terça-feira, 13 de maio de 2014

A PROPOSTA DO PV

O PV - Partido Verde - um dos pequenos partidos que tem representação no Congresso Nacional acaba de lançar seu pré-candidato à Presidência da República com  propostas polêmicas. Uma delas é a descriminalização do aborto e da maconha, incluindo a reforma política com mudança do regime, extinção do Senado, redução em um quarto no número de deputados e a troca do atual sistema presidencialista pelo parlamentarista. A proposta, segundo seus líderes, certamente é a que mais se adaptaria a atual conjuntura nacional, regime segundo o qual, não consegue estancar o crescimento da corrupção e roubalheira constante dos cofres públicos. Se a proposta passar na convenção marcada para este mês de abril vai incomodar muitos políticos. É seu autor Eduardo Jorge, que já foi deputado estadual e federal pelo PT em São Paulo, secretário da Saúde na capital paulista nas gestões de Luiza Erundina e Marta Suplicy; secretário de Meio Ambiente nos governos de José Serra e Gilberto Kassab.  “Queremos a legalização do aborto, estabelecendo regras e limites de idade gestacional numa lei, mas que permita à mulher e seu companheiro seguirem este caminho com segurança”, diz trecho do texto.
Drogas
O texto também é explícito ao defender a legalização da maconha como forma de coibir o narcotráfico e o crime organizado. “As outras drogas mais pesadas devem ter estratégias a ser implementadas na sequência”, afirma o documento. A proposta de Eduardo Jorge destaca que a política de repressão à droga tem causado efeito contrário aos seus objetivos. “O consumo não caiu, e, pior, construiu indiretamente uma economia do crime poderosa, violenta, opressiva. O tráfico da maconha é um dos principais pilares desta economia criminosa no Brasil e no mundo. Como ela é uma droga cujos malefícios são equivalentes aos das drogas chamadas legais, como fumo/tabaco e álcool, é por ela que devemos começar com segurança nossa estratégia de confrontar a economia do crime e da violência. Para nós, a educação e a assistência à saúde são mais eficientes do que a repressão policial”, afirma.
Reforma política
No capítulo dedicado à reforma política, o PV defende nova consulta popular sobre o sistema de governo, para que o país adote o parlamentarismo;. Apoia a extinção do Senado e a redução, dos atuais 513 para 411, o número de deputados federais. Cada bancada estadual perderia 25% de seus representantes. O mesmo corte seria feito nas assembleias legislativas. O número de ministérios seria reduzido dos atuais 39 para 14. Esta é a reforma decisiva para ampliar a democracia no Brasil e reformar profundamente o próprio parlamento, afirma Eduardo Jorge. O texto também estabelece um limite de 20 salários mínimos como remuneração dos parlamentares estaduais e federais, o fim das verbas de gabinete, das emendas individuais ao orçamento e das frotas de carros oficiais..
Propõe, ainda, o aumento no número de vereadores. Em São Paulo, em vez dos atuais 55 vereadores, o número de representantes municipais passaria para 5.500, entre vereadores. Remuneração, só em casos excepcionais, como ajuda de custo, ressalta o texto.
Economia

Apoia a substituição dos impostos federais por um imposto único, baseado na movimentação financeira. O documento também prega mudança de foco na relação do governo com a agricultura: a prioridade seria dada à agricultura familiar, dos pequenos e médios produtores, sem utilização de agrotóxicos. Entre os dez pontos destacados no documento estão o desenvolvimento sustentável, a reforma política, a rediscussão do atual modelo federativo, a economia verde, a energia, a Previdência Social, saúde, educação, o combate à desigualdade e à miséria. Esse é o esqueleto do que vai ser feito, é a iniciativa democrática que vem antes de qualquer campanha. Eduardo Jorge nasceu em Salvador, é médico sanitarista. Que tal?

domingo, 11 de maio de 2014

LEITE ADULTERADO

Eu sou do tempo em que o leite era entregue em casa pelo próprio produtor em lombo de cavalo acondicionado em litros brancos com tampa de sabugo de milho e não fazia mal a ninguém. A manteiga era uma loucura. Em vez de embalada em caixinhas higienizadas como hoje, era envolta em palha de milho. E nunca ouvi falar que alguém fosse causa de intoxicação ou alergia. O leite depois de fervido criava uma crosta de nata que a gente aproveitava para passar no pão com mel. Era gostoso demais! Eu mesmo fiz isso centenas de vezes. Depois que o leite passou a ser industrializado começaram os problemas, tudo por conta da ganância das indústrias e do lucro fácil.
A saúde da população que se dane. Um internauta postou em sua página no facebook e me enviou a seguinte sugestão: "A melhor punição ás indústrias é à população não comprar mais a marca adulterada. E durante o tempo em que os diretores dessas empresas permanecerem detidos, fazê-los consumir o seu próprio leite com soda, ureia, formol e outras substâncias". Sabe que seria uma boa? O que essas indústrias estão fazendo com a população consumidora de leite é envenenamento coletivo e isso tem que ser reprimido e os responsáveis colocados na cadeia.
Outro assunto. O município de Faxinalzinho, não muito distante de Erechim,  vive momentos de grande tensão, depois de uma longa convivência pacífica com os índios Caigangues da aldeia Kandóia. A desarmonia começou por conflito de demarcação de terras que os indígenas afirmam lhes pertencerem. No desentendimento dois agricultores acabaram sendo criminosamente mortos pelos índios.

Ao todo, estão em jogo 2.734 hectares em Faxinalzinho. O conflito envolve quase 200 famílias de indígenas e 140 de agricultores, de acordo com dados da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo. Pelo crime dos agricultores, cinco indígenas acabaram presos pela Polícia Federal. Entre os detidos está o cacique Deoclides de Paula. Para resolver o problema o governo tem apenas duas alternativas: compensação ou reassentamento. Como a Constituição Federal veda indenização, os títulos existentes nas mãos dos agricultores em áreas consideradas indígenas são nulos. Como resolver esse impasse? Como fica, por exemplo, a situação dos que investiram nas propriedades com a construção de cercas, casas, galpões, depósitos etc? O momento é de expectativa para saber como o governo vai descascar o abacaxi. O representante do Ministério da Justiça que esteve na região, Marcelo Veiga, conseguiu que líderes dos agricultores e indígenas se encontrem em Brasília dia 22 para, em uma mesa de diálogo, com o ministro José Cardoso, encontrar uma saída para o impasse. Uma das mudanças que o governo deveria consolidar é não permitir mais o índio arrendar suas terras. Isso obrigaria o índio a trabalhar e produzir e não deixaria cair n a ociosidade  levando-o a viração. É nesta hora que deveria entrar a Funai. Só que a Funai não promove a educação básica aos índios, não demarca terras, não assegura e protege as terras por eles tradicionalmente ocupadas, não estimula o desenvolvimento de estudos e levantamentos sobre os grupos indígenas. É um órgão preguiçoso e omisso nas questões em que deveria atuar. A Fundação tem, ainda, a responsabilidade, mas não faz, de defender as comunidades indígenas; de despertar o interesse da sociedade pelos índios e suas causas; e de gerir o seu patrimônio e fiscalizar suas terras, impedindo ações predatórias de garimpeiros, posseiros, madeireiros e quaisquer outras que ocorram dentro de seus limites e que representem um risco à vida e à preservação desses povos. A Funai que deveria ser tutora dos índios, para poder levar até eles, o mínimo necessário para seu conforto, não faz absolutamente nada. É hora do governo tomar uma atitude, ou determina uma maior ação da Funai ou acaba com esse órgão omisso e inoperante. De outra parte, o governo também tem que entender o lado dos agricultores possuidores de título de propriedade há mais 80 anos e vivem nessas terras. Não podem, a toque de caixa, entregar tudo de mão beijada.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

