sexta-feira, 16 de agosto de 2013

SIGNIFICADO DE CHICANA


Substantivo feminino, processo artificioso, abuso de recursos e formalidades em questões judiciais. Querela de má-fé, cavilação, enredo. Ardil, sofisma. É o que esclarece o dicionário português.

O uso desse substantivo na frase dita pelo presidente do STF Joaquim Barbosa, em resposta a uma indagação do ministro Ricardo Lewandowski, bastou para que os ânimos na Corte se exaltassem ao ponto da sessão ser suspensa nesta quinta-feira. O incidente teve início quando se discutia o julgamento do recurso do ex-deputado federal Bispo Rodrigues (PL-RJ), atual PR, após um bate-boca entre os dois ministros. No julgamento no ano passado, Rodrigues recebeu pena de seis anos e três meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A sessão foi suspensa após uma discussão acalorada entre Ricardo Lewandowski e Joaquim Barbosa. O desentendimento começou quando o presidente da Corte passou a discordar dos argumentos de Lewandowski. Barbosa disse que o ministro queria rediscutir a condenação, fato que não é possível nos embargos de declaração. A partir daí, começou o bate-boca, iniciado por Barbosa: “Não acho ponderável o que Vossa Excelência está querendo, reabrir uma discussão”, disse. Em seguida, Lewandowski rebateu: “Para que servem os embargos?”.

O clima ficou mais tenso e Lewandowski disse: “Estamos com pressa do quê? Queremos fazer justiça”. Logo em seguida, Barbosa rebateu novamente: “Fazemos o nosso trabalho. Não fazemos chicana”.

Lewandowski pediu que Barbosa se retratasse, mas o presidente respondeu que não iria se retratar.“Não vou me retratar", disse. A sessão foi suspensa e será retomada na próxima quarta-feira (21).

Bispo Rodrigues foi acusado pelo Ministério Público (MP) de receber R$ 150 mil do esquema. Segundo o MP, o saque foi feito em uma agência do Banco Rural, em dezembro de 2003.

No recurso, o principal argumento utilizado pela defesa é que houve uma falha no cálculo da pena de corrupção passiva. Segundo a defesa, ele foi condenado com base em uma legislação mais grave que trata do crime de corrupção passiva, e o recebimento do dinheiro teria ocorrido na vigência da legislação mais leve.

Não é de hoje que Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski vem se bicando. Já houve outros momentos em que ambos discutiram acaloradamente no decurso do julgamento dos implicados no chamado Mensalão.

De tanto mexer nessa podridão que deixou a Nação toda estupefata é bem possível que dos 25 acusados, somente meia dúzia vai parar na cadeia. Não se surpreendam.








terça-feira, 13 de agosto de 2013

ESTÁ PIOR AGORA DO QUE ANTES




Pouco ou quase nada adiantou os movimentos de protesto que chegaram a abalar a Nação, com o povo nas ruas, em protesto pelo aumento da corrupção, da falta de transporte decente e outras questões importantes. Parece que ficou pior agora do que antes. O Congresso em Foco que publica o que os jornais não divulgam, espalhou a notícia, segundo a qual os parlamentares do Congresso Nacional fazem farra com aluguel de veículos.
Somente os deputados já gastaram mais de R$ 31 milhões entre 2012 e 2013 para alugar carros. Um deles, Arnon Bezerra, torra mensalmente R$ 21,3 mil para locar cinco automóveis, sendo três de luxo
Enquanto milhões de brasileiros dependem de um transporte de péssima qualidade para se locomoverem, como deixaram claro os protestos de junho em várias cidades brasileiras,os parlamentares federais contam com uma excepcional ajuda do contribuinte para nunca ficarem a pé.
Dos muitos benefícios a que os congressistas têm direito, que já colocam nosso Parlamento no topo do ranking mundial nessa área, destaca-se a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar. Essa cota confere em média a cada deputado – e, segundo o Senado, valores equivalentes para os senadores – de cerca de R$ 400 mil por ano. O dinheiro serve, em tese, para bancar despesas necessárias ao bom exercício do mandato. Entre elas, auxílio para divulgação do mandato, passagens aéreas, aluguel de veículos e gastos com combustíveis. Estes últimos, limitados a R$ 4,5 mil mensais para o deputado e, para o senador, ilimitados desde que fiquem dentro do teto da cota, que é mais conhecida como cota parlamentar ou simplesmente “cotão”.
Como cada congressista tem total liberdade para usar essa verba, ela se transformou em um extraordinário ralo de desperdício de recursos públicos. Basta dizer que entre 2012 e 2013, somente a Câmara dos Deputados já gastou mais de R$ 31 milhões em aluguéis de veículos e R$ 22,8 milhões com combustíveis e lubrificantes. Mas o valor pode ser ainda maior, pois os deputados têm até 90 dias para prestar contas. Ou seja, valores gastos entre maio e julho deste ano ainda podem ser ressarcidos.
O montante é suficiente para comprar mil carros populares, o que daria quase dois carros por parlamentar (a Câmara tem 513 deputados). Ou 413 carros executivos de luxo, como os deputados demonstram preferir. É como se cada parlamentar, gastasse em média, todo mês, R$ 3,1 mil para alugar carros.  Apesar dos elevados gastos, as empresas contratadas, frequentemente, são pequenas e muitas sequer têm loja montada. Enfim, a inevitável conclusão é que o Congresso, que já protagonizou em ar a farra das passagens, também encena em terra uma outra folia com os reais que nos são retirados através dos impostos.
Vários parlamentares chegam a desembolsar mais de R$ 15 mil mensais para ter à disposição carros executivos e de luxo.
É o caso do deputado Arnon Bezerra (PTB-CE), recordista no gasto com aluguel de carros. Desde 2012, ele gasta todo mês R$ 21,3 mil para locar cinco carros, sendo três de luxo.
Desde o início do atual mandato até junho o deputado gastou nada menos que R$ 505,8 mil em aluguel de veículos, locados em duas empresas de Fortaleza. Ou seja: destinou, em dois anos e meio, mais de meio milhão a esse tipo de despesa. E tem a cara de pau para declarar que esse gasto é necessário para "fazer um trabalho confortável". É não ter vergonha na cara!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

Ter um bichinho de estimação não significa apenas dar água, comida e um pouco de atenção. Requer muito mais. Antes de você adotar um animal de estimação como gato, cachorro, passarinho e outros é necessário se comprometer que vai cuidar de acordo com algumas regras básicas. A primeira regra é facilitar tanto o relacionamento do dono com o cão, quanto do cachorro com a sociedade.
As ações começam com o animal ainda filhote. É importante adestrar os animais logo quando são pequenos.
Eu tenho uma cachorra a nove anos da raça Dachshund (Salsicha) que trouxe comigo quando morei em Brasília, só falta falar. Entende e pressente tudo o que acontece na casa. É impressionante sua inteligência!
Quando adotei ela já era passada de filhote, estava entrando, vamos dizer, na adolescência. Como era para viver em apartamento, uma das primeiras providências foi castrá-la. Segunda providência foi ensiná-la a não fazer suas necessidades dentro de casa. E não foi difícil. Evidentemente que tem de se ter muita paciência e conversar com o animal. O animal não gosta que se grite com ele. Hoje, se deixar a Laila (nome dela) 24 horas sem levá-la para a rua ela se segura até que se tome tal providência. É inacreditável!
Outro passo importante diz respeito à socialização. Levar o cão para passear é a melhor maneira de fazê-lo perder o medo das pessoas e outros animais. O passeio pode ser até curto, mas precisa ser prazeroso. Nada de apressá-lo para fazer as necessidades e voltar logo para casa, especialmente se você morar em apartamento. Nesse caso o passeio deve ser intensificado. Os cães sofrem ao ficar muito tempo em locais fechados, sem companhia, principalmente. Apesar de contrariar alguns donos, a castração para animais que vivem em apartamento é recomendável. Além de evitar possíveis problemas de saúde (tumor de próstata nos machos e câncer de mama ou útero nas cadelinhas) a castração torna os animais mais dóceis e faz com que os machos percam a necessidade de marcar território. Isso evita aquele desagradável xixi nos móveis, ou nas plantas do jardim.
De acordo com recomendação veterinária, os machos devem ser castrados após a maturidade sexual (2 anos), devido a produção de hormônios, e as fêmeas, antes do primeiro cio. Castrar após a primeira cria aumenta as chances de doenças no futuro. Estou dando estas dicas, porque tenho visto pessoas que tem cachorros e não sabem cuidar. Outra observação que fiz foi ao andar pela rua ver gente levando seu cachorrinho passear e não levam o saquinho para juntar as fezes. Além de sujar a calçada ou o canteiro gramado dá uma demonstração de espurcícia, sujidade, desmazelo.
Minha mulher que, como eu, gosta também de animaizinhos de estimação, cria um hamster. Para quem não é familiarizado com o pequeno animal, na primeira impressão pode confundi-lo com um ratinho. Mas o bicho não tem nada a ver com essa praga urbana. Pelo contrário. Hamster é um animal limpo, dócil, divertido e brincalhão. Dentro de uma gaiola, com bom espaço e equipada com brinquedos, pula, corre, equilibra-se e vive sem dar trabalho para o dono. É um mamífero e roedor. Coberto por pelos finos e com textura macia, possui várias cores, como branco, bege, cinza ou preto, além de bicolor e angorá. O hamster tem hábito noturno. Gosta de frutas, legumes e grãos, como milho, amendoim e sementes de girassol. Se eu disser que o hamster de minha mulher não faz xixi na gaiola você acredita? Pois ela se deu o trabalho de ensiná-lo a fazer xixi no tanque para não ficar mau cheiro nos seus aposentos. E ele obedece.
STARTUP
Você saberia me dar um sinônimo de "startup"?
Quando li a manchete "Conheça os segredos de cinco startups milionários" fiquei devendo. Que seria? É uma empresa jovem que tem uma taxa de crescimento bastante expressiva. No Brasil tem até uma Associação Brasileira de Startups. Como gostam de americanizar!

 

 

 

sábado, 10 de agosto de 2013

CARTOLAS DO FUTEBOL QUEREM PERDÃO DE DÍVIDAS



Leio na imprensa que o governo pretende zerar as contas dos clubes e futebol, através do Ministério do Esporte. O projeto de lei tramita no Senado Federal com forte pressão da cartolagem para aprová-lo.
Com o apoio reforçado do Ministério do Esporte, a meta é tentar zerar o maior montante do débito fiscal dos clubes de futebol, perto dos R$ 3 bilhões. O total pode chegar a R$ 4 bilhões, se somadas as dívidas trabalhistas e bancárias. Para a tarefa de criar o dispositivo mais apropriado e articular a empreitada, a bancada da bola escalou um de seus membros mais atuantes, o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP), também vice-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e sócio de Marco Polo Del Nero, presidente da FPF e vice da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em um escritório de advocacia. Ele é quem elaborou o ante projeto. A proposta do parlamentar atende pelo vigoroso nome “Proforte – Programa de Fortalecimento dos Esportes Olímpicos”. Após ser discutida, poderá ser apresentada em forma de medida provisória ou de projeto de lei. Na prática, os clubes seriam perdoados em 90% do principal de suas dívidas de INSS, FGTS e Imposto de Renda, pagando apenas o saldo de 10% mais os juros e correção em infindáveis 240 meses (20 anos). Alguns deputados que participaram de reuniões organizadas informalmente por políticos dirigentes (na maioria presidentes de importantes times brasileiros) na Câmara, no entanto, discordam. Os parlamentares sugerem percentuais maiores a serem pagos pelos clubes. Há, ainda, aqueles que desejam a quitação total da dívida. Isto é um absurdo. Não pode ser aprovado pelo Congresso. Ainda mais dívidas de clubes que há anos não acertam suas contas com o INSS, por exemplo, prejudicando milhões de brasileiros aposentados.
A discussão do projeto, que ganhou força com o apoio do Ministério do Esporte, recuou a partir dos protestos de rua, em junho, mas deverá voltar à pauta neste segundo semestre, como tem declarado publicamente o secretário de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte, Antônio José do Nascimento Filho. O Toninho, como é conhecido, é o homem de frente na negociação entre o Executivo e os deputados e promete persistir na ideia de “anistiar” os principais times brasileiros. Esta é mais uma tentativa do governo federal de tentar receber dinheiro que lhe pertence. Ao longo dos últimos 15 anos foram promovidos três refinanciamentos (Refis) das dívidas, negociadas individualmente com cada clube. Como os débitos continuaram sem ser honrados, o governo criou uma loteria federal (Timemania), que repassa 22% de sua arrecadação para abatimento na referida dívida fiscal. Mais um fracasso, pois com premiação pouco atrativa, a Timenania não ajudou e a conta cresce a cada mês. A justificativa do governo federal, via Ministério do Esporte, é que o futebol é negócio gerador de renda, que emprega bom número de pessoas e tem projeção internacional, e, como tal, não pode ser abandonado. Devedores, os clubes perdem frequentes rendas dos jogos e, agora, correm o risco de ficar sem os seus principais patrimônios, as sedes sociais e esportivas, para que sejam honrados compromissos fiscais e trabalhistas, principalmente.
A discussão, que deverá ganhar força nos próximos dias, recebeu um novo ingrediente esta semana: as Santas Casas de Misericórdia, centenárias instituições de filantropia na saúde, também começaram a pressionar o governo para ter solucionado um de seus principais problemas: débito fiscal estimado em R$ 11 bilhões. Afinal, se o Congresso Nacional se sensibiliza com os cartolas, por que desprezar as instituições de caridade? Em nota, a assessoria do Ministério do Esporte diz que “o projeto em discussão dentro do governo não trata de anistia ou perdão, e sim da possibilidade de os clubes quitarem essas dívidas com uma parte em dinheiro, enquanto outra será trocada por formação esportiva, como escolinhas de natação ou de atletismo, por exemplo”. E conclui: “Essa proposta ainda segue em discussão no governo, sem versão final. Assim que concluída, será encaminhada ao Congresso Nacional para amplo debate.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O MENINO QUE MATOU A FAMÍLIA

A morte de uma família pelo próprio filho menor em São Paulo vem cada vez mais sendo comentada nos meios de comunicações e redes sociais. A polícia já chegou a conclusão de que o achado de um par de luvas reforçam as suspeitas de que um garoto de apenas 13 anos deu cabo na vida do pai, da mãe e dele próprio.
Os assassinatos aconteceram em duas casas que ficam no mesmo terreno onde morava a família. Pistas encontradas no local, imagens de câmeras de rua e depoimentos de professores e colegas de classe levaram policiais a concluir que o estudante matou os pais, a avó e a tia-avó, foi para a escola e, na volta, se matou.
O depoimento do melhor amigo de Marcelo, (nome do menor autor dos assassinatos) também de 13 anos, foi decisivo para reforçar a suspeita de crime familiar seguido de suicídio. Ele tinha um plano, segundo o amigo: "matar os pais durante a noite, quando ninguém soubesse, fugir com o carro deles e morar em um lugar abandonado". Conforme o depoimento à polícia, o menino já havia repetido essa história várias vezes e voltara ao assunto recentemente.
O pai do garoto, Luiz Marcelo Pesseghini, de 40 anos, sargento da Rota, foi morto de bruços, como se estivesse dormindo. A mãe estava de joelhos sobre a cama. A avó, Benedita Oliveira da Silva, de 65 anos, e a tia-avó Bernardete Oliveira da Silva, de 55, estavam deitadas na cama, cobertas. Marcelo estava sobre a provável arma do crime e segurava a pistola .40 com a mão esquerda. Todos morreram com um tiro à queima-roupa na cabeça. "Se fosse crime comum, as vítimas seriam acordadas. Teria havido reação, briga, e não foi isso que se evidenciou", disse Itagiba. Os policiais estranharam o sumiço do Corsa Classic, que pertencia à mãe de Marcelo. Buscas localizaram o carro ao lado da escola em que o menino estudava, o que indicaria que ele teria dirigido até o local depois de matar os pais.
As chaves do carro foram encontradas no bolso de uma jaqueta de Marcelo.  Apesar de todas as investigações terem sido conduzidas com o máximo de atenção e técnica inda há lacunas na investigação. A principal é como o menino conseguiu matar os quatro familiares sem despertar reação. Ainda existe a hipótese que ele tenha sedado os parentes.
O que dizer de uma crueldade dessas?
Isso pode se classificar como um transtorno de personalidade como há mais de um século é dito pelos pesquisadores do campo mental, que dela se valem para apontar uma modificação no limite entre a neurose e apsicose ou, como diriam alguns, na linha de demarcação entre a razão e a loucura.
A única coisa que sei é que pessoa atingida por esta síndrome apresenta um sério distúrbio psíquico, principalmente na esfera afetiva, no domínio dos impulsos e nas interações com o outro.
Outra coisa que sei é que este mundo está ficando louco e próximo do fim.

domingo, 4 de agosto de 2013

NOVO SISTEMA DE MOBILIDADE URBANA UM MAU NEGÓCIO


Sinceramente eu não desejava comentar a respeito do sistema viário urbano de Erechim. Uma porque é um problema de engenharia de tráfego que exige estudos, anteprojetos até chegar ao projeto final para execução, e, outra, porque é realmente um assunto mais para técnicos do que para leigos. Pois bem, mas atendendo a inúmeros e-mails para que me manifeste em torno desse assunto tão polêmico, como leigo não vou fugir de opinar, mesmo que não agrade a maioria, ou melhor, não agrade aqueles que defendem, por exemplo, a execução do projeto encomendado pelo Poder Executivo, cuja maioria da população não conhece.
Vamos lá. Acho que as mudanças propostas não são as ideais e se a administração continuar obstinadamente defendendo as alterações como está no projeto vai, logo ali adiante, quebrar a cara.
Para que o Município possa realizar o projeto e como não dispõe dos recursos foi buscá-los junto a Caixa Econômica Federal, através de empréstimo no valor de R$ 14,8 milhões, para ser pago em 24 anos, ou seja, 288 meses, a juros e taxas de 9% cujo cálculo ao final soma R$ 32,1 milhões.
Portanto, o total de endividamento do Município com a Caixa no prazo dos 24 anos elevar-se-á somando capital financiado mais juros e taxas para R$ 47 milhões, uma verdadeira bola de neve. Agora, veja como vai ficar no frigir dos ovos: nessa transação existe um período de carência de 48 meses. Nesse decurso de tempo somente de juros e taxas o valor será de R$ 111,6 mil que somados a R$ 62 mil, o total, de R$ 173,6 mil será o quanto o Município terá de pagar mensalmente após a carência de quatro anos. Em resumo, para cada Real financiado, o Município pagará R$ 3,20 (três reais e vinte centavos). É um péssimo negócio. Além disso, as mudanças não vão resolver coisa nenhuma. Imagina você descendo a Av. Mauricio Cardoso, ao chegar na esquina da Catedral, não poder continuar contornando a Praça da Bandeira para atingir a Av. Sete de Setembro, ou Av. Pedro Pinto de Souza. Terá, pelo projeto, dobrar á direita, tomar a Av. Uruguai, entrar na Aratiba, dobrar a esquerda para ingressar na Salgado Filho para atingir a Pedro Pinto de Souza. Não vai funcionar. Considerando ainda mais, que a Comte. Kraemer, Uruguai, Valentim Zambonato, Pedro Álvares Cabral para ficar somente nessas quatro, passarão a ter mão única. Isso sem falar na instalação de mais de uma dezena de semáforos.
Não vai dar certo!
Além disso o custo final estimado em R$ 47.038.572,20 (quarenta e sete milhões, trinta e oito mil, quinhentos e setenta e dois reais e sessenta centavos) é, me desculpe o termo, um despropério.
Outro detalhe. As prestações mensais que terão de ser pagas de R$ 173.665,60 estão vinculadas as Receitas e Quotas do Fundo de Participação dos Municípios. Isto quer dizer que já na distribuição a Caixa Federal fica com a sua parcela, não tem como o Município deixar de pagar.
Portanto, antes de ser colocado em execução o novo projeto de mobilização urbano, era de se repensar para não se arrepender logo adiante. Como o empréstimo será feito por 24 anos, faça você mesmo a conta quantas administrações passarão até a sua liquidação total.
LIQUIDAÇÃO DO BANCO RURAL
O Banco Rural, epicentro do chamado "núcleo financeiro" do mensalão, teve sua liquidação decretada pelo Banco Central, na sexta-feira última. Em 2005, o banco foi acusado de abrir e manter contas de pessoas e empresas ligadas ao maior escândalo de corrupção da história do País. O BC ressaltou também a existência de "graves violações" às normas legais e de estatuto do setor e os "sucessivos prejuízos" como motivos para a ação. Ao apresentar recorrentemente balanços no vermelho, a instituição sujeitava os credores a um "risco anormal". Segundo o BC, pesou também na tomada de decisão, a falta de um plano viável para a recuperação da situação do banco.
Com a ação, os bens dos controladores e ex-administradores do Rural, um total de 18 pessoas, ficam indisponíveis. A liquidação atinge ainda as demais empresas que fazem parte do conglomerado financeiro: o Banco Rural de Investimentos S/A; o Banco Rural Mais; o Banco Simples; e a Rural DTVM.
Ao contrário do que acontece usualmente com instituições em dificuldade, o BC optou desta vez por decretar a liquidação diretamente, sem passar antes pelo trâmite burocrático de intervenção na instituição financeira. Agora só falta o STF mandar para a cadeia os já julgados e condenados pelo envolvimento no esquema "mensalão".

quinta-feira, 1 de agosto de 2013



OBA! O CASTELINHO VAI SER RECUPERADO

Talvez eu tenha sido o mais crítico dos críticos sobre a falta de conservação do Castelinho, símbolo municipal, objeto de punição do ex-prefeito, Antônio Dexheimer, que foi punido severamente pelo Tribunal de Contas do Estado por não deixar a casa cair. Lembro que na época o município gastou (sem licitação) em torno de R$ 30 mil, uma bagatela para o que historicamente representa aquela construção.

Agora, fico sabendo pelo nosso jornal Bom Dia que em cerimônia realizada no gabinete do prefeito, Paulo Polis, houve a assinatura do contrato com a empresa que vai restaurar o Castelinho, patrimônio histórico do município.

Boa prefeito, é disto que a comunidade gosta. Se não for pedir demais, quem sabe agora chegue a vez de uma arrumação no prédio da prefeitura. E para não perder o foco, alcançado estes objetivos, outro problema sério a ser resolvido é o do antigo prédio dos Correios, apontado por este colunista em várias oportunidades, e transformado no mais lacrimável e inconveniente prédio há anos vazio, responsável pela melancólica e sinistra aparência na Av. Salgado Filho, quase ligado á Prefeitura. Mais parece a casa do Vampiro do que outra coisa.

Eu fico imaginando como uma empresa como o Correio deixa abandonado um patrimônio que poderia servir para algo útil á comunidade. Por que não cede em comodato para que o município aproveite e ali instale, quem sabe, a Secretaria da Saúde? que convenhamos, mereceria uma localização mais condizente.

Tudo é uma questão de contenda, luta e interesse em querer resolver o grave e microcéfalo problema.



SOS CAMINHONEIRO

Estamos negociando com a Agