quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

5 BILHÕES É O ROMBO NO GOVERNO TARSO

A incompetência e inaptidão do governo Tarso Genro está mais que demonstrada depois que, na calada da noite, passou a mão em mais R$ 500 milhões, totalizando agora R$ 5 bilhões o montante que tomou dos depósitos judiciais, dinheiro que é para tapar o rombo bilionário de sua gestão e pagar o 13º aos servidores e fechar a contabilidade do ano.
Tarso não só conclui mais um ano de seu governo sem realizações como, inabilmente, perdeu a maioria que vinha mantendo na sua base de sustentação junto a Assembleia Legislativa.
Dos 33 deputados conta agora com 23, perdeu 10.
O interessante é que a grande imprensa não divulga estes dados para a sociedade gaúcha saber da incapacidade administrativa de um governador que foi eleito para melhorar a educação, saúde e a segurança.
Por falar em educação deixou os professores a ver navios depois de ter assinado quando ministro, o projeto do piso e não cumpriu até hoje. Na saúde não teve a sensibilidade de destacá-la com maiores recursos a fim de melhorar os nossos postos de atendimento e hospitais, muitos deles sucateados e passando por inúmeras necessidades. Na segurança é só verificar a situação dos presídios, verdadeiras câmaras (não de gás) idênticas aquelas que existiam no tempo de Hitler em que se empilhavam judeus para depois serem executados.
Este é jeito petista de governar. E com tudo, tem o destemor de se apresentar como candidato a reeleição.

Mudando de assunto. Dia 20, portanto, uma sexta-feira, o Bloco dos Pelados vai sair ás ruas da Capital do Estado. Utilizando bicicletas, o bloco sairá do Largo do Zumbí dos Palmares completamente nú numa campanha por mais humanização do trânsito. Essa eu quero ver.
E para completar, os adivinhadores do futuro como só é acontecer nesta época já começam prever o que vai acontecer em 2014. Teve um, Pai Danilo, que afirma que o Brasil vai ser campeão do mundo; que vai ser um ano bom; que haverá progresso na cura da AIDS e outras doenças. Aliás, todo fim de ano é a mesma ladainha. Preste atenção e observe. Vou dizer o que os previsores de futuro prenunciarão: O mundo será surpreendido com novas inundações, catástrofes, terremotos e maremotos; a dupla Grenal vai passar por seriíssimas dificuldades financeiras. Grêmio e Internacional não terão dinheiro para formar grandes times; dirão que se Tarso Genro for reeleito para o Governo do Estado será um desastre pior do que este que está terminando; a presidenta Dilma será novamente eleita para cumprir mais um mandato; a Assembleia gaúcha vai sofrer mudanças radicais, muitos deputados atuais não serão reeleitos nas próximas eleições, assim como, os federais e senadores; o Rio Grande do Sul vai enfrentar uma grande estiagem, vai faltar chuvas. O verão será muito seco. A nível de Erechim: o presídio não será ainda desta vez que será relocado zais algum tempo onde está; o prédio dos Correios, esse mastodonte que enfeia a cidade poderá ter uma destinação mais condizente e a canalização do Rio Campo ficará pronta. Mais uma coisa, as guerras no Oriente continuarão por mais algum tempo. 