ÀS MÃES

Domingo é dia das mães.
Mãe carinhosa, mãe esportista;
mãe protetora; mãe tímida;
mãe moderna; mãe intelectual;
mãe mais macho que muito homem;
mãe rica e mãe pobre; mãe preta e de outras cores;
mães solteiras, mas todas mães iguais.
Festejar o dia das mães no segundo domingo de maio, sem dúvida, é um dia muito especial. Mesmo não tendo mais a minha, assim também presto-lhe homenagem filial de saudade. Muitos de vocês tem a sua, eu há anos não tenho mais a minha.
Minha mãe era uma criatura boníssima, compreensiva, até demais. Mesmo assim, como filho, nunca me excedi aproveitando-me da sua complacência e generosidade. Ela nunca me deu um tapa sequer, um castigo pelo menos!
Era uma verdadeira santa mulher. Um dia quando já era adulto, ela me confidenciou que o único trabalho que lhe dei foi durante o parto. Naquele tempo não se falava em cesariana. As mães ganhavam seus bebês naturalmente, ou o médico usava o terrível "fórceps". Hoje, até acho que nem se utiliza mais. Fórceps é um instrumento semelhante a uma tenaz. É empregado na medicina obstetrícia para auxiliar a retirada de um feto por alguma razão em que a contração natural não é suficiente para o parto, ou possa colocar em risco a vida da gestante e da criança. Geralmente é usado quando o bebê é muito grande ou em casos de parto de risco. Pois eu estava oferecendo a minha mãe sério risco. Ainda de acordo com seu relato, eu era uma criança grande e além disso cabeçudo. Já sem forças e com as contrações diminuindo, o médico, Dr. Fiorelo Zanin, cochichou um pouco alto no ouvido de minha avó:
"Dona Catina, temos que fazer uso do fórceps, sua filha está perdendo ás forças e tudo pode complicar a partir deste momento".
Foi quando minha mãe ao ouvir "a sentença", num último e derradeiro esforço conseguiu expelir este que vos escreve. Não deve ser nada confortável o tal fórceps. Esforçou-se demais para me dar a vida!
Depois de saber desta história fiquei mais amante de minha mãe. Por isso faço questão de declarar que D.Elza sempre foi referência em minha vida. Como gostaria que ela estivesse viva para poder lhe dar um beijo e um abraço, além do presente, é claro. Mas, por confiar nas promessas do Supremo Criador do Universo espero reencontrá-la na eternidade. Creio que ela estará bonita como sempre, pois viveremos para sempre na eternidade prometida por Deus.
Felicito todas as mães que me leem. Que vocês possam estar rodeadas dos filhos, netos e bisnetos para sua gloria e felicidade de toda a família.
Para os que não sabem, a comemoração do dia das mães é mitológica. Na Grécia antiga o dia era festejado na entrada da primavera em honra a Reha, a Mãe dos Deuses. Mais tarde no início do século XVII, a Inglaterra passou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Mas foi a americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, EE.UU. que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. A ideia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
A primeira celebração oficial aconteceu em 26 de abril de 1910 e em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis.
Anna morreu em 1948, aos 84 anos e nunca chegou a ser mãe.
No Brasil o primeiro Dia das Mães foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

