrático”.

Luciana Lóssio graduou-se em Direito no Centro Universitário de Brasília (UniCeub) em 1999, mesmo ano em que obteve sua inscrição da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na seccional do Distrito Federal. Atuou durante sete anos como assessora jurídica na Procuradoria-Geral da República assessorando os ex-procuradores-gerais da República Geraldo Brindeiro e Cláudio Fonteles, com atuação em processos de competência do TSE e do STF. (Informação da Assessoria de Imprensa do STE.)

Só para lembrar, esta nova ministra é aquela que concedeu a liminar que acabou permitindo a diplomação e posse do prefeito de Erechim Paulo Polis e a vice-Ana de Oliveira.