A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

Agora que o governo do Uruguai aprovou lei para legalizar em seu país a produção e o uso da maconha, é algo que precisa deixar o governo brasileiro e dos demais países da América do Sul em alerta. Se já temos problemas sérios no nosso estado e no Brasil com o uso de drogas, vai piorar ainda mais com a  aprovação do projeto do governo uruguaio em liberar a droga. O argumento vendido á população do uruguai pelo presidente Mujica  de que liberando a maconha vai acabar com o tráfico de drogas é uma mentira. Pelo contrário, vai incrementar ainda mais o comércio da erva maldita. O  que o governo tenta fazer é uma "Uruconha" estatal que cuidará da maconha, além das cotas permitidas, e também das outras drogas ilícitas como o cracke, a pasta base, cocaína, aumentando a população usuária. A situação vai se agravar lá e piorar muito aqui no Brasil. Como o governo vai controlar nos quintais das pessoas a quantidade de mudas a serem plantadas? Isto não existe. Aliás, os cigarros de maconha já vão vir prontos do Uruguai, pois não faltará algum empresário maluco para industrializar a droga. E o Rio Grande do Sul vai ser a maior vítima da invasão da maconha pela fronteira, aumentando consideravelmente o número de consumidores. Não sei como os governos federal e estadual vão se organizar para coibir o ingresso da erva pelas nossas fronteiras. O deputado Osmar Terra que é médico e já foi Secretário da Saúde, entrevistado sobre o assunto, disse que a maconha deixa o usuário doente cronicamente, não tendo cura. O uso continuado muda o cérebro do indivíduo trazendo consequências desastrosas no futuro especialmente no meio da nossa juventude. A violência é uma delas. Para o parlamentar gaúcho o governo brasileiro precisa tomar uma posição mais firme em relação as drogas. "A nossa posição é muito frouxa", salientou. Segundo ele, todos os países que tomaram uma posição firme, que controlaram o uso de drogas, o próprio Estados Unidos quando ficou com 4% da população dependente do cracke no final da década de 80, tomou uma posição muito dura em relação a questão das drogas, obrigando a tratamento, aumento da pena para o traficante em dez vezes, e conseguiu conter sua expansão. Hoje, os Estados Unidos tem 0,7% de usuários de cracke, chegou a ter 4% e tem a metade hoje dos homicídio que existia na década de 1980. O Brasil tem saldo ao contrário, o dobro dos homicídios. A nossa legislação é muito branda em relação a questão, sem citar um sistema carcerário em ruínas que também precisa ser revisto. A Lei tem que permitir tirar da rua por mais tempo o traficante; que garanta aos dependentes, mesmo contra vontade, o tratamento, no caso, a desintoxicação em ambiente hospitalar e que assegure recursos para as empresas apoiarem a ressocialização dos dependentes químicos. A aprovação do projeto do governo Uruguaio nesta quarta-feira,11, não há dúvidas trará consequências negativas ao Rio Grande do Sul. As autoridades precisam redobrar sua vigilância a partir de agora nas fronteiras do nosso estado com o Uruguai.

Você sabia que o Brasil é o país que mais cobra imposto sobre remédios? Observe a lista abaixo:
Reino Unido......................................0%
Canadá...............................................0%
Colômbia...........................................0%
Suécia.................................................0%
Estados Unidos.................................0%
México...............................................0%
Venezuela..........................................0%
França................................................2,1%
Espanha.............................................4,0%
Portugal.............................................5,0%
Grécia................................................8,0%
Itália.................................................10,0%
Chile.................................................18,0%
Argentina.........................................21,0%
BRASIL..........................................33,9% 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A VIOLÊNCIA NOS ESTÁDIOS DE FUTEBOL

O que está acontecendo nos estádios de futebol em termos de violência é o reflexo da sociedade. Os fatos ocorridos no último fim  de semana em Joinville-SC, nas arquibancadas do jogo entre Atlético e Vasco da Gama é mais uma constatação de que a impunidade germina como erva daninha em todos os estádios. Que péssimo exemplo estamos dando ao mundo que assistiu as imagens pela televisão do comportamento brasileiro nos estádios de futebol. Sem falar que estamos já na antevéspera de uma Copa o maior evento esportivo do planeta.
Quatro pessoas ficaram gravemente feridas com as agressões. Até um helicóptero teve que ser usado para remover os feridos. A notícia foi estampada em jornais e sites estrangeiros.
O  jornal britânico “The Guadian” mostrou preocupação com a violência dos estádios no país que sediará a Copa do Mundo em 2014.
“A violência entre torcidas tem tido uma escala no Brasil este ano, aumentando as preocupações com as finais da Copa do Mundo, em junho”, diz um trecho da reportagem do “The Guardian”, que ainda sublinha que a polícia não estava dentro do estádio quando a briga começou na arquibancada. “A briga ressaltou o problema da violência no futebol no Brasil, onde é geralmente ligada à gangues armadas. Estima-se que mais de 150 pessoas foram mortas em brigas nos estádios nos últimos 25 anos. (...) Embora a luta costume ser associada com times da liga, não com a seleção brasileira, os organizadores da Copa do Mundo se preocupam com questões de policiamento, justiça, crimes a mão armada e desigualdade social que contribuem para essa violência”.
A violência num dos jogos mais importantes da última rodada do Campeonato Brasileiro interrompeu a partida por uma hora e 10 minutos e ganhou o rótulo de “selvageria mundial” no noticiário esportivo argentino “Ole”. O site usa a expressão “imagens de terror no Brasil” ao informar que torcedores pisaram na cabeça de um rival. “Foi violência pura”, diz o texto.
“Violência brutal no Atlético-PR e Vasco” é o título da reportagem do jornal esportivo “Marca”, da Espanha. No entanto, o veículo espanhol é um dos poucos que se lembra de apresentar o resultado do jogo (5 a 1 para o time paranaense) no texto que ressalta o estado grave de saúde em que se encontram três torcedores envolvidos na briga.
O jornal americano “Washington Post” diz que balas de borracha foram disparadas pela polícia para conter a pancadaria na arquibancada em uma matéria intitulada “Jogo de futebol do Campeonato Brasileiro assombrado por violência entre torcedores”. Assim como a reportagem do britânico “The Guardian”, o veículo americano também destaca que a “violência entre torcedores tem se escalado no Brasil este ano, aumentando as preocupações com a Copa do Mundo”, em texto assinado pela agência Associated Press.
Não sei porque a polícia demorou tanto a intervir. Ela só passou a agir depois que tudo havia acontecido.
Essa história de que policiais não podem ficar (!?) no interior dos estádios é uma medida caturra de quem sugeriu ou determinou. Se com policiais dentro dos estádios torcedores entram em guerra, imagina sem!!!!
Outra coisa que tem de acabar é o tal de crime fiançável, ou seja, sob fiança.  Eu cometo uma transgressão da Lei, o inquérito é lavrado, pago o valor que o Delegado de Polícia arbitra, e saio livre, não vou para a cadeia. Em outras palavras, eu pago para não ser preso. Tem muitos que defendem que não se deva aumentar as penas porque elas não resolvem. É discutível, há controvérsias. O individuo que pratica violência em qualquer lugar, especialmente em estádios de futebol, como o que ocorreu em Joinville, tem sim que ir direto para a jaula (cadeia) e ver o sol nascer quadrado, pelo mínimo 30 dias. Depois, se for apurado que mereça cumprir mais pena que a Justiça determine.
Foi muito triste e lamentável o que milhares de telespectadores viram pela televisão no domingo que passou.

domingo, 8 de dezembro de 2013

PRESENTE DE NATAL

O Governo federal deu antecipadamente dois presentes de Natal aos brasileiros, antes mesmo do dia em que a humanidade festeja o nascimento do menino que se tornou homem entre nós, e veio com a missão de redimir a humanidade dos seus erros e maldades.
O primeiro foi o aumento dos combustíveis que vai majorar tudo, feijão, arroz, pão... sem falar na inflação.
O segundo presente veio por Sedex, para não deixar dúvidas de que o destinatário amanhã reclame que não recebeu. É para aqueles que estarão requerendo suas aposentadorias ao INSS nestes próximos dias, e que estejam na faixa etária entre 53 ou 54 anos de idade. Terão que contribuir por mais 153 dias, ou seja, cerca de dois anos e meio, mais ou menos, para poder manter o mesmo valor do benefício, daqueles que entraram, com os pedidos na semana passada. Tudo porque um estudo feito comprovou que a expectativa de vida dos brasileiros chegou a 74,6 anos. As mulheres um pouco mais, 74,8 anos. Em 2041 essa idade chegará aos 80 anos. A taxa de mortalidade caiu este ano para 6,04%. Por outro lado, o número médio de filhos por mulher chegou a 1,77 filho por mãe. Em 2020 essa taxa diminuirá para 1,61 e cairá ainda mais em 2030, chegando a 1,5 filho por mulher, de acordo com as previsões do IBGE.
Enquanto isto, o Governo não quer nem falar em término do fator previdenciário que foi criado a 14 anos para desestimular a aposentadoria de pessoas jovens, pois quem começou a trabalhar aos 18 ou 20 anos, ao completar 35 anos de contribuição, vai ter 55 anos de idade, uma pessoa jovem para os padrões atuais. O fator previdenciário reduz os benefícios para quem se aposenta mais cedo. Como o cálculo da Previdência leva em consideração a expectativa de vida, quem se aposentou na semana passada tem benefício maior do que aquele está se aposentando hoje.
Um exemplo prático: um homem com 55 anos de idade e 35 anos de contribuição, com salário médio de R$ 1 mil que se aposentasse na semana passada ganharia um benefício de R$ 716,93. A partir de hoje o valor da aposentadoria por causa do fator previdenciário seria de R$ 705,69 - portanto, R$ 11,00 a menos. Para recuperar esse valor o trabalhador não tem saída, terá que trabalhar mais tempo.
O ano está acabando e com ele, mais uma vez  a discussão do assunto. Se ficar para 2014, também não irá avançar, pois além do carnaval vamos ter a Copa do Mundo e eleições. Aliás, sobre esse último evento haverá uma excelente oportunidade para escolhermos em quem não votar, principalmente naqueles que tentarão se reeleger e que ao longo de seus mandatos sempre prometeram lutar e estar ao lado dos aposentados e nada fizeram. Aposentado, não esqueça dessa gente.

PDT sai na frente
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) decidiu no sábado, durante pré-convenção em Porto Alegre, que lançará a pré-candidatura do deputado Vieira da Cunha ao governo do Estado na eleição de 2014. Foram 476 votos em defesa da candidatura própria contra 313 que preferiam a manutenção da coligação com o Partido dos Trabalhadores (PT).
Na disputa pela candidatura a governador, Vieira da Cunha venceu com 597 votos. Aldo Pinto alcançou 192 votos. O resultado foi anunciado pelo presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Júnior, cujo mandato de presidente da sigla no Rio Grande do Sul também foi renovado. O jornalista Lasier Martins foi aclamado como pré-candidato ao Senado.

Do lado do PP, é certa a candidatura da senadora Ana Amélia Lemos. O PT vem com o governador Tarso Genro que tentará uma reeleição e o PMDB não tem nada definido. Pode ser o ex-prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori, ou Germano Rigotto.

DEPOIS NÃO DIGAM QUE DEIXEI DE ALERTAR

Não faz muito fiz dois alertas nesta coluna. O primeiro a respeito de uma proposta da Unale – União Nacional dos Legisladores Estaduais, segundo a qual propõe a volta das aposentadorias dos parlamentares dos estados brasileiros. Muito em segredo para não vazar à imprensa e receber de imediato o protesto da sociedade, a Unale bolou um projeto que, se for aprovado pelas Casas Legislativas, vai possibilitar que os nossos deputados estaduais voltem a se aposentar. A proposta chegou á Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na semana passada. Não se sabe ainda os detalhes, mas já transpirou que a aposentadoria será complementar, ou seja, do salário do parlamentar é descontado um “x” e a outra parte seria coberta pelo Estado. Mesmo assim, não deixa de ser usado dinheiro público para bancar o benefício a quem realmente pouco trabalha. O benefício seria pago após o cumprimento de dois mandatos. No passado já existiu esse tipo de mordomia e foi extinto em 1990. O presidente Pedro Westphalen que não quer que a bomba exploda no seu colo, já adiantou que na sua gestão não vai colocar o assunto em discussão, mas o projeto já foi distribuído para cada um dos parlamentares. Eu até não seria totalmente contrário aqueles que deixam suas atividades profissionais particulares para servir a população, ter esse tipo de compensação ao final do seu mandato, obviamente dentro de um cálculo proporcional e que incida também o famigerado fator previdenciário, o mesmo que draconicamente é aplicado aos aposentados da Previdência.
Por outro lado, não vejo razão para que o assunto seja discutido em bastidores sem que a população tome conhecimento, e sem a recomendável transparência. Preparemo-nos. Começa aqui a grande pesquisa. Você é contra ou a favor que os deputados estaduais ganhem aposentadoria?
O outro alerta que fiz, creio da mais alta relevância para a economia do Rio Grande do Sul, foi durante a última greve dos funcionários do Banrisul. Disse nesta coluna por informações de fontes dignas de crédito, que os Bancos do Brasil e Itaú estavam torcendo para que a greve continuasse. Assim, a “estratégia” enfraqueceria o banco e tudo viria de encontro aos interesses tanto do BB como do Itaú para a compra do Banrisul. Pois, hoje dois projeto de lei estão tramitando na Assembléia gaúcha que tratam do nosso banco. O que dizem os projetos?
O primeiro, busca a autorização para a criação da subsidiária Banrisul Cartões, isto é, cria uma corretora, subsidiária para atuar no ramo de distribuição de seguros, previdência aberta e capitalização. O outro, sugerido pela diretoria do Banrisul, trata da extinção da Rede Banricompras. O que de certa forma tranquiliza os acionistas, funcionários e gaúchos, é que existe a garantia constitucional que, no caso de venda ou tentativa de privatização impõe-se a realização de plebiscito. Artigo 22º da Constituição Estadual, condiciona incorporações, cisões e venda do patrimônio do Banrisul, em seus parágrafos 2º e 3º, que haja plebiscito. Qual o interesse do governo querer que os deputados votem em regime de urgência uma matéria tão importante como é, de afogadilho?
A diretora da Fitrafi-RS, Denise Corrêa tem razão ao questionar: "Gostaríamos de saber, por exemplo se as empresas que administrariam as novas subsidiárias do Banrisul os resultados financeiros seriam contabilizados para o Banrisul? E como ficam os direitos dos trabalhadores? Seriam mantidas as regras atuais?
Foram os sindicatos que organizaram e conseguiram a aprovação pelos deputados do Projeto de Emenda Constitucional (PEC), em 2002, que determina a realização de plebiscito para referendar ou não qualquer tentativa de privatização do Banrisul. Apesar de todas estas iniciativas junto à Assembleia Legislativa, é preciso que fiquemos atentos aos desdobramentos dessa tentativa de criar duas empresas sob a consagração legal da Assembleia Legislativa. O adiamento da votação por falta de quórum significa que houve ganho de tempo para debater e aprofundar as dúvidas a respeito da criação de duas novas empresas no Banrisul.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A CADA VIAGEM UMA TRISTEZA