terça-feira, 6 de maio de 2014

MAÇONARIA VINDO A PÚBLICO...SINAL QUE A COISA VAI FICAR ORETA


PARA A MAÇONARIA VIR A PÚBLICO COM UM MANIFESTO DESTE,
SINAL QUE A COISA VAI FICAR PRETA
Manifesto da Maçonaria
LOJA MAÇÔNICA ACÁCIA DAS NEVES Nº 22 ORIENTE DE SÃO JOAQUIM-SC
FILIADA AO G.O.S.C
 Agora o governo corrupto e tirânico do PT conseguiu motivo para ficar preocupado. A partir do momento em que a maçonaria começa a veicular manifestos como este, é porque nas sombras está sendo tramada um revolução que fará rolarem milhares de cabeças de corruptos por este país afora. Esta é a mais poderosa força do mundo e contra a força não há resistência. Aguardem.  Independentemente de crenças ou religiões, acredito que todos deveriam ler, refletir e…AGIR!
ESTA MENSAGEM DEVE SER DIVULGADA PARA TODOS OS BRASILEIROS LIVRES E DE BONS COSTUMES, E TAMBÉM, A TODOS OS PROFANOS POIS, É CLARA E VERDADEIRA.
 Vivemos um dos momentos mais difíceis de nossa história.
O povo está sendo mantido na ignorância e sustentado por um esquema que alimenta com migalhas a miséria gerada por essa mesma ignorância.
 A tirania mudou sua face. Já não encontramos os tiranos do passado que com sua brutalidade aniquilavam as cabeças pensantes, cortando o pescoço. Os tiranos de hoje saqueiam a Pátria e degolam as cabeças de outra forma. A tirania se mostra pela corrupção que impera em todos os níveis.

Encontramos mais viva do que nunca as palavras do Imperador Romano Vespasiano que na construção do Grande Coliseu disse: “DAI PÃO E CIRCO PARA O POVO”. Esse grande circo acontece todos os dias diante de nossos olhos, especialmente sob a influência da televisão, que dá ao povo essa fartura de “pão” e de “circo”. Quando pensamos que a fartura acaba, surgem mais opções.
 Agora vemos a Pátria sendo saqueada para a construção de monumentais estádios de futebol, atualmente chamados de arenas, nos moldes do que era o Coliseu, uma arena. Enquanto isso os hospitais estão falidos, arruinados, caindo aos pedaços.
Brasileiros morrem nas filas e nos corredores desses hospitais; já outros filhos da Pátria morrem pelas mãos de bandidos inescrupulosos que se sentem impunes diante de um Estado inoperante, ineficiente e absolutamente corrompido. Saúde não existe, educação não há, segurança, muito menos.
 Porém, a construção dos “circos” continua ! Mas o pão e o circo também vêm dos “Big Brothers” das “Fazendas”, das novelas que de tudo mostram, menos verdadeiros valores e virtudes pessoais. Quanto mais circo, mais pão ao povo. E o mais triste é que o povo, mantido na ignorância, é disso que mais gosta.
 Nas tardes, manhãs e noites, não faltam essas opções de “lazer”. O Coliseu está entre nós.
O circo está entre nós.
Já o pão, esse vem do bolsa isto, do bolsa aquilo, mantendo o povo dependente do esquema subtraindo-lhe a dignidade e a capacidade de conquistar melhores condições de vida com base em suas qualidades, em seus méritos, em suas virtudes. Agora, o circo se arma em torno do absurdo que se coloca à população de que o problema de saúde é culpa dos médicos. Iludem e enganam o povo, pois fazem cair no esquecimento o fato de que o problema de saúde no Brasil é estrutural, pois o cidadão peregrina sem encontrar um lugar digno,nem mesmo para morrer.
 Então, absurdamente, em desrespeito aos filhos da Pátria, são capazes de abrir as portas para profissionais estrangeiros, alguns poucos não cubanos. Os tiranos têm a audácia de repassar
R$ 40.000.000,00 mensais que são sangrados dos cofres públicos para sustentar um outro governo falido e também tirano, o cubano; um dinheiro sem controle e sem fiscalização.
Os pobres profissionais que de lá vêm, não têm culpa. É um povo sem liberdade, sem direito de expressão, escravo da tirania. Esses médicos recebem migalhas daquele governo.
Mal conseguem sustentar a si e a seus familiares.
 Os R$ 40.000.000,00 que serão mensalmente enviados para Cuba solucionariam o problema de inúmeros pequenos hospitais pelo interior deste País. Mas não é a isto que ele servirá.
Nós estamos a financiar um trabalho explorado, escravizado, de profissionais que não têm asseguradas as mínimas condições de dignidade de pessoa humana, porque simplesmente não são homens livres.
 E nós, brasileiros, devemos nos envergonhar de tudo isto, porque estamos sendo responsáveis e coniventes por sustentar todo esse esquema, todos esses vícios, comportando-nos de maneira absolutamente inerte. Esses governantes, que tanto criticam o trabalho escravo, também não esclarecem à população o fato de um médico brasileiro receber o mísero valor de R$ 2,00 por uma consulta pelo SUS.

Do valor global anual que recebem, ainda é descontado o Imposto de Renda, através de uma escorchante tributação sobre o serviço prestado, que pode chegar ao percentual de 27,5%.
Em atitude oposta, remuneram aqueles que não são filhos da Pátria, os estrangeiros, com o valor de R$ 10.000,00 mensais por profissional, cabos eleitorais desses governantes.
 Profissionais da saúde no Brasil, servidores públicos de carreira, à beira da aposentadoria, com dedicação de uma vida inteira, receberão quando da aposentadoria metade do valor pago ao estrangeiro.
Não podemos aceitar a armação desse circo,
em cujo picadeiro o povo brasileiro é o palhaço !
A Maçonaria foi a grande responsável por movimentos históricos e por gritos de liberdade em defesa da dignidade do homem. Foi por Maçons que se deu o grito de Independência do Brasil, da Proclamação da República, da Abolição da Escravatura. Foi por Maçons que se deu o brado da Revolução Farroupilha.
 E o que está fazendo a Maçonaria de hoje ao ver o circo armado, com a distribuição de um pão arruinado pelo vício que sustenta essa miséria intelectual ? Não podemos ficar calados e inertes !
A Maçonaria, guardiã da liberdade, da igualdade e da fraternidade, valores que devem imperar entre todos os povos, precisa reagir, precisa revitalizar seu grito, seu brado para a libertação do povo. Esse é o nosso dever, pois do contrário não passaremos de semente estéril, jogada na terra apenas para apodrecer e não para germinar.
A Loja Maçônica Acácia das Neves incita a todos os Irmãos: para que desencadeemos um movimento de mudança, de inconformismo, fazendo ecoar de forma organizada, a todas as Lojas e os Maçons desta Pátria, o nosso dever de cumprir e fazer cumprir a nossa missão de levantar Templos à virtude e de cavar masmorras aos vícios !
Fraternalmente,
 Alaor Francisco Tissot
Grão-Mestre – GOSC

sábado, 3 de maio de 2014

A VEJA PUBLICOU

A cartilha petista, as vigarices e mais uma vaia para Dilma. Está difícil para a soberana deixar o castelo e andar entre os súditosDilma: vaias depois do pronunciamento e da oficialização da candidatura. Vai mal!

