sexta-feira, 21 de março de 2014

COMBATE AO MARCO CIVIL DA INTERNET É CASO DE POLÍCIA



Estou publicando este texto por considerá-lo mito importante. Não deixe de ler. Estão aprontado mais uma contra os nternautas.

Publicado por Philipi Borges 
Não é preciso ser um gênio da computação ou dos negócios para entender o que está dificultando a aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei do Marco Civil da internet. É hora, pois, de alguém explicar a questão em linguagem bem simples e chamar as coisas pelo nome.
O governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei que regulamenta o provimento de acesso à internet no Brasil. Antes de mais nada, esse março regulatório é uma garantia para a sociedade de que o intenso processo de inclusão digital em curso no país não será dificultado.
O que pode dificultar fortemente esse processo é o encarecimento do acesso à internet e a quebra da neutralidade na rede, ou seja, o aumento do custo de hospedagem de sites. Para a blogosfera independente, por exemplo, a quebra da neutralidade seria mortal.
Como signatário de um site – este Blog, em verdade, é um site como o UOL, G1 ou qualquer outro –, digo que qualquer aumento no custo de hospedagem inviabilizaria meu trabalho, pois mal consigo suportar esse custo como está hoje.
Quem quer dificultar a vida dos brasileiros na internet são as ditas “teles”, as empresas provedoras de acesso ou de hospedagem de sites. E não é por maldade que essas empresas – em boa parte transnacionais – querem isso. É por lucro, claro, mas é, também, por interesses políticos.
Em primeiro lugar, a inclusão digital é uma ameaça aos tentáculos mais vorazes do capitalismo. As vozes dissonantes que a internet permite que pela primeira vez na história possam se fazer ouvir em qualquer parte e a baixo custo ameaçam àqueles que mantém este país tão desigual.
Ainda nesse aspecto político, a concorrência que blogs, sites e redes sociais fazem à mídia tradicional é uma pedra no sapato dela. Pense bem: que diferença há hoje entre acessar o portal UOL ou outros grandes portais e acessar um blog como este?
A velocidade de acesso é igual, o custo para acessar é igual. Só o que separa um site como este de um site como o UOL é o conhecimento desse site pelo público. Mas como a blogosfera é vasta, todo o público de um grande portal conhece ao menos um bom grupo de blogs e sites independentes.
E há outra questão. As reclamações do serviço das operadoras de acesso à internet são muitas. Essas empresas não entregam a velocidade de acesso contratada e o governo vem obrigando a que cumpram suas obrigações contratuais.
Essas empresas, para cumprir os contratos que descumprem, têm que fazer investimentos. Adivinhe, leitor, de onde querem tirar esses recursos para investir… Do seu bolso, claro. E, creia-me, sem garantia de que, agora, cumprirão o que prometem.
A função do Congresso deveria ser defender os brasileiros da esperteza dessas empresas e dos interesses políticos dos grandes meios de comunicação que não querem blogs, sites e redes sociais contradizendo suas “verdades”. Contudo, há um blocão de deputados fazendo o jogo dos tubarões.
Todos os especialistas sérios em internet defendem o Marco Civil que o governo está propondo. Inclusive, defendem um ponto desse março regulatório do qual o governo está abrindo mão na tentativa de aprovar, pelo menos, a neutralidade na rede.
O ponto que o governo está negociando é a obrigatoriedade que pretende impor às teles para que mantenham os dados dos internautas brasileiros no Brasil. Isso, após a descoberta da espionagem dos EUA, parece uma medida mais do que lógica. Mas, pasme-se, há deputado que não quer.
E há muito deputado que tampouco quer neutralidade na rede, veja só.
Ora, ora, ora… A pergunta é, simplesmente, por que.
Como é possível que representantes eleitos pelo voto popular atuem contra o interesse do internauta brasileiro e em favor de empresas de telecomunicações – inclusive e sobretudo – de origem estrangeira? O que há por trás dessa conduta?
Vamos chamar as coisas pelo nome, caro leitor? Então vamos: o que tem por trás dessa conduta desses deputados é uma coisinha chamada suborno. É isso aí: as teles só podem estar subornando deputados. Não tenho provas, mas não pode ser outra coisa.
Contudo, falta de provas não é nada que uma boa investigação da Polícia Federal não resolva. Os deputados que estão atuando contra o interesse da sociedade por certo têm motivo$ muito forte$ para agir como estão agindo. Motivo$ que uma boa investigação poderia detectar.

domingo, 16 de março de 2014

O SUCESSO FAZ AMIGOS



Escreve Confúcio: “Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade”.
Eu já passei pelas duas experiências.
Enquanto era um homem de sucesso os amigos desabrochavam borbulhantemente.
A atividade de comunicador facilitava-me amplamente. Lembro de um programa de rádio onde atuei durante 22 anos ininterruptos que além de transmitir informações, anúncios diversos, patrocinava também ações de benemerência. Uma vez um ouvinte foi operado de uma hérnia, graças ao prestígio do programa e a cooperação do falecido Dr. Reno Viero, recém formado cirurgião. Outro ouvinte, cego, foi encaminhado a uma clinica de olhos em Buenos Aires, na Argentina, com a cooperação do Dr. Fernando Gomes da Silveira e a participação de vários ouvintes através de uma campanha arrecadatória espontânea de dinheiro para sua mantença. A passagem foi por conta da UNESUL, do então diretor, hoje presidente, Belmiro Záffari. Portanto, o programa me fez um sujeito notado, verdadeiramente de sucesso e, como tal, era muito prestigiado não faltavam "amigos".
A adversidade veio mais tarde. A vida nem sempre é um mar de rosas - não é? - ás vezes ela nos surpreende deixando-nos exatamente como o pintor que estava a pintar a parede, tiraram-lhe a escada e além de se estatelar ao chão ficou sem o pincel. Nessas ocasiões é que a gente conhece quem são os verdadeiros comungantes amigos  solidários.
Da última experiência vivida ficaram ainda algumas sequelas. Hoje, analisando quantos "amigos" autênticos possuo observo que o número deles não preenche os dedos de uma de minhas mãos. Recebi de três deles o que nunca imaginara um dia pudesse admitir, a maior contribuição de solidariedade. Pois, graças a esses anônimos consegui reestruturar-me outra vez. Agora percebo que para saber quem são os genuínos amigos precisamos passar pela desgraça e não pelo sucesso. Não havia me dado conta disso. Verónica R. Marengo é quem afirma em versos que um amigo é aquele que caminha ao teu lado, tanto nos bons como nos maus momentos. É aquele que mostra que te quer com pequenos detalhes cotidianos. E o que te escuta, sem estar de acordo contigo, não te julga. Amigo é o que te reprovas e demonstra o muito que lhe importas. Um amigo é o que adivinha o que te preocupa, sem perguntar-te nada e trata de fazer-te o bem. É aquele que ri contigo e te fortalece com suas palavras.

Na viagem de retorno a Porto Alegre sentei na mesma poltrona do ônibus em que viajaria também o amigo, advogado, Sérgio Luis Saldanha Dornelles. Há muito tempo que não nos encontrávamos. A viagem além de se tornar agradável pelo bom papo, deu a impressão que demorou menos que das outras vezes. Recordamos muita coisa, principalmente fatos ocorridos no passado e que fazem parte da história de Erechim. Algumas confidências, inclusive, foram trocadas, principalmente a respeito de amizades que foram importantes num lapso de tempo não muito distante, mas que hoje deixaram de ser.
Foram cerca de cinco horas e meia de bom convívio no interior de um ônibus. Como bom advogado que é, aproveitei para fazer uma consulta de cortesia. Quis saber como - por exemplo - se procede para propor uma ação penal pública, pois acho que esta seria a forma como um cidadão, ou mais da comunidade, pode ingressar na Justiça contra o Correio por não responder devidamente as queixas da cidade contra o desleixo do prédio de sua propriedade, uma verdadeira maloca no centro de Erechim. Foi então que fiquei sabendo que no direito penal brasileiro, é a ação penal que depende de iniciativa do Ministério Público. Ela sempre se inicia por meio da denúncia que é a peça inicial do processo. Ela se contrapõe à ação penal privada, onde a iniciativa para a propositura da ação não pertence ao poder público, mas ao particular, que oferecerá queixa Tenho a impressão que é por aí que poderemos solucionar o problema.

