sexta-feira, 15 de novembro de 2013

SHOW MIDIÁTICO

A exumação do cadáver do ex-presidente João Goulart para saber se ele faleceu de morte natural ou foi provocada,  virou mais num flagrante show midiático do que qualquer outro interesse. Com todo o respeito a sua história e a seus familiares, fazer toda essa movimentação depois de passados 37 anos de sua morte, além de ser paradoxal e astucioso também é uma estratégia do governo para ganhar mais notoriedade. Não se discute o direito da família saber o que realmente aconteceu que resultou na morte de Jango, quando testemunhas que conviviam de perto avaliaram que ele, na véspera do evento estava bem. A pergunta que muitos fazem é a seguinte: Por que só agora o governo, mais que a própria família, quer saber se houve envenenamento ou ele morreu do coração? Enfim, já se passou todo esse tempo e mais 20 anos do término do período revolucionário e somente agora o governo mexe com essa questão, como já remexeu com outras.
Conversando com meus botões disse a eles que acho essa disposição de descobrir de que mal afinal morreu João Goulart, era mais um estratagema político da ministra Maria do Rosário, que quer ser candidata ao Senado, do que outro motivo.
Você notou que a grande imprensa nada publicou, ás rádios nada falaram, e a televisão não mostrou ou comentou sobre a mancada dos técnicos na hora  da exumação do corpo de Jango?
Os Agentes do governo retiraram cadáveres errados e só acertaram tudo depois que chamaram o filho do coveiro.
Por duas vezes seguidas, os peritos e agentes que a ministra Maria do Rosário mandou para São Borja, desenterraram os corpos errados no jazigo da família Goulart. Os serviços ocorreram durante a tarde e a noite de quarta-feira, mais a madrugada desta quinta. Por isso tanta demora. Os técnicos só acertaram o passo depois que foi chamado ao cemitério o filho do coveiro que enterrou Jango, porque o sepultador propriamente dito, morreu há muito tempo.
O filho do coveiro foi quem ajudou os peritos na hora da remoção dos restos mortais do ex-presidente. Foi um vexame. Um serviço de amador. E você sabia que a ministra Maria do Rosário e o governo do PT dispensaram a condução profissional que o Ministério Público Federal e Movimento de Justiça e Direitos Humanos tinham montado um esquema com peritos de renome internacional da PUC do nosso Estado, e assumiu tudo sozinha. Isto a grande imprensa não comenta.
O jazigo da família Goulart possui oito gavetas. Por duas vezes foram retirados despojos errados.
Não foi a única trapalhada.
A confusão foi tão grande que foi chamado o dono da maior funerária da cidade, que acabou acudindo os agentes do governo.
Somente as 4 horas da madrugada de quinta-feira os restos mortais de Jango foram reconhecidos, embalados e levados para Brasília.
Não dou morto por testemunha. Quem comentou tudo isso no seu Blog foi o jornalista Políbio Braga.
Mudando de assunto. A democracia não pode continuar convivendo com movimentos que defendem o quebra-quebra como forma de protesto.
Quem são os "BlackBlocs", o que eles pensam. o que eles querem, como se organizam e quem os financia? O grupo é liderado por um ex-ferroviário da RFFSA, 53 anos, o mais velho do grupo e o local de suas reuniões é um sítio onde não tem animais, horta nem pomar. Não tem trator nem enxada. É usado nos fins de semana exclusivamente para reuniões e ensino de técnicas de resistência à polícia. Tem gente de S.Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco e até do Amazonas. O currículo do líder ex-ferroviário destaca: Organizador da Comissão Pastoral Operária. Militou como petista, no Ministério da Comunicação Social do governo Lula e seu nome aparece em relatórios dos órgãos oficiais de espionagem.
Querem mais?

quarta-feira, 13 de novembro de 2013


Folha de São Paulo publica:

STF decide pela prisão de José Dirceu e outros condenados do mensalão
 
Seis anos após aceitar a denúncia do mensalão, o STF decidiu pela prisão dos principais condenados no caso, como o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares e o operador do esquema, o empresário Marcos Valério de Souza.
Em uma sessão confusa e pontuada por debates acalorados, os ministros determinaram a execução da pena do julgamento que havia sido encerrado no ano passado.
O número exato de réus que começarão a cumprir a pena assim que a Justiça Federal de Brasília emitir o mandado de prisão não está definido. Serão ao menos 15, já que havia dúvidas sobre seis réus.
Dez réus terão analisados no ano que vem a possibilidade de ter suas penas revistas em crimes pelos quais foram condenados com quatro votos a seu favor no plenário --eles apresentaram os chamados embargos infringentes.
Dirceu está entre eles, na sua condenação por formação de quadrilha, que lhe deu 2 anos e 11 meses de cadeia. Assim, agora o antigo homem forte do governo Lula começará a cumprir sua pena de 7 anos e 11 meses por corrupção em regime semiaberto (ele dorme na cadeia).
Após rejeitar a maioria de uma leva final de recursos chamados embargos declaratórios, o presidente da corte, Joaquim Barbosa, pediu a prisão imediata de 21 dos 25 condenados do caso. O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) terá seu caso analisado depois.

DIVERGÊNCIA
A divergência principal entre os ministros surgiu em relação a réus que, mesmo sem quatro votos, também apresentaram infringentes, entre eles os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry.
Na proposta de Barbosa, os recursos de quem não teve quatro votos não seriam reconhecidos por não seguirem o pré-requisito definido pelo regimento do STF, mas Teori disse que seriam preciso analisar os mesmos antes de mandar estes réus para a prisão.
Entre os que vão ser presos de imediato está, por exemplo, Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil. Condenado ao regime fechado, terá de cumprir um sexto de sua pena de 12 anos e 7 meses.
Julgamento mais longo da história do Supremo, o mensalão foi revelado pela Folha em 2005. Um ano depois, o Ministério Público apresentou denúncia contra o esquema, que consistia na compra de apoio parlamentar durante o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 2006, a denúncia foi aceita pelo Supremo, que iniciou, em 2012, o julgamento contra 37 réus. Após 53 sessões que dominaram a pauta do segundo semestre da corte, 25 foram condenados.
Neste ano, os primeiros recursos contra as condenações, conhecidos como embargos declaratórios, foram apresentados. Entre agosto e setembro, em 11 sessões, o Supremo analisou os novos argumentos e manteve as condenações contra os principais acusados.
Os ministros começaram o julgamento rejeitando, ainda que parcialmente, a segunda leva de recursos apresentadas por nove condenados que tentavam esclarecer obscuridades e sanar contradições em relação ao suas condenações.
Apenas Breno Fischberg, sócio da corretora usada para distribuir dinheiro do esquema, conseguiu reverter sua condenação de prisão para multa e prestação de serviços comunitários.
O STF também rejeitou uma última tentativa dos advogados de adiar a discussão sobre a execução das penas de prisão dos réus do mensalão.

A defesa do deputado João Paulo Cunha pediu prazo para se posicionar em relação ao pedido da Procuradoria-Geral da República que, na noite anterior, solicitou a prisão imediata de 23 dos 25 réus, mesmo aqueles que ainda recorrem da decisão do STF.
Durante a sessão, ministros reclamaram por não terem recebido o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O JULGAMENTO Em 2012, o STF condenou 25 réus por participação no mensalão, esquema de compra de apoio no Congresso criado para garantir sustentação ao governo Lula

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Em setembro, os ministros terminaram de julgar os embargos de declaração, recurso usado para esclarecer aspectos da sentença. Três réus tiveram as penas reduzidas

SEGUNDOS EMBARGOS Agora, o STF julgará nova leva de embargos de declaração. A análise desses recursos pode encerrar o processo para 13 réus, que terão esgotado as possibilidades de contestação da sentença

EXECUÇÃO DAS PENAS Apesar de não terem direito aos embargos infringentes, alguns desses réus apresentaram o recurso mesmo assim. Caso o plenário da corte rejeite os pedidos, 13 réus terão de passar ao cumprimento das penas

EMBARGOS INFRINGENTES Para os outros 12 réus do mensalão, ainda é possível pedir a revisão de parte das condenações impostas por placar apertado entre os ministros da corte. A análise desses recursos, conhecidos como embargos infringentes, só deve ocorrer em 2014

FALTA INFRAESTRUTURA PARA ALTO URUGUAI CRESCER



Uma emissora da Capital do Estado promoveu nesta segunda-feira em Erechim um debate com autoridades regionais, aproveitando a realização da Feira Industrial e Comercial - Frinape,  onde se revelou o potencial econômico e social do Alto Uruguai e as dificuldades que região enfrenta para se desenvolver ainda mais. Eu não estava presente, mas ouvi pela emissora promotora do evento a entrevista concedida pelo prefeito Paulo Polis, na tarde daquele dia, portanto, antes do encontro efetivado á noite. Um dos principais problemas citado pelo edil para que o Alto Uruguai se alastre e cresça mais econômica e socialmente, é a falta de estradas asfaltadas. Aliás, essa falta de infraestrutura para ligar a região com outras não é de agora. A Grande Erechim por se localizar geograficamente no fim do Estado, fronteira com Santa Catarina, sempre sofreu o esquecimento dos governos, tanto federal como estadual. Eu lembro quanto tempo levou para que Erechim tivesse a ligação para o norte pela BR-153. Mais de 50 anos. Foi preciso o Estado construir a RS-135 passando por Getúlio Vargas até Passo Fundo, para unir esses municípios e com o resto do Rio Grande do Sul e, igualmente, interligando com a BR-153. Não fosse isso estaríamos, quem sabe até hoje, divorciados do resto do país. Sem falar na falta de maior potencial de energia elétrica, telefone etc, na época. Pois, até a ligação férrea que era um sistema de crescimento regional, foi desativado. Outra questão lembrada pelo prefeito Polis diz respeito ao nosso aeroporto. É preciso aumentar a pista de pouso para que aviões de maior porte possam levar e trazer passageiros e cargas. Citou, inclusive, a implantação do Pronatec, que vai melhorar a qualificação dos nossos técnicos de nível médio "onde a gente conseguirá agregar maior produtividade para as empresas e valor ao salário dos funcionários". Erechim, município quase centenário, polo de uma rica região constituída por 32 municípios, não pode continuar sendo esquecida dos governos. "A falta de infraestrutura é o maior gargalo que ainda enfrentamos" - concluiu Paulo Polis. Um dado que me chamou à atenção foi a falta de maior escolaridade dos nossos jovens, embora a cidade ofereça educação para todos, inclusive Universidade. Num levantamento feito pela emissora organizadora do debate, foi descoberto finalmente que um percentual considerável de jovens não completou o segundo grau. A pergunta que logo vem: por que esses jovens estão abandonando mais cedo à oportunidade de estudar? Que fenômeno é esse? É uma boa oportunidade para os órgãos educacionais pesquisarem e buscar as respostas. Este talvez seja um dos pontos negativos existentes atualmente - se é que poderíamos classificar o momento de contraproducente - na vida comunitária. Pelo que me mandam dizer os amigos que estiveram no debate, foi um evento importante e bastante produtivo.

O STF - Supremo Tribunal Federal - retoma hoje o julgamento dos segundos embargos de declaração apresentado por 10 condenados que tentam apontar contradições ou omissões de sentença que possam garantir redução das penas. A tendência é de que os ministros rejeitem os recursos, sob o argumento de que são protelatórios. O Procurador-Geral da República Rodrigo Jano pediu a prisão de 23 dos 25 réus condenados no julgamento do mensalão. O procurador quer que os condenados comecem a cumprir as penas dos crimes para os quais não cabe mais nenhum recurso. Essa é a posição do Procurador-Geral que pode ser confirmada ou rejeitada pelos ministros da Corte.
Estão na lista: os ex-deputados Roberto Jefferson, e Bispo Rodrigues, o ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, Marcos Valério, José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Kátia Rabello e José Roberto Salgado, João Paulo Cunha, João Cláudio Genu, Breno Fischberg, Rogério Tolentino, Valdemar da Costa Neto, Vinicius Samarane, Pedro Henry, Pedro Corrêa e Simone Vasconcellos.

domingo, 10 de novembro de 2013

O QUE SOBRA PRA VOCÊ PODE AJUDAR O PRÓXIMO

Não era este o título da reportagem que li na semana passada através de um jornal de grande circulação no Rio Grande do Sul, mas o importante é o seu conteúdo, a ideia, os benefícios, a concepção de um pensamento que preencheria uma lacuna, principalmente para pessoas de baixa renda e que necessitam de remédios caros para seu tratamento de saúde.
Eu não sabia,  existe em Porto Alegre um Banco de Remédios que presta serviço gratuito, auxiliando a quem precisa, de medicamentos que muitas vezes o doente não tem condições de comprar. E justamente a sugestão da criação desse Banco de Remédios, nasceu da ideia de um transplantado, Dámaso MacMillan, que teve cirurgia de transplante de rim e sofreu na própria carne a dificuldade em conseguir remédios caros. Felizmente nos dias atuais ele não precisa mais tomar a medicação. O seu caso é considerado raro entre os transplantados no nosso Estado.
MacMillan, por não haver mais necessidade de tomar remédio, percebeu que inúmeros pacientes como ele deixavam sobrar cartelas, e muitas vezes caixas com comprimidos ainda em bom estado de uso. A partir daí, começou a reunir sobras como se fosse uma verdadeira farmácia informal, nascendo desta forma a ideia de formar um  Banco de Remédios. Já existe há oito anos. Hoje o banco mantém em estoque medicamentos que são colocados á disposição das pessoas que são antes cadastradas e que possuam receita médica, e o que é mais importante, ninguém paga nada. É de graça. O Banco de Remédios funciona no Mercado Público. A entidade já tem cadastradas cerca de mil e quinhentas pessoas. No estoque existe desde analgésicos, pílulas anticoncepcionais, até medicamentos para quem possui problemas mais graves. Para receber os remédios um dos requisitos é se cadastrar e pagar uma contribuição mensal de R$ 20 para ajudar a cobrir despesas de manutenção do local. O Banco de Remédios não recebe nenhum tipo de apoio do governo. Damáso Macmillan explica que os pedidos e doações são aceitos pessoalmente, por telefone e até via redes sociais.
Para se cadastrar basta a pessoa apresentar Carteira de Identidade, CPF, Comprovante de Residência, Cartão do SUS e Receita médica.
Quem sabe aí está uma boa ideia de se formar também no interior um organismo semelhante. Para tanto basta que pessoas como Macmillan se disponham a prestar esse tipo de serviço voluntário em benefício de pacientes carentes, que muitas vezes por falta de meios, não conseguem adquirir remédios para seus problemas.
Em Erechim existe a farmácia mantida pela Prefeitura, eu sei, mas nem sempre lá o paciente encontra certos tipos de medicamentos. A farmácia é mais para atender pessoas que tenham problemas mais comuns de saúde. É uma farmácia básica. Se você precisa de Interferon, por exemplo, lá não encontra, além de outros remédios mais caros. Agora estou lembrado que em Erechim já houve há muitos anos trabalho social semelhante. Era realizado pela Sociedade Beneficente José Bonifácio e recordo que quem se dedicava a esse trabalho era o coletor estadual, Santo Severo dos Santos, também ligado na época à Legião da Boa Vontade. Fica aqui a dica para formarmos, quem sabe,  em nossa cidade um Banco de Medicamentos para servir a coletividade menos favorecida. Afinal, tem tanta entidade filantrópica que só faz campanha de Natal e distribui roupas no inverno para carentes. Por que não auxiliar os doentes que necessitam de remédios e não podem comprar?
E o problema do leite, heim? Mesmo sujeito a cadeia de 4 a 8 anos, pessoas descerebradas continuam praticando crimes contra a saúde pública. Agora até água oxigenada misturam no leite. Não basta apenas cadeia, seria preciso castigar essas pessoas, por exemplo, com a perda do caminhão se for transportador e do registro de produtor de leite se assim for. Só cadeia não resolve. É preciso fazer o desumano cidadão que pratica tais crimes sentir no seu bolso, no seu patrimônio. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

TIRANDO O CORPO FORA

O senador Paulo Paim, (PT-RS) supostamente o "maior" defensor dos aposentados e pensionistas  deste país desde que se elegeu empunhando a bandeira da categoria, escreveu nesta quinta-feira, (7/11), em jornal de grande circulação em nosso Estado, artigo sob título "O Brasil contra o fator previdenciário".
Diz ele: "Como seria bom ouvir os presidenciáveis com prometendo-se com o fim do fator previdenciário e com o reajuste real das aposentadorias e pensões".
Prosseguindo, acrescenta: "E, mais que isso, depois de eleitos, cumprindo a palavra dada. Ou, quem sabe, a presidenta Dilma Rousseff, anunciando ainda em 2013 que não existe mais o fator em nosso país".
Pelas barbas do profeta!
Vai ser cínico na caixa prego. Este é um daqueles  políticos que não honra o que prometeu. No momento em que mais é exigida a sua ação em favor daqueles que praticamente o elegeram, tira o corpo fora, como Pilatos, e empurra com a barriga para que outros resolvam a sua malograda plataforma eleitoral, decepcionando mais uma vez quem votou nele para senador.
E ainda tem o caradurismo de pedir no seu artigo, "que cada cidadão, fizesse pressão junto aos seus deputados para que se vote de uma vez essa fórmula que eu considero o maior inimigo dos trabalhadores brasileiros. O cidadão tem toda a legitimidade de fazer isso... as redes sociais estão aí.
Aposentados e pensionistas!
Este é o político Paulo Paim, que diante de sua inépcia e incompetência levou os votos dos que acreditavam na defesa dos interesses dos aposentados. Tirou o corpo fora. Hoje, o aposentado mal consegue viver.
Já são cinco anos que o projeto anda como mosca tonta pelo Congresso sem que ninguém, nem deputado, nem senador se dignem apreciar e votar.
Só espero que as manifestações das Centrais Sindicais marcadas para o dia 12 a nível nacional em todas as capitais, acordem os deputados da pasmaceira indiferença em que se encontram.
Esta história tem que ter um fim. Como diz o gaúcho grosso: ou evacua,  ou sai da moita.
O que estão fazendo há anos com os aposentados não é nem mais maldade, é uma afronta a quem ajudou este país a crescer.
Não vejo a hora da chegada do dia da eleição. E acho que muitos pensam como eu. Está na hora de dar um basta ao carreirismo político e enganador de muitos deputados e senadores.
Há anos atrás o rei do futebol, Edson Arantes do Nascimento - Pelé - disse uma frase que deixou a população brasileira revoltada. Ele afirmou: o eleitor não sabe votar.
Esta frase dita por Pelé arribombou o Brasil inteiro. Nossa! Quase lincharam o Rei. E o pior é que ele tinha e continua tendo razão.
Tem muito analista político que responsabiliza os partidos pelos incompetentes senadores, deputados, vereadores, ineptos governadores e presidente da República. Contudo, os maiores culpados são os próprios eleitores que se deixam iludir pela falácia e até se vender.
O eleitor brasileiro, não podemos esquecer, 90% é corrupto, vende-se por um trago de cachaça, por qualquer coisa que lhe dê vantagem, mesmo que seja uma dentadura nova, uma cesta básica, por exemplo.
Está é uma prática que precisa acabar se quisermos vermos o Brasil com outra cara. E os aposentados e pensionistas do INSS se quiseram ver seus pleitos atendidos além de protestar, pressionar, mostrar a sua cara tem que ajudar a mudar a configuração do nosso Congresso Nacional nas próximas eleições. Não é mais possível continuar suportando essa corja de políticos malversados.
 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

NOTICIAS RUINS

Como falei na coluna anterior, passei o fim de semana em Erechim e, confesso, não foi bom, na medida em que fiquei sabendo de notícias pesarosas ocasionadas pelos falecimentos de pessoas queridas pertencentes a tradicionais famílias. Refiro-me ao trespasse de Edmundo Duran Abal e Alderico Massignann. O primeiro ex-diretor do antigo Frigorífico Boavistense, do bairro Três Vendas, antes de ser adquirido pela Cotrel e o segundo, ex-diretor do Banrisul no governo Perachi de Barcellos, pai do médico Túlio Massignann.
Sobre o Alderico há muitas coisas para contar. Além de ter pertencido a clã dos Massignann, um dos primeiros - se não o primeiro revendedor Ford no interior do Brasil. Era um formidável cantor de música erudita. Tinha vocação para o clássico. Sua voz era de tenor e inúmeras vezes se apresentou em espetáculos locais cantando (lembro ainda) no antigo Cine Apolo, acompanhado da Orquestra de Concertos de Erechim, inclusive na companhia de Lia Webber, também dona de uma lindíssima voz de soprano.
O Alderico também foi atleta do C.E.R. Atlântico de saudosa memória.
Relembrando um pouco o passado, recordo as vezes que íamos fazer serenata na casa do amigo falecido próxima a ex-Indústria de Balas Boavistense. Tanto ele como sua esposa, recebiam sempre com cordialidade aqueles que como eu, mais Osvaldinho Engel e outros, compareciam a porta de sua residência pela madrugada para acordá-los ao som de bonitas músicas do nosso seresteiro. Que saudades daqueles tempos que não voltam  mais!
E entre uma música e outra havia sempre o oferecimento de uma dose de Wisky. Ele era bom apreciador da bebida escocesa. Alderico Massignan já era nonagenário, passara dos 90 anos de idade, não sei precisamente quanto. Ele estava acamado há bastante tempo com mal de Alzheimer.
E para completar as más notícias do fim de semana em Erechim, também fiquei sabendo da ida para Porto Alegre para tratamento de saúde do diretor da Unesul, Silvino Záffari. Outra figura expressiva na nossa vida comunitária como empresário e pessoa humana. Coincidentemente, na missa que assisti domingo, 3, na Catedral São José lembrei-me do Silvino ao observar uma novidade na missa: a volta da presença dos Coroinhas paramentados, dando uma nova e bonita conotação com a celebração eucarística. Falo isso, porque Silvino quando jovem por muitos anos serviu como Coroinha na antiga Igreja São José, no tempo do padre Benjamim Busatto. Sempre foi um fervoroso católico, tanto que não perdia uma missa dominical.
Que mais posso dizer, além da tristeza que nos atinge estas notícias?
Que a vida é assim mesmo, estamos aqui de passagem apenas. Um dia todos partiremos também. Está escrito em Eclesiastes 9:5 e 6 - Porque os vivos sabem que hão de morrer... Portanto, se cremos que um dia haveremos de nos reencontrar no juízo final, é tudo uma questão de tempo.
Aos familiares dos que partiram, minha consternação, e ao Silvino Záffari dirijo-me em oração a Deus para que lhe dê muita coragem e fé, a fim de afrontar a doença que lhe acometeu.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

HOSPITAL E.D. PERDEU SEU PRESIDENTE



Morreu inesperadamente em Porto Alegre o erechinense Waldemiro Claudino Galli. A missa de sétimo dia ocorrerá na Igreja N.Sª das Dores neste domingo.

Como tantos, conheci o Waldemiro desde quando desempenhou atividades como contador da antiga Casa Progresso, de Samuel Foguel, onde hoje está o Magazine Luiza. Na vida social foi presidente do Ypiranga F.C. e mais tarde militando na política eleito vereador e presidente da Câmara Municipal. Seu partido, antigo PTB, correligionário de João Caruso, depois PMDB. Também desempenhou a função de fiscal da Fazenda Estadual, por concurso, e seu último trabalho foi à frente da direção do Hospital Ernesto Dorneles, responsável pela sua ampliação e modernidade.

Waldemiro Claudino  Galli era casado com dona Haydê e teve quatro filhos.

A última vez que encontrei o ilustre conterrâneo há uns seis anos atrás, foi na Rua da Praia, próximo ao prédio do Correio do Povo onde mantêm seu apartamento.

O Galli era um sujeito espirituoso, alegre e gostava de contar e fazer piadas. Uma de suas manias: sempre que uma notícia era publicada nos jornais locais e que continha algum erro era o primeiro a enviar um bilhetinho para a redação apontando o equívoco.

O Hospital Ernesto Dornelles de Porto Alegre, pertencente à Associação dos Funcionários Públicos Estaduais muito deve a Waldemiro Claudino Galli. Foi seu presidente por mais de um mandato. O projeto de ampliação e modernização daquele hospital muito tem a ver com a dinamicidade e criatividade de Galli.
Minha modesta homenagem de saudade ao amigo que partiu. Aos familiares que ficaram meus sentimentos.