Dilma: vaias depois do pronunciamento e da oficialização da candidatura. Vai mal!
O PT decidiu fazer uma espécie de cartilha (leia post anterior) para enfrentar o embate eleitoral. Não deixa de ser curioso. A tônica do panfleto é a seguinte: os candidatos de oposição não teriam “propostas” para o país. Digamos que assim fosse. Não perca seu tempo, no entanto, tentando saber, então, quais são as ditas “propostas” do PT. Não existem. Até porque me parece evidente que aquele que governa já reúne as condições para fazer o que tem de ser feito, não é mesmo? Mais do que propor, precisa é agir.
- Se Dilma sabe como devolver a inflação para o centro da meta, por exemplo, por que ela não devolve, então, a inflação para o centro da meta?
- Se Dilma sabe como acabar com a roubalheira da Petrobras, por que, então, ela não acaba com a roubalheira da Petrobras?
- Se Dilma sabe como responder aos graves entraves existentes na infraestrutura, por que, então, ela não responde aos graves entraves existes na infraestrutura?
- Se Dilma sabe como reverter, ou minimizar ao menos, o rombo histórico que haverá nas contas externas, por que, então, ela não o reverte ou minimiza?
- Se Dilma sabe como resolver o estado de miséria da segurança pública, por que, então, ela não resolve o estado de miséria da segurança pública?
A resposta é simples: ela não faz nada disso ou porque não sabe ou porque o arco de alianças que a sustenta no poder não permite. Dilma tem uma base de apoio gigantesca. Ainda que ela venha a vencer a disputa, terá certamente menos apoio no Congresso do que tem hoje. Querem um exemplo? Um eventual governo Aécio Neves contará com um PMDB mais unido na base de apoio do que um eventual novo governo Dilma, embora esse partido vá para a disputa tendo garantida a posição de vice na chapa encabeçada pela petista.
Restou ao PT, então, lançar uma cartilha em defesa da presidente dizendo por que os outros não podem ser eleitos, não por que ela deve ser reeleita. E aí sobram as picaretagens e as mistificações de sempre, que alguns vigaristas intelectuais já estão tentando transformar em teoria política.
A defesa da independência do Banco Central — ou de um Banco Central independente das injunções políticas, que é o mínimo que se pode esperar da autoridade monetária — foi transformada, na cartilha petista, numa suposta ação “antipovo”. A afirmação de que um presidente da República não pode ser refém da popularidade é lida como a defensa de “medidas amargas” contra os pobres.
Assim, pergunta-se: qual é a proposta do PT? Mais uma vez, investir na falsa polarização entre “nós” e “eles”; entre os supostos defensores do povo e seus algozes. Não sei, não… Tenho a impressão de que esse discurso já não cola mais com tanta facilidade. Ou vamos ver.
Vaia
Neste sábado, a presidente Dilma foi à abertura da 80ª edição da Expozebu, em Uberaba, Minas Gerais. Quando seu nome foi anunciado, explodiu uma sonora vaia. Aqui e ali, leio que se trata, afinal, de um “reduto” do senador Aécio Neves (PSDB), candidato do PSDB à Presidência. É, não deixa de ser.
Mas e a vaia havida na festa promovida pela CUT, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo? Não se pode chamar, creio, de “reduto tucano” um evento patrocinado pela central que atua como um dos tentáculos do PT. E, no entanto, os petistas não conseguiram fazer um miserável discurso. A chuva de garrafas, latas e bolas de papel não permitiu. A cada vez que alguém pronunciava o nome de Dilma, era vaia na certa. O mesmo se deu na manifestação organizada pela Força Sindical.
Então vamos ver: Dilma vai ao ar em rede nacional de rádio e TV na quarta, anuncia bondades, e é sonoramente vaiada na quinta. O PT praticamente a oficializa como candidata na sexta, e tome mais vaia no sábado.
A máquina de difamação do petismo sempre foi muito poderosa — não é de hoje. Vem lá dos tempos em que era um pequeno partido de oposição. A Internet multiplicou muito o seu poder. Mas me parece que, desta feita, as pessoas já estão um tanto mais precavidas.
A imprensa e o “Paradigma Louis Renault”O PT parece andar sem ideias. Em sua cartilha, a imprensa apanha mais uma vez, tratada como o verdadeiro partido de oposição do Brasil. Os petistas consideram que noticiar as lambanças na Petrobras ou os vínculos de André Vargas e Alexandre Padilha com o doleiro Alberto Youssef é “coisa de oposição”? Não! É coisa do inquérito da Polícia Federal.
Mas sabem como é a boca torta. Lembram-se de Louis Renault, o capitão de polícia corrupto do filme “Casablanca”? Ao dar uma ordem a seus subordinados para apurar os responsáveis por um assassinato — e com o intuito de proteger Rick, seu amigo —, dispara uma frase que ficou famosa: “Round up the usual suspects” — “prenda os suspeitos de sempre”.
O jornalismo independente está entre os “suspeitos de sempre” do petismo. O paradigma de honestidade do partido é aquela gente que vive pendurada nas tetas das estatais e da verba oficial de publicidade. Os petistas parecem acreditar apenas na “honestidade intelectual” que tem um preço

sexta-feira, 2 de maio de 2014

ERECHIM TERRA DE CULTURA

Foi uma agradável notícia, o fato de no dia do aniversário de Erechim, (30 de abril) o italiano/erechinense Giorgio Corradi ter sido prestigiado na URI com a presença de selecionado público e familiares, pelo lançamento de sua obra literária, "Pequena Coletânea de Emoções". A alta direção da URI, a Pró-Reitora de Ensino, professora Rosane Vontobel Rodrigues; o Diretor-Geral do campus, Paulo José Sponchiado e a Diretora Acadêmica, professora Elisabete Maria Zanin também esteve presente.
A obra de Corradi é composta por letras de músicas escritas pelo autor durante seus 86 anos de idade.
"Pequena Coletânea de Emoções" foi patrocinada pela Edifapes setor ligado a própria Universidade.
As palavras da Diretora Acadêmica, Elisabete Zanin, na noite de autógrafos e lançamento do livro diz bem do que é a obra. Durante seu pronunciamento a Diretora salientou que quando à obra lhe foi apresentada "percebi que havia encontrado uma fonte de delicada alegria e iluminada esperança. Giorgio não escreve para comunicar saberes. Escreve para comunicar sabores. Comunica imensas e intensas emoções, abraçando palavras”. E concluiu: “Momentos culturais como este contribuem com a suavização e humanização do relacionamento humano em qualquer espaço e território”.
Para completar a noite de lançamento e autógrafo, Giorgio Corradi, interpretou juntamente com a maestrina Joane Côvolo, uma de suas poesias em forma de música que estão publicadas em seu livro.
Giorgio Corradi em tempos idos foi contemporâneo de outros cantores de músicas eruditas que fizeram parte do cancioneiro local como Andérico Massignan, Ney Miolo, Giovani Urtassun, Grando...
Giorgio é filho de imigrantes italianos, tendo deixado sua cidade natal, Cremona, na Itália, ainda criança, indo morar com a família em Erval Grande, então distrito de Erechim, transferindo-se para nossa cidade em 1939. Com idade avançada, mas gozando de boa Saúde, o autor de "Pequena Coletânea de Emoções" é um dos assíduos frequentadores do Shopping Imigrantes com quem tenho me encontrado para o tradicional cafezinho. No meu próximo encontro quero abraçá-lo e cumprimentá-lo pela belíssima obra que deixa para os nossos pósteros.
Um assunto puxa outro, e aí a nossa máquina do tempo nos traz a lembrança outra figura da música que poucos conhecem: Hardy Vedana, maestro, tenor e clarinetista. Nasceu em Erechim no dia 13 de junho de 1928 e nos deixou em 1943 indo  morar em Porto Alegre. Hardy Vedana tinha paixões pelo jazz e nos anos 1960 liderou um grupo de dez músicos que se tornou famoso tocando músicas pela cidade na carroceria de um caminhão, para propagandear  a loja de confecções Sibrama.
Escreveu artigos em jornais e revistas; fundou e foi o primeiro presidente do primeiro clube de jazz de Porto Alegre; gravou seu primeiro LP em 1961 e, no ano seguinte, gravou o segundo. Em 1964 fez uma turnê de um mês pela Argentina; foi presidente do Sindicato dos Músicos do RS; fundou, em 1985, o Sindicato dos Músicos e o Sindicato dos Artistas de Santa Catarina, além de assumir a presidência da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Cultura, com sede em Brasília; em 1979 organizou o I Congresso dos Músicos do Brasil.
Ele foi o idealizador e fundador, em 1997, do Museu da Imagem e do Som, de Porto Alegre. Publicou, em 2006, a obra A Eléctrica e Os Discos Gaúchos, sobre a histórica gravadora de discos que existiu em Porto Alegre de 1914 a 1923, e sobre a loja onde eram vendidos esses discos, gramofones, etc. Escreveu também Jazz em Porto Alegre(1985), sobre um de seus gêneros musicais preferidos e deixou cinco livros prontos para publicação.
Só os mais antigos lembram dessas histórias. Por isso, sempre é bom recordar pessoas e fatos da nossa Capital da Amizade, até para reverenciar os seus atores que muito fizeram pela cultura e divulgação da nossa Erechim. Corradi e Vedana é um exemplo disso.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