Cada vez que vou a Erechim, e faço o trajeto Porto Alegre a capital do Alto Uruguai uma vez a cada mês, muitas novidades acontecem. Umas interessantes, outras não tão interessantes. Eu diria tristes. Este ano que já está se expirando, já escrevi nesta coluna sobre a perda de vários amigos que deixaram o nosso convívio, para seguir a trajetória que faz parte do plano de Deus. No primeiro contato com a cidade logo a notícia ruim: a morte de Léo Passuello e Dary Ivo Schaeffer. O primeiro descendente de tradicional família, herdeiro de seus pais do ramo funerário e o segundo, conhecido radialista e tradicionalista, fundador de CTG. Ele já estava aposentado e residia no litoral de Santa Catarina. O Dary, foi mais um entre vários radialistas polivalentes que deixou seu nome escrito no livro dos bons profissionais da categoria. Lembro as nossas jornadas esportivas como repórter, comentarista, apresentador de programas e outras atividades afins. Por mais que não queiramos aceitar a perda de um amigo ou familiar, não Tem como. O salário que todos nós ganhamos por passar por esta vida é a morte. Parece paradoxal, mas  não é. Reflita comigo.
A morte nos coloca diante da mais simples verdade, única certeza absoluta que nem mesmo o cético mais obstinado pode duvidar. A dor que nos dilacera nestes momentos não cabe em palavras. Só nos resta senti-la, suportá-la e manifestá-la. O que dizer quando se perde alguém que se quer bem, que se ama? Como confortar aos que ficam diante do falecimento do pai ou da mãe, do filho, da filha? O que falar aos que choram pela morte dos entes mais queridos?
Não é fácil. Por mais sincero que seja o que proferimos em tais circunstâncias, não é suficiente para aliviar a dor. A morte também é elucidativa. Ela ensina, mostra o quanto somos frágeis e explicita a efemeridade da vida. Por isso, não podemos confiar no amanhã, pois nada nos garante que estaremos vivos. Precisamos acreditar que outro dia virá, que estaremos entre os nossos e eles estarão conosco, quando Jesus voltar. Isto está escrito, é promessa. Talvez por isso tenhamos tantas dificuldades em pensar sobre a morte. Muitas vezes este é um assunto interdito, um tabu. Refletir sobre a morte é, entre outros aspectos, reconhecer o quanto é risível a nossa presunção. Somos natureza, mas arrogantemente almejamos a eternidade. Ao vivermos como se eternos fossemos não percebemos o tempo precioso que se esvai a cada segundo. As coisas mais simples da vida, os detalhes que nos realizam em toda a plenitude do nosso ser são, muitas vezes, relegados a plano secundário. E assim esgotamos o tempo que temos com o supérfluo, a mesquinhez e a arrogância. Será que fazemos jus ao exíguo tempo que nos é oferecido a cada dia? Muitas vezes o que parece importante não é o essencial. O poeta Horácio aconselhava: Carpe diem quam minimum credula postero (Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã). Devemos valorizar cada segundo como se fosse o último. O amanhã é um tempo que não nos pertence, mas como viver sem olhar para o passado e sem a esperança no futuro? Se podemos sonhar e imaginar o amanhã, como restringir-se ao presente? O escapismo pode se revelar ineficaz. Somos racionais, mas também seres de emoções e sentimentos. Como escreve Milan Kundera: “Penso, logo existo é um afirmação de um intelectual que subestima as dores de dente. Sinto, logo existo é uma verdade de alcance muito mais amplo e que concerne a todo o ser vivo”.
Ele se refere à dor física, mas também há a aflição pela perda do ser amado. Então, o “eu” dilacera-se e o sofrimento acentua dolorosamente a existência. O “eu” dilacerado deixa de ser pleno. É um “eu” partido, pois parte de mim extingui-se com o “outro” que se foi. A perda de quem amamos esfacela o “eu”. De certa forma, morremos também. Porém, permanece a possibilidade de reincorporar. A memória do “outro” vive em mim, e se o sinto presente encontro forças para suportar a dor. Não esquecê-lo é evitar a sua segunda morte. Sofrer é próprio do humano, mesmo assim é preciso perseverar. A vida continua e nos desafia a vivê-la plenamente e merecê-la.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

SÓ MESMO NO BRASIL


É difícil acreditar que alguém condenado pela prática de corrupção a sete anos e 11 meses em regime inicial semiaberto, seja contratado por um hotel de luxo em Brasília com um salário milionário de R$ 20 mil por mês. Esta inominável contratação foi conseguida pelo prisioneiro José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no governo Lula e um dos mais inteligentes membros do grupo denominado mensalão. Dirceu é réu que se enquadra na pena “fatiada”. Ele foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa, mas tem um recurso pendente pelo primeiro delito. Dessa forma, inicialmente foi condenado pela prática apenas da corrupção, o que configura uma condenação de sete anos e 11 meses, em regime inicial semiaberto. As redes sociais publicaram o Contrato de Trabalho na Carteira Profissional do mensaleiro, como gerente administrativo, pelo salário citado acima de R$ 20 mil mensais, a partir do dia 22 de novembro de 2013. Ele ainda não assumiu o cargo porque o pedido de Dirceu será encaminhado para a Seção Psicossocial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, formada por assistentes sociais e psicólogos, para avaliar a proposta de emprego e elaborar relatório que servirá de base para conceder autorização ou não para o trabalho externo. O Ministério Público também se manifestará sobre o parecer. Até aqui está tudo bem. Afinal, é um direito assegurado a pessoa mesmo estando presa, como é o caso do mensaleiro José Dirceu, pleitear emprego, já que terá tempo durante o período em que cumprirá a pena em regime semiaberto e exercer alguma atividade. O trabalho não pode ultrapassar o horário entre 8h e 17h, com uma hora de intervalo para o almoço. À noite o preso é obrigado a dormir na cadeia. O que mais chama a atenção é a facilidade com que arranjou esse emprego e o salário que irá perceber. Puxa vida, existe tanta gente que procura uma colocação para trabalhar e encontra uma série de dificuldades, até mesmo discriminação, ou por que é uma pessoa feia, deficiente, de cor etc. O José Dirceu não teve estes embaraços. Assim que lhe foi permitido pleitear trabalho externo para não ficar trancafiado entre as grades, pediu e parece que vai conseguir. Que coisa fantástica são nossas leis. Para o ladrão que lesou a todos nós, povo, ás facilidades da lei, para o que furta um pão para saciar a fome de um filho, os rigores desta mesma lei. Afora o tapa na cara que todos levamos por não nos macular com a nódoa da corrupção. O empregador do ex-ministro José Dirceu no hotel Saint Peter, em Brasília, afirmou que conheceu o petista em uma audiência no Palácio do Planalto e o contratou "pela qualificação". O empresário explicou que, descontados os impostos, o salário de R$ 20 mil que prometeu a Dirceu "chegará mais ou menos a R$ 14 mil". Só não explicou como, ou por que, há diferença de salários entre Dirceu e a gerente geral do hotel que será a chefe do ex-ministro. Na carteira de trabalho dela consta R$ 1.800. Fica difícil entender e dá margem a muitas insinuações. Uma delas é a seguinte: não será troca de favor? Não faz muito o proprietário do hotel onde Dirceu vai trabalhar teve problemas com o Ministério das Comunicações. Ele é proprietário de emissoras de rádio e TV.
Presente de Natal
Um bom presente de Natal foi dado pelo governo aos proprietários de veículos automotores: o aumento do preço dos combustíveis. O consumidor já est[á pagando em média mais caro  2,5%, em média, para a gasolina e 6% para o óleo combustível. Estes aumentos vão refletir na inflação e no preço das mercadorias, pois haverá repasse dos custos ao consumidor final. O Sindicarto das Empresas de Transporte de Cargas do R.G. do Sul - SETCERGS, se reúine esta semana para corrigir a planilha de custos do frete.