 

sábado, 15 de março de 2014

TODOS DEVERIAM FAZER COMO PONTE PRETA


Quando a população se une ficam mais fáceis as conquistas. Aliás, em tudo é assim. Se você pede com delicadeza, como diz o meu amigo Tibério, nos conformes, não sai, demora e fica por isso mesmo. Aí vem a revolta e chega ao estresse. Não é o caso, por exemplo, da população de Ponte Preta. Há cerca de um mês  movimentou a comunidade em ato de protesto contra o descaso do DAER, por não conservar o acesso que liga a cidade a Barão de Cortegipe, cujas obras estavam paradas após a colocação de camada asfáltica em um trecho de quatro quilômetros. Para que o clamor da comunidade fosse ouvido, foi necessário bloquear a BR-480 para exigir o término da pavimentação numa extensão de 13 quilômetros. De acordo com o engenheiro, Luiz Fernando de Souza, superintendente regional do DAER em Erechim, nessa primeira etapa será feito, ou está sendo feito, trabalho de tapa-buracos, posteriormente haverá a conclusão da pavimentação. Não foi estabelecido prazo. Não é só o acesso de Ponte Preta que se encontra em péssimas condições de trafegabilidade, são mais 12 municípios da região que passam pelo mesmo problema. Ainda sobre estrada. Eu viajo todos os meses no trecho Erechim/Porto Alegre, Porto Alegre/Erechim. Não há como não perceber a falta de conservação das nossas rodovias. Os trechos onde o asfalto pode ser considerado bom,  o mato rasteiro toma conta dos acostamentos, a sinalização tanto vertical como horizontal  inexiste em muitos pontos, sem contar com os problemas que já aparecem na recém rodovia do Parque. A moderna rodovia que foi construída para aliviar o movimento da BR-116 e recentemente inaugurada com  grandes comemorações, está apresentando problemas de ondulação na malha asfáltica. Até na bonita ponte, técnicos tiveram que fazer inspeção para solucionar transtornos obrigando a utilização de apenas uma das pistas. Como estamos em ano eleitoral tudo tem que ser feito com certa pressa para atrair a atenção do eleitor. Por exemplo: já começaram os movimentos pelo asfaltamento da BR-153, trecho Erechim/Passo Fundo. Novas reuniões, formação de comissões, viagens á Brasília, prefeitos e deputados se unindo por uma causa comum em benefício da região etc. Outra questão que os políticos levantarão nos próximos dias será a ferrovia Norte-Sul. Mais promessas, pressão sobre o governo, mais reuniões, visitas de políticos, entrevistas em rádios e jornais. A inauguração da transposição do Rio Gravo até a barragem da Corsan, para abastecer a população sem problema de racionamento no verão terá inda, no mínimo, mais duas inaugurações. Aliás, eu nunca vi inaugurar obra inconclusa.

O ex-prefeito de Caxias do Sul Ivo Sartori será o candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul. O resultado de sua vitória sobre Paulo Ziulkoski já era esperado. Sartori teve mais de 70% dos votos, na pré-convenção realizada sábado em Porto Alegre. O discurso do senador Pedro Simom foi meio indigesto. Foi inoportuno e impensado. Mas, convenhamos, devemos dar-lhe o desconto pela sua idade. Fez um discurso repleto de críticas aos adversários nas eleições de outubro e disparou contra a imprensa, em resposta às reportagens sobre o uso de plano de saúde por parte dos senadores e mais uma vez tergiversou, ou seja , não foi incisório sobre a possibilidade de concorrer à reeleição e disse que está à disposição do partido. Está em cima do muro. Enquanto isto prejudica seu companheiro, o ex-governador Germano Rigotto, seu substituto natural. Também de forma deselegante  atacou os adversários e ironizou as chances do PP, da senadora Ana Amélia Lemos, na disputa para o Piratini. O que o senador tem que explicar é os seus gastos pagos pelo povo com o tratamento do seu "teclado". Não vejo "maldade" nenhuma da imprensa como ele mesmo afirmou no episódio do tratamento dentário.
"Eu tenho 84 anos e não tenho nada no bolso. Me chamar de boca de ouro é uma maldade". É tudo uma questão de opção. Fosse ele um mensaleiro estaria com o dinheiro.

sexta-feira, 14 de março de 2014

HPS E JULGAMENTO DOS MENSALEIROS

A população de Porto Alegre poderá perder o HPS - Hospital Pronto Socorro, administrado pelo município, pela ideia maluca do Secretário da Saúde. A notícia divulgada pela imprensa metropolitana deixou a população porto-alegrense em verdadeiro pânico. Imagine o hospital que há 70 anos serve a comunidade de uma hora para outra passar exclusivamente para hospital de traumatologia, ou seja, não mais atenderá os casos clínicos, pessoas com problemas de coração, mal-estar e outros. Ouvindo uma entrevista do Dr. Carlos Humberto Cereser, cardiologista há 30 anos do hospital, ele disse que, fosse ele o prefeito, demitiria "ad nutun" o secretário pelo que disse nos órgãos de imprensa da capital. O secretário mandou que a população, após a reforma, procurasse outro hospital porque o HPS só passaria a atender os casos de traumatologia. O Pronto Socorro vai completar 70 anos em 2014 e sempre foi um hospital de referência e emergência em casos clínicos e traumato, oferecendo, inclusive, residência para médicos recém formados. Foi um dos primeiros hospitais brasileiros a ter medicina de emergência. Querer transformar no HPS e em hospital exclusivo para casos de traumatologia "é uma tremenda de uma burrice" - disse o Dr. Cereser.
Acrescentou que no mundo todo existe cerca de sete ou oito hospitais exclusivos para traumatologia. Em Porto Alegre vamos ter dois. O Cristo Redentor é um deles. Cereser foi mais a fundo na questão, afirmou que breve o HPS se transformará num elefante branco, pois é muita cara a sua manutenção e a prefeitura não suportará os seus gastos. "Somos de opinião que o setor de saúde do município deve pensar no ser humano e continuar como sempre foi nestes últimos setenta anos". Para o médico cardiologista, "quando se fecha as portas e manda de volta um paciente passando mal, sem que um médico examine esse paciente, o risco é muito grande", advertiu.
O Hospital de Pronto Socorro tem hoje á disposição da população 300 médicos, sem contar o número de enfermeiras e funcionários. E todos, unanimemente, são contrários a transformação proposta pelo Secretário da Saúde. Será que o prefeito José Fortunati está de acordo com a proposta do maluco do seu secretário?
O encerramento do julgamento dos mensaleiros nesta quinta-feira pelo STF terminou de maneira trágica, comprometendo a credibilidade da maior corte de justiça do país.
Depois de 69 sessões plenárias, ao longo de um ano e sete meses, o Supremo Tribunal Federal analisou os últimos recursos dos condenados pelo maior esquema de corrupção da história do país. Nesta quinta-feira, a nova composição da Corte, com os votos decisivos dos ministros novatos Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki, absolveu dois mensaleiros do crime de lavagem de dinheiro, a exemplo do que havia feito com outros oito no crime de formação de quadrilha. Em síntese, a maioria dos ministros que encerrou o julgamento é mais complacente com condutas consideradas criminosas pelos ministros que iniciaram a análise da ação penal. O resultado acabou beneficiando a antiga elite dirigente do PT – Delúbio Soares, José Genoino e José Dirceu – e o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (todos do PT), que para a Justiça não são mais quadrilheiros nem lavaram dinheiro, mas continuam sendo corruptos. Por seis votos a quatro, o plenário do Supremo anulou as condenações de João Paulo e do ex-assessor João Cláudio Genu pelo crime de lavagem e manteve a do sócio da extinta corretora Bônus-Banval Breno Fischberg. Com isso, o ex-deputado corrupto se livrou do regime fechado e deverá estar em liberdade até o final do ano – a pena cairá de nove anos e quatro meses para seis anos e quatro meses. O presidente da Corte, Joaquim Barbosa, responsável pelos votos que conduziram a condenação de 25 políticos e empresários, não participou das votações de João Paulo.

quarta-feira, 12 de março de 2014

COMPLETOU ANIVERSÁRIO A LIMINAR EM FAVOR DO PREFEITO DE ERECHIM

O Jornalista Políbio Braga publica em seu blog desta terça-feira.

 

Ministra Luciana Lóssio continua sentada em cima do caso das eleições suspensas de Erechim, RS

A ministra foi advogada de Dilma e do PT na campanha de 2010, mas não se considerou impedida e beneficiou o PT de Erechim. 


Completou um ano a decisão liminar tomada pela ministra Luciana Lóssio, TSE, que suspendeu as novas eleições marcadas para março do ano passado pelo TRE do RS para o município de Erechim, RS.

. O atual prefeito Paulo Polis, PT, reeleito em 2012, foi cassado pelo juiz eleitoral local, sentença confirmada mais tarde por 7 x O no TRE, o que ensejou o agendamento de novo pleito para março de 2013. A campanha chegou a ser iniciada, mas Polis não pode concorrer, já que estava com os direitos políticos suspensos. O PT apresentou, então, a candidatura de Anacleto Zanella, que recebeu novamente o apoio do PMDB. A oposição apresentou o nome de Luiz Carlos Schmidt, DEM, numa coligação com o PDT. Ao examinar um recurso da vice de Polis, Ana Lúcia Oliveira, a ministra Luciana Losio extrapolou o próprio pedido, suspendeu as novas eleições e mandou empossar Polis e Ana. Ela fez isto no próprio dia em que assumiu o cargo, nomeada por Dilma Roussef. Sua decisão contrariou liminar negada por razões idênticas ao companheiro de chapa de Ana, Paulo Polis, no caso assinada pela ministra Carmem Lúcia

. "Já protocolamos até mesmo representação contra a demora com que a ministra examina o processo, mas também no Conselho Nacional de Justiça o caso não caminha", disse nesta segunda-feira ao editor o advogado de Luiz Francisco, Luiz Carlos Coffy.

- A ministra Luciana Lóssio advogou para o PT nas eleições gerais de 2010. Ela foi advogada, portanto, da presidente Dilma Roussef. Fez inúmeras sustentações orais no Plenário do TSE. 

domingo, 9 de março de 2014

DISCRIMINAÇÃO E RACISMO

Aqueles que dizem que não há discriminação no Brasil, no mínimo são ignorantes ou hipócritas. Há, sim, e muita. A discriminação é observada nas escolas, nos estádios, nos setores públicos e privados, em todos os lugares, e, se duvidarem, até nas religiões sejam cristãs ou evangélicas. Como neto de escravo, pertenço ao exército de pessoas que defende o fim dessa chaga que só desagrega a família brasileira. Minha bisavó e avô receberam a liberdade condicional em 1886. Tenho em minhas mãos a carta de alforria de ambos.
Há dias o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que como todo mundo sabe é negro, em entrevista a jornalista Miriam Leitão, de O Globo, disse que foi discriminado pelo Itamaraty. “Fui discriminado, mas me prestaram um favor", disse Joaquim.
As declarações do ministro, que reportam racismo em concurso no Itamaray, explodiram como uma bomba no Ministério das Relações Exteriores e na diplomacia brasileira. O ministro disse sofrer perseguição por ser negro e ter sido eliminado pela instituição injustamente, após passar na prova escrita. “O Itamaraty é uma das instituições mais discriminatórias do Brasil”, asseverou Joaquim Barbosa na entrevista. “Fui discriminado, mas me prestaram um favor. Todos os diplomatas gostariam de estar na posição que eu estou. Todos”.  Não é a primeira polêmica em que Joaquim Barbosa é envolvido. Neste no ano passado, ele divergiu asperamente dos presidentes das associações de juízes, que defendiam a PEC para criar quatro tribunais regionais federais dizendo que os juízes fizeram uma negociação “sorrateira” com parlamentares para aprovar tribunais em “praias”, “resorts”, etc. Tais declarações causaram furor do relator da PEC, senador Jorge Viana (PT-AC). Em março de 2013, Joaquim mandou um repórter do jornal O Estado de S. Paulo “chafurdar no lixo”, estão lembrados? Depois Joaquim Barbosa declarou a O Globo: “É um personagem menor, não vale a pena, mas quando disse isso eu tinha em mente várias coisas que acho inaceitáveis. Por que eu vou levar a sério o trabalho de um jornalista que se encontra num conflito de interesses lá no tribunal?” referindo-se ao fato do jornalista ser casado com uma funcionária do STF. Antes, o ministro disse que os juízes têm uma cultura “pró-impunidade”, ao contrário dos membros do Ministério Público, que teriam um sentimento de contestação ao status quo. As declarações causaram o repúdio das associações de juízes, que acusaram Joaquim de não saber diferenciar a responsabilidade das funções dos magistrados, que devem buscar o julgamento justo, do papel dos procuradores, que têm o dever de apontar aquilo que consideram irregular.
Tem muita gente que acha que racismo é só contra o negro. Não é. É sim, e em maior intensidade. Mas, entre os brancos e os amarelos ele também existe. Portanto, racismo é a convicção sobre a superioridade de determinadas raças, com base em diferentes motivações, em especial as características físicas e outros traços do comportamento humano. É uma opinião não científica sobre uma raça humana que leva a uma tomada de posição depreciativa e, frequentemente, violenta relativamente a uma coletividade. Esta é, segundo entendo, uma definição do que seja racismo. E ele continua a ser um grave problema em numerosos países. A crise econômica e a pressão demográfica costumam ser motivo de problemas raciais mais ou menos graves, como sucede na Grã-Bretanha com os imigrantes, em França com os norte-africanos, na Alemanha com os turcos ou em Espanha com a população cigana e os trabalhadores negros ilegais.
Históricamente, o racismo continua sendo uma forma de justificar o domínio de determinados povos sobre outros, como se verifica no período de escravidão, colonialismo, e nos genocídios (crimes contra a humanidade) ocorridos ao longo da história. No século XX, algumas formas de racismo como o Nazismo e o Apartheid marcaram a história. O maior exemplo de racismo como componente básico da política de um país, foi o da Alemanha nacional-socialista que levou à perseguição e extermínio de judeus, ciganos, eslavos, etc.  Racismo é crime e como tal tem que ser punido.

quarta-feira, 5 de março de 2014

OS DILMISTAS DO NORDESTE

Recente pesquisa divulgada pela mídia do centro do país revela que a presidenta Dilma Rousseff continua liderando as pesquisas de intenção de votos para sua reeleição á presidência da República. A pesquisa aponta que ela soma 47% da preferência dos brasileiros, o que lhe garantiria vencer já no primeiro turno. Um dado óbvio demonstrado pela pesquisa assinala que seus simpatizantes se classificam na faixa etária entre 25 e 34 anos, possuem o ensino médio e renda familiar mensal baixa, cerca de R$ 1.448.
Então, qualquer candidato que tem condições de facilitar a aquisição da casa própria (Projeto Minha Casa, Minha Vida) comida, (Bolsa Família) etc. inequivocamente é, indiretamente, levado a votar em candidato que ofereça essas facilidades básicas ao eleitor.
Também contribui para essa preferência os dilmistas, em sua maioria assentados em regiões mais pobre do Brasil, o Nordeste, por exemplo, onde há maior número de analfabetos.
No polo oposto aos eleitores de Dilma, mais pobres e menos esclarecidos, estão os simpatizantes de Marina Silva (PSB) e de Aécio Neves (PSDB), este, com renda e escolaridade mais altas.
Entre a dúvida de se vai ou não continuar recebendo as benesses do governo,  claro está que o menos esclarecido, o mais pobre  e que todos os meses recebe dinheiro para a família, escolhe o que particularmente lhe serve.
É só por isso que a presidenta Dilma leva vantagem. Essa gente não quer nem saber de escândalo de mensalão, empréstimos secretos a Cuba, Colômbia, países africanos. A votação que livrou oito mensaleiros do crime de formação de quadrilha teve algum impacto na pobreza? Claro que não.
Genoino e Delúbio, este último inicialmente condenado em regime fechado, poderão obter regime aberto até o final do ano. Dirceu, que recebeu a maior pena, poderá passar para o regime aberto em março de 2015, embora fatores como leitura de livros, frequência em cursos e liberação para trabalhar possam antecipar essa data ainda para 2014. Até os publicitários Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz e os ex-banqueiros Kátia Rabello e José Roberto Salgado foram beneficiados pela decisão do tribunal de absolvê-los do crime de formação de quadrilha, mas eles continuam em regime fechado porque suas penas foram mais altas. Resta ao Supremo
concluir a votação dos últimos três recursos dos mensaleiros: embargos infringentes apresentados pelo ex-deputado João Paulo Cunha (PT-SP), o ex-assessor do PP João Cláudio Genu e o ex-sócio da corretora Bônus-Banval, Breno Fischberg, que contestam a condenação por lavagem de dinheiro.
O mais interessante de tudo isso é que vai chegar a hora da eleição e tudo ficará esquecido. Para ajudar esse esquecimento vem aí a Copa do Mundo. Veja só: o evento Copa do Mundo só no rio Grande do Sul terá um investimento de R$ 569,9 milhões, dinheiro dos cofres do Governo do Estado e do Município de Porto Alegre. Será que efetivamente haverá retorno financeiro dessa enorme quantia para o tamanho do investimento?
A expectativa é tão grande que o Itaú Unibanco divulgou em julho de 2011 um estudo afirmando que o Mundial traria um impacto positivo de 1,5 ponto percentual no PIB nos três anos seguintes. Porém, em dezembro de 2013, o banco diminuiu a previsão para cerca de um ponto percentual. Um dos motivos para o impacto no PIB ser menor, segundo o estudo, foi o baixo investimento na infraestrutura das cidades-sedes – não há estimativa oficial, mas o total deve ser inferior aos cerca de 33 bilhões de reais divulgados em estudo do Ministério do Esporte em março de 2010. Eu só quero ver depois da Copa. Tem muito economista dizendo por aí que a Copa, em termos econômicos, não deverá ser compensada. Deve haver um ou outro setor beneficiado, mas, em regra, o evento não impulsionará o PIB, dizem eles.