COMEU E VIROU O COCHO

Lula em entrevista a uma emissora de TV portuguesa disse que Dirceu e Genoino não eram pessoas de sua confiança.
O ex-presidente parece ser adepto da máxima "uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. A entrevista foi divulgada  domingo, 27, no site da emissora. Nela, Lula desqualificou o trabalho do Supremo Tribunal Federal e afirmou que as condenações do julgamento do mensalão foram, em sua maioria, políticas e não jurídicas.
"O que eu acho é que não houve mensalão. Eu também não vou ficar discutindo a decisão da Suprema Corte. Eu só acho que essa história vai ser recontada. É apenas uma questão de tempo, e essa história vai ser recontada para saber o que aconteceu na verdade", afirmou o ex-presidente.
Àquilo que Lula "acha" se contrapõem as provas das 5 000 páginas dos autos do mensalão. São documentos, perícias e testemunhos que demonstram que em seu governo instituiu-se um grande esquema de compra de apoio parlamentar.
O ex-presidente, aliás, tratou de se dissociar, de maneira desleal, dos mensaleiros que o ajudaram a fundar o Partido dos Trabalhadores, nos anos 1980, e a conquistar o mais alto posto da República, em 2002. Ele afirmou que embora haja "companheiros do PT presos, não se trata de gente da sua confiança".
Um desses companheiros é José Dirceu, que chefiou a primeira campanha eleitoral de Lula e depois, no primeiro ano de seu mandato, exerceu o cargo de ministro-chefe da Casa Civil. Outro companheiro é José Genoíno, igualmente fundador do PT. Ele ocupou a presidência do partido entre 2002 e 2005.
Por falar em Lula, lembro quando ele foi candidato à presidência e passou por Erechim. O comício foi nas escadarias da prefeitura. Reuniu muita gente. Na época desempenhava a chefia de gabinete do prefeito e recebi a incumbência de abrir ás portas do prédio, caso houvesse necessidade. E houve.
Enquanto Lula falava, circulava por entre o povo um saco que servia de repositório para ajuda financeira a sua campanha. Para não sair por entre o povo, o candidato entrou no prédio e saiu pelos fundos, onde aguardava-o um carro com seus seguranças e membros de sua comitiva. Foi quando presenciei a entrega do saco. Estava cheio de dinheiro, contribuição de seus correligionários para auxiliar nas despesas de sua campanha.
Nunca tinha visto coisa igual: dinheiro em saco.
Enquanto isto, o companheiro José Genuíno, com a desculpa de que sofre de problemas cardíacos, tenta convencer a Justiça para ganhar regalias. Mas não levou.
Médicos da Universidade de Brasília (UnB) que examinaram o ex-deputado no dia 12 de abril concluíram que o seu quadro clínico está "plenamente estabilizado" e não há gravidade. O laudo foi pedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que decidiu pelo retorno de Genuíno à cadeia para continuar cumprindo a pena imposta pela Suprema Corte em vez de ficar em casa. Os médicos concluíram que em bases estritamente objetivas e definidas, não há no momento a presença de qualquer circunstância justificadora de excepcionalidade e diferenciada do habitual para a situação médica em questão, visando o acompanhamento e tratamento do paciente em apreço. De acordo com eles, durante o exame, Genoino estava em "pleno gozo das suas faculdades mentais", "em ótimo aspecto físico" e caminhando normalmente sem restrições. Condenado ao cumprimento em regime semiaberto à 4 anos e 8 meses por corrupção ativa, Genoino foi submetido a uma cirurgia para correção da artéria aorta em julho do ano passado. Preso em 15 de novembro, o ex-deputado ficou menos de uma semana no complexo penitenciário da Papuda, tendo sido transferido para um hospital depois de ter reclamado de problemas cardíacos e, em seguida foi para a prisão domiciliar. Agora terá que retornar para trás das grades.