quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

ILLUMINATIS (Iluminados)



Um leitor enviou-me um e-mail perguntando sobre os "Illuminatis". É uma religião, uma seita, uma organização clandestina demoníaca? Pelo que sei e li alguma coisa é tudo isso e mais um pouco.
Os “Illuminatis” surgiram na idade média, são descendentes dos cavaleiros templários que adoravam um deus maligno, Satanás, cujo plano é, e conrtinua sendo, se apoderar de nossas vidas. É uma nova ordem mundial, que que já se tornou velha e está ligada ao grupo de banqueiros denominados “bildebergues”, que controlam a economia mundial, decidem quando terá crise financeira, onde deverá ter guerra etc...
Os Illuminatis são especialistas em fazer lavagem cerebral na população, sem que a massa saiba e quer reduzir a população mundial. Não duvidem que a campanha pela legalização do aborto, por trás não esteja essa sórdida organização.
Os Illumitatis misturam tudo que é religião e até coloca Jesus Cristo nisso. Se você tem internet, vá no You Tube e procure os vídeos do Spirit Online que fala muita coisa. A ideia deles é nos confundir e fazer-nos achar que coisas erradas, grotescas, são corretas. Você já assistiu por acaso o desenho "As Aventuras de Junifer Lii"? Pois bem, os nomes dos demônios que aparece lá, são todos verdadeiros, não é invenção. Eles estão por trás da mídia, das finanças, da política, da nossa comida, tudo... A globalização, a criação da moeda Euro, o Mercosul; a ideia de países sem fronteira, são concepções dos Illuminatis.
Em outras palavras: é uma organização conspiracional que quer controlar os assuntos mundiais secretamente. Eles renegam Deus para prestar culto a Satanás.
De acordo com teóricos de conspiração, os Illuminatis manipulam eventos mundiais há centenas de anos. Um dos principais objetivos dessa organização é também unir o mundo sob um único governo, reduzindo a população em dois terços. Essa Nova Ordem Mundial seria um plano com objetivos de derrubar governos e reinos do mundo, bem como erradicar do planeta todas as religiões e crenças, para unificar a humanidade sob uma “nova ordem”, que seria baseada em uma ideologia extremamente uniforme, uma moeda única e uma religião universal. O alvo é manipular tudo e todos.
No século 18, os Illuminatis chegaram aos EUA, fundaram Washington e se apossaram do governo americano. Acredita-se que eles desenharam a cidade, os monumentos, inclusive, a moeda do dólar. É incrível! Existem símbolos dos Illuminatis por toda parte! Vários monumentos em Washington revelam traços daorganização, como o famoso Obelisco, que também seria um símbolo de adoração. Veja o memorial do presidente Lincoln em Washington. E por que fizeram a sede do departamento de defesa em forma de um pentágono?
No dólar americano, há anos, que vem sendo estampado a intenção de uma nova ordem. Foram os Illuminatis que desenharam a moeda americana, que possui inúmeras simbologias ocultistas explícitas. Note que no símbolo da pirâmide na moeda americana está escrito em latim "OVUS ORDO SECLORUM", ou seja, Nova Ordem Mundial. "ANNUIT CUEPTIS" que traduzido quer dizer, nosso projeto é um sucesso. Coincidência apenas?
A coruja encontrada no dólar americano representa Bohemian Grove, uma estátua gigantesca de uma coruja situada na Califórnia, onde e para quem são feitos rituais diabólicos e cremação. Vários ex-presidentes e líderes americanos já frequentaram esse lugar, inclusive Bill Clinton e “os Bushes”. Existem vídeos sobre isso. O ex-presidente Nixon já teria admitido frequentar o ritual de Bohemian Grove. Até mesmo os presidentes americanos estão envolvidos nessas sociedades secretas mas eles não se diziam cristãos? É por isso que o Bush pai, Bill Clinton, Bush filho e o Obama vivem falando que o mundo precisa instaurar uma NOVA ORDEM. Será isso? Será que os presidentes foram colocados lá pelos Illuminatis? Aí não sei!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

MUNDO VIOLENTO E ASSUSTADOR

Há bastante tempo li um livro de Alejandro Bullón, onde ele afirmava que a humanidade vive em um mundo violento e assustador!
Pois, é exatamente esse o tipo de mundo em que vivemos. Um mundo em guerra. Não importa onde você viva: se em Buenos Aires ou Rio de Janeiro, São Paulo ou Porto Alegre, se nas alturas de La Paz ou no centro financeiro de Nova York. Vivemos em um mundo em guerra. Não se trata de uma guerra com tanques e canhões. Não é o Oriente contra o Ocidente, nem comunismo versus capitalismo. É uma batalha entre o bem e o mal; entre o que é certo e o que é errado; entre a verdade e a mentira. O lado assombroso de tudo é que essa guerra não acontece no ar, na terra, ou no mar. O campo de batalha é a mente e o coração do ser humano. Ontem estava dando uma passada no Facebook. Gosto de ler o que as pessoas escrevem umas as outras. Não faz o meu gênero participar, bem que poderia, mas não gosto. Observei em uma das mensagens a crítica de uma moça, que afirmava o atraso de certas pessoas ao difamar ou levantar falsos comentários sobre a vida de outras pessoas. E a queixosa dizia que Erechim é uma cidade que possui gente com mentalidade fértil em inventar histórias, com um único propósito: se não agredir, difamar, seja por ódio, vingança ou inveja. E aí, lembrei-me que algum tempo atrás, também fui vítima de comentários, segundo os quais eu havia contraído uma doença incurável e que me afastara da cidade, sem que minha família soubesse meu paradeiro. Ou seja, tinha abandonado a família e os amigos. Pois, a moça que escreveu no Facebook que Erechim é uma cidade de fofoqueiros e que existem pessoas que se intrometem indevida e maldosamente na vida do próximo, é verdade. Pena é que nunca se sabe quem nos hostiliza com esse tipo de comentário. Mas, como o que vem debaixo não nos atinge, não perco o sono e muito menos a alegria de viver. Aliás, informo que minha saúde é boa, pressão arterial normal, não sou diabetico, idade beirando os 78 e nem gripe pego. Com relação ao mesmo assunto, em novembro quando aí estive, no encontro casual  com um amigo, ex-vereador, em plena Av. Maurício Cardoso, ao saudar-me foi logo me dando uma triste notícia: (vou  omitir os nomes porque as pessoas são muito amigas e não devem ser expostas á opinião pública). Disse-me ele: Você ficou sabendo que o fulano morreu?
Foi um choque, pois a pessoa a que ele se referia era amissíssimo. Lamentei muito, e como estava de viagem marcada para retornar a P.Alegre horas depois, solicitei que nas exéquias desse amigo, apresentasse a esposa e demais familiares meus sentimentos, com as desculpas da minha não presença nos funerais em razão do compromisso da viagem. Passados alguns dias fiquei sabendo que a notícia não passava de boato. O amigo está vivo e faceiro recuperando-se satisfatoriamente da cirurgia a que foi submetido.
É ou não é espantoso tudo isso? A primeira impressão que tive foi de que o amigo estava brincando comigo. Depois percebi que estava falando sério. Obviamente que a notícia já havia sido corneteada por um malicioso e ele, como fazem muitas pessoas descuidadas, se prestava a ampliar o boato. Mas o boateiro é assim mesmo, não é uma pessoa diferente das demais. Não há quem, com maior ou menor convicção, tenha sido cúmplice da difusão de uma história, geralmente envolvendo gente famosa, sem ter a menor ideia se era verdadeira ou não. Ou, o que ainda é mais comum, sem se perguntar se o boato não teria sido plantado de propósito por alguém interessado em beneficiar-se da circulação da notícia falsa. Passar adiante um boato, em suma, parece parte da condição humana. Muitos boatos nascem de um mal-entendido. Alguém tira uma conclusão errada do que vê, lê ou escuta, confunde um gesto ou uma frase, e pronto - faz brotar uma inverdade que, levada às últimas consequências, pode envenenar a reputação de pessoas inocentes antes mesmo que fiquem sabendo dos rumores em que caíram. Por isso, antes de falar de alguém procure primeiro se informar melhor.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

OLHA SÓ O QUE ME ENVIARAM POR E-MAIL, LEIA E SE PUDER REPASSE PARA SEUS AMIGOS:

BRASIL
VOCÊ QUE SABE LER E ENTENDE O QUE LEU,
COMENTE COM OS QUE NÃO SABEM.
ELES PRECISAM SER INFORMADOS !!!JJGB
O Custo dos Generais
São palavras de um repórter que não morre de amores pelos militares.

                                                        Os 5 Generais Presidentes. 
Autor : jornalista CARLOS CHAGAS

"Erros foram praticados durante o regime militar, eram tempos
difíceis. Claro que, no reverso da medalha, foi promovida ampla
modernização das nossas estruturas materiais. Fica para o historiador
do futuro emitir a sentença para aqueles tempos bicudos."
Mas uma evidência salta aos olhos: 
a honestidade pessoal de cada um!
Quando Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os
herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e
umas poucas ações de empresas públicas e privadas.
Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o
privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras,
deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em
construção, em Copacabana.
Garrastazu Médici dispunha, como herança de família, de uma fazenda de
gado em Bagé, mas quando adoeceu precisou ser tratado no Hospital da
Aeronáutica, no Galeão.
Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o
Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder
manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio.
João Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram à venda, ao que parece em estado de lamentável conservação.
OBS: foi operado no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio.
Não é nada, não é nada, mas os cinco generais-presidentes até podem ter cometido erros, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram nem receberam benesses de empreiteiras beneficiadas durante seus governos. 
Sequer criaram institutos destinados a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias e palestras regiamenteremuneradas.  
Bem diferente dos tempos atuais, não é?
Acrescento:
Nenhum deles mandou fazer um filme pseudo biográfico, pago com dinheiro público, de auto-exaltação e culto à própria personalidade!
Nenhum deles usou dinheiro público para fazer um parque homenageando a própria mãe.
Nenhum deles usou o hospital Sírio e Libanês.
Nenhum deles comprou avião de luxo no exterior.
Nenhum deles enviou nosso dinheiro para "ajudar" outro país.
Nenhum deles saiu de Brasília, ao fim do mandato, acompanhado por 11 caminhões lotados de toda espécie de móveis e objetos roubados.
Nenhum deles exaltou a ignorância.
Nenhum deles falava errado.
Nenhum deles apareceu embriagado em público.
Nenhum deles se mijou em público.
Nenhum deles passou a apoiar notórios desonestos depois de tê-los chamado de ladrões.

BR
ASIL

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COMENTE COM OS QUE NÃO SABEM.
ELES PRECISAM SER INFORMADOS !!!JJGB

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

COMO FAZ FALTA OS VELHOS CAFÉS

Embora o prefeito de Erechim, Paulo Polis tenha oposição a certas medidas que toma, é um executivo dinâmico, bem intencionado e procura mais acertar do que errar. Nos últimos 15 dias que passei em Erechim por ocasião das festas de fim de ano, ouvi várias entrevistas por uma emissora de rádio local onde ele, prefeito, faz diariamente contato com a população dizendo da sua agenda, das suas realizações, uma prestação de contas de seu trabalho.
Quem ouve o prefeito falar dá a impressão que a cidade quase não tem problemas. Mas, tem. E muitos. Mesmo assim Paulo Polis trabalha para buscar soluções. Em artigo anterior disse que Erechim, uma cidade que se aproxima de comemorar seu centenário de emancipação, ainda não se conscientizou que não é mais aquela aldeia de 1918, governada por um intendente nomeado pelo presidente do Estado, Borges de Medeiros. Alguns aforismos da nossa cultura precisam ser revistos se quisermos ser chamados de cidade evoluída. 
Por exemplo: há que se incentivar os prestadores de serviços, como restaurantes e lancharias, principalmente no centro da cidade para que ofereçam à população seus préstimos de forma mais abrangente. Que o serviço de táxi (uma concessão pública) tenha, pelo menos, um motorista de plantão em cada ponto da cidade. Que nos fins de semana, aos domingos, os restaurantes, bares e congêneres fiquem á disposição, onde possamos passar algumas horas com a família para um lanche, um drink e o bate papo. Hoje não há opções. Ou você se serve dos carrinhos de Cachorro-Quente e várias sorveterias agrupadas na primeira e segunda quadras da Av. Mauricio Cardoso, ou senta nos disputados bancos das canteiros centrais da principal avenida e na Sete de Setembro. Está faltando alguém que  invista em uma casa padrão Café Grazziotin. Que saudade!
Lembro do sorvete inigualável da Dona Anita, fabricado nas máquinas antigas em tanques de salmoura. Figos com nata batida e o insuperável cafezinho. Como a cidade muda seus hábitos! Sinceramente, antigamente era muito melhor!
Recordo que na década de 60 existiam, só na Av. Maurício Cardoso, seis estabelecimentos do gênero café. Café Atlântico, onde hoje está instalada a Loja Colombo; Café e Hotel dos Ronchetti, logo mais acima; Café Elite, do Florenal e mais tarde do Marangoni; em frente, onde é a Casa Omega; o Bar e Restaurante Campana, Café Grazziotin e em frente a  Catedral o Café do Dilda. Hoje não tem nenhum. Em um domingo desses pela manhã, desejei tomar um café preto com pastel e só fui achar aberta a lancharia da Estação Rodoviária Interestadual. No centro da cidade todos os locais fechados.
Fiz esta lembrança histórica para dizer ao prefeito Polis que, de fato, Erechim cresceu, se desenvolveu, mas deixa muito a desejar nessa área de micro empreendedorismo denominado casa de chá, café colonial, para aqueles que gostam de desfrutar pequenos prazeres da vida e apreciam  as coisas simples que o mundo oferece, ou seja, onde o in divíduo possa ficar alguns momentos curtindo as amizades e colocando as fofocas em dia.
Hoje, pela terceira vez vou arriscar uma sugestão ao chefe do Executivo. Mande tirar das esquinas da Rua Ângelo Emilio Grando, com a Amintas Maciel e da Rua Rui Barbosa com a Pedro Pinto de Souza os troncos de velhas árvores que foram cortadas há muito tempo e lá permanecem, inclusive tirando espaço dos pedestres com sérios danos ao passeio. Uma retroescavadeira em poucas horas solucionaria o problema e os locais não enfeiariam tanto aquelas esquinas.
Quem sabe agora com a nomeação do novo Secretário de Obras e Habitação, Jorge Psidonik, que assume a pasta com metas bem definidas, entre elas a qualificação da malha asfáltica, melhorias nas condições e padronização dos passeios públicos, e outras, os entulhos que citei possam ser removidos dos locais que mencionei.



CUNHA NA CADEIA

O petista e ex-presidente da Câmara dos Deputados,  João Paulo Cunha, além de ousado é um sujeito pedante, cara de pau.
Ao ser comunicado que deveria se apresentar para cumprir pena por fazer parte  da camarilha de Lula no escândalo do Mensalão, fez acusações impróprias e descabidas ao presidente do STF, Joaquim Barbosa. Pobre João Paulo! Quer se fazer de vítima!
É tão ordinário que publicou uma cartilha intitulada "A Verdade - Nada mais que a verdade", em que acusa o presidente do Supremo Tribunal Federal e relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, de usar a Justiça apenas quando lhe interessa. Ex-presidente da Câmara, condenado a 9 anos e 4 meses de prisão no processo do mensalão, Cunha distribuiu a publicação de 56 páginas, após pronunciamento no plenário da Câmara, no qual c olocou à disposição a quebra de seus sigilos bancários e fiscais.
No Congresso do PT em Brasília no final do ano passado, o deputado afirmou que não iria renunciar ao mandato, como fez seu colega José Genoino (SP), ex-presidente do PT. Vamos ver se cumprirá sua palavra. Um dos trechos da cartilha divulgada pelo ex-presidente da Câmara diz que Barbosa usa "seletivamente" as informações. "Não busca, assim, a verdade e a justiça, usando quando lhe interessa as informações para condenar. Quando as provas são a favor dos réus ele as despreza", observa. O texto afirma, ainda, que juiz "não é um agente político".
"Seria próprio de sua função um certo recato e o anonimato, pois ele não deve disputar a opinião pública nem submeter seus atos ao julgamento popular", afirma a cartilha, assinada pelo "coletivo" do mandato de Cunha. "No presente caso vários ministros passaram a emitir opinião sobre tudo, exorbitando de suas funções. Não se fez justiça. Condenou-se sem provas e também contra as provas."
O deputado que presidiu a Câmara entre 2003 e 2005, no primeiro mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi condenado pelo Supremo pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato.
O ex-presidente da Câmara tem ainda pendente o julgamento de embargos infringentes quanto ao crime de lavagem de dinheiro, já que foi condenado, neste caso, a 3 anos de prisão, por 6 votos a 5.
Os embargos infringentes são cabíveis, de acordo com o Regimento Interno do STF, quando o condenado consegue – no julgamento de ação penal em que o réu tem foro privilegiado – pelo menos quatro votos pela absolvição.
No seu despacho, datado do último dia 2, o ministro Joaquim Barbosa, inicialmente, afastou a possibilidade de o condenado ter direito aos embargos infringentes relativos aos crimes de peculato e corrupção passiva. E escreveu: “O presente recurso foi oposto no dia 2/12/2013. O recorrente defende a tempestividade do seu recurso e a possibilidade jurídica da interposição dos embargos infringentes contra decisão proferida pelo pleno em ação penal originária, ainda que haja apenas um único voto divergente.
O presente recurso não pode ser admitido.
Em primeiro lugar, esta Corte já assentou o entendimento de que os embargos infringentes somente são admissíveis quando atendido o requisito objetivo de admissibilidade previsto no parágrafo único do artigo 333 do RISTF. O embargante, nas condenações que está a combater nos presentes embargos infringentes (corrupção passiva e peculato ligado à contratação da empresa SMP&B) obteve apenas 2 votos absolutórios”.
 “Relativamente à parte do acórdão contra o qual eram admissíveis os embargos infringentes (condenação por lavagem de dinheiro), o embargante interpôs seu recurso em 30/10/2013, dentro do prazo legal, que findou em 11 de novembro de 2013.
No mencionado recurso, a defesa impugnou exclusivamente a condenação de João Paulo Cunha pela prática do crime de lavagem de dinheiro,relativamente à qual houve maioria de 6 votos condenatórios contra 5 votos absolutórios, de modo que o recurso estava adequado ao requisito de admissibilidade do art. 333, parágrafo único, do RISTF.
Nos termos do art. 335 do Regimento Interno, proferi decisão admitindo os embargos infringentes, os quais foram redistribuídos ao ministro Luiz Fux, por prevenção.
Porém, em 02/12/2013, a defesa de João Paulo Cunha protocolou a petição ora em análise, que seriam os seus segundos embargos infringentes”. “Contudo, é inviável a interposição de dois recursos sucessivos contra a mesma decisão. Consequentemente, não é possível receber a petição como segundos embargos infringentes do réu João Paulo Cunha.
Aplica-se ao caso a regra da preclusão consumativa decorrente do princípio da unirrecorribilidade, segundo o qual só é admissível a interposição de um único recurso, pela mesma parte, contra a mesma decisão”.
 “Assim, ressalvada a condenação pela prática do crime de lavagem de dinheiro, em relação à qual admiti os embargos infringentes tempestivamente apresentados pela defesa de João Paulo Cunha, as demais condenações já haviam transitado em julgado no momento da protocolização da presente petição, por dois motivos: 
1) por não terem sido objeto de qualquer recurso, seja embargos de declaração, seja embargos infringentes (que já haviam sido apresentados por sua defesa), considerada a unirrecorribilidade da decisão e a preclusão consumativa;
2) porque já havia se esgotado o prazo para oposição dos embargos infringentes (fim do prazo: 11 de novembro de 2013). Operou-se, assim, a preclusão temporal.
Conclui-se, pois, pelos fundamentos expostos acima e pelo sequenciamento dos recursos de que o réu se utilizou, que esses segundos embargos infringentes são manifestamente incabíveis e protelatórios”.
“Por todas essas razões, nego seguimento ao recurso do embargante quanto aos crimes de corrupção passiva e peculato relativo à contratação da empresa SMP&B por faltar-lhe requisito objetivo essencial de admissibilidade e por considerá-lo meramente protelatório”.
Ladrão tem mesmo que pagar sua culpa na cadeia.


domingo, 5 de janeiro de 2014

CENTENÁRIO DO CASTELINHO

O castelinho, símbolo do Município de Erechim completa este ano 100 anos de existência. Há um século ele lembra a criação de Erechim e é presença no brasão da cidade. Durante todo este tempo a construção em madeira já sofreu mais de uma restauração, tendo em vista o envelhecimento de sua estrutura natural pela ação do tempo.
A administração do prefeito Paulo Polis, em boa hora, contratou uma empresa que está culminando com o trabalho de restauro, trabalho este que deverá ser concluído brevemente. Foram gastos vários milhares de reais para que o Castelinho continue imponente no coração da cidade, lembrando que ele foi testemunha de importante decisões tomadas desde antes da emancipação do Município, que era 8º distrito de Passo Fundo. O Castelinho abrigou por muitos anos a Comissão de Terras Públicas do Rio Grande do Sul, responsável pela colonização de Erechim e também, antes disso, serviu de hospital.  A obra foi contratada pelo Sr. Guilherme Franzmann e construído pelo Sr. Germano Müssig, entre 1912 e 1915 e inaugurada em 20 de abril de 1916,  e tem se mantido intacto, exatamente como foi projetado. É a mais antiga construção em madeira, da cidade.
A madeira (de lei) veio do Município de Getúlio Vargas e as pedras, que formam os alicerces, foram trazidas das cabeceiras do Rio Dourado, transportadas pelo Sr. Olinto Zambonatto. O prédio do Castelinho ocupa uma área equivalente a 603,91 m², representando algo inédito na América Latina, em sua natureza.
Está tombado como Patrimônio Público pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Em 1988 passou para o domínio do Município. Atualmente, o prédio abriga o Centro de Apoio ao Turista  e o Memorial da Comissão de Terras.
Voltando ao tempo, é bom reviver a nossa colonização. Nos primórdios da nossa civilização o território que constitui, hoje, a região do Alto Uruguai já era habitada pelo homem há muitos séculos, principalmente pelos indígenas da etnia caingangue. Grupos guaranis também ocuparam algumas áreas de menor altitude. É provável que os primeiros povoadores não indígenas da região tenham sido paulistas descendentes de bandeirantes que, instalando-se dispersivamente no território, obtiveram a concessão de tratos de terra requeridos ao governo do estado. Não foi de forma pacífica, inicialmente, a posse das terras por esses primeiros povoadores, que tiveram de sustentar, durante muito tempo, luta tenaz contra os caingangues, conhecidos pelos portugueses como "coroados".
Firmaram-se, porém, na terra, os poucos posseiros que povoaram o território encoberto pela floresta e sulcado pela abundante rede da bacia hidrográfica ocidental dos rios Pelotas-Uruguai. Por volta de 1887, Augusto de Oliveira Penteado, conhecido por Augusto César, tendo, como companheiros, João Placidino Machado e Antônio Ferreira de Albuquerque, empreenderam uma ousada exploração fluvial, da qual elaboraram circunstanciado relatório que foi enviado à Câmara Municipal de Passo Fundo, em fins de 1888, contendo as denominações dadas por eles a vários acidentes geográficos. Em 1908 foi fundada a Colônia Erechim, planejada pelo diretor de Terras e Colonização Carlos Torres Gonçalves, atendendo aos princípios positivistas para tornar-se modelo de colonização.  O empreendimento teve rápido progresso econômico, facilitado não só pela presença de uma ferrovia, mas também pelas estradas planejadas durante a concepção da colônia e que foram construídas de acordo com os traçados previstos. A colônia foi instalada em 1910, com a chegada dos primeiros 36 colonos: 4 famílias com 28 pessoas e 4 solteiros. A região foi colonizada basicamente por imigrantes de origem polonesa judaica e, principalmente, italiana. As primeiras famílias italianas chegaram na cidade por volta de 1910 através da estrada de ferro. Ainda hoje é possível perceber interferências dos imigrantes oriundos desses países, especialmente na arquitetura e na culinária da cidade. Mas, quem conhece bem a nossa história e possui um excelente acervo sobre a nossa colonização é o historiador Dr. Altair José Menegati.

sábado, 4 de janeiro de 2014

O HOMEM E O CACHORRO

Olho pela janela do coletivo urbano e vejo na parada de uma sinaleira, um homem morador de rua, deitado no gramado do canteiro que divide as duas vias da Av. Getúlio Vargas, aqui em Porto Alegre, aproveitando o sol quente. Ao seu lado o carrinho de supermercado que utiliza para transportar o lixo reciclável e o companheiro fiel, o cachorro. Ambos dormem ao relento, obviamente descansando depois de uma manhã, início de tarde estafante após coletar garrafas pet, papelão, fios, e todo o material reaproveitável pelas empresas que trabalham com material reciclável. O que mais chamou-me a atenção foi o cachorro. A fidelidade do animal ao seu dono. Enquanto o coletivo permaneceu parado aguardando a abertura do sinal, um rapaz da mesma família de moradores de rua se aproximou. O homem que dormia não percebeu a chegada do estranho, mas o cachorro avançou e mostrou-lhe os dentes. Daí em diante não sei o que aconteceu porque o ônibus arrancou e perdi o final daquela invasão de privacidade pública. Que coisa não é?
Como o cachorro, não importa a condição social do seu dono, é leal, verdadeiro amigo do seu patrão!
Quando era criança meu pai possuía um cachorro da raça policial, o chamado capa preta. Chamava-se Kasbék. Não fiquei sabendo de onde surgiu o nome dado ao animal. Vivia solto pelo pátio. Ninguém entrava na nossa casa, era uma fera. Uma de suas habilidades ensinadas pelo meu pai era mandá-lo ao armazém. Naquele tempo era assim que se denominava um pequeno mercado de secos e molhados. Papai escrevia o que queria em um bilhete, colocava uma cestinha em sua boca e lá ia o Kasbék ás compras. O dono do armazém que conhecia o animal e a quem pertencia, imediatamente aprontava a compra, colocava na cesta e o Kasbék trazia para casa. É inacreditável esta história, mas verdadeira. Eu deveria ter meus oito anos de idade e ainda me lembro do nosso policial capa preta. Na nossa casa sempre tivemos cachorros. Teve também a história do Rúbi. Era um buldogue pedigree. Este vivia preso na corrente. Era muito bravo. Até nós de casa quando trocávamos de roupa ele estranhava e avançava. O falecido Francisco Pinto de Souza (Chico Pinto) diretor do Frigorifico Boavistense, das Três Vendas, já falecido, sabedor de que meu pai possuía um buldogue, e ele uma cadela da mesma raça que estava no cio, pediu o Rúbi emprestado para o acasalamento. Obviamente que meu pai cedeu ao seu pedido. Decorridos três dias da coabitação eis que chega em nossa casa a triste notícia: o Rúbi havia morrido tragicamente enforcado. Houve um pequeno descuido que culminou com a sua dolorosa morte. O local onde o casal de cachorros se encontrava, um pequeno galpão, possuía uma janela. O animal acorrentado no interior daquele cubículo, não se sabe como, pulou a janela e deu fim a sua vida sem ninguém perceber. Foi uma perda muito sentida. Desse fato não lembro se o Rúbi chegou a engravidar sua companheira e se ele deixou filhos órfãos. Hoje estima-se que exista no mundo inteiro aproximadamente  400 raças de cães. A frase “O cão é o melhor amigo do homem” foi dita durante um julgamento feito pelo advogado americano, George Graham Vest  em 1870, quando defendia a morte de Old Drum o melhor cão de caça de um fazendeiro local. O cão, pasme, tem 30 vezes mais tecidos sensoriais olfativos do que o ser humano, ouvem sons quatro vezes mais distantes do que o ser humano, além de ouvir ultra-sons de até 60 Khz, inaudíveis aos seres humanos, que só escutam até 20 Khz. A visão noturna dos cães também é muito melhor que a nossa. O seu ângulo de visão, inclusive, é mais amplo, devido aos olhos estarem ao lado da cabeça. Assim como todos os mamíferos não-primatas, são ditos dicromatas por  não conseguirem enxergar a cor verde.
Gosto, sempre gostei de cachorro. A única coisa que me antipatiza é o sujeito que mantém seu cão de estimação no apartamento, sai de casa, deixa o animal preso na área de serviço e este late, uiva, ladra, grita, chora e incomoda os vizinhos. E o que é pior, se a vizinhança reclama ele late, grita, uiva igual ao seu cachorro, mas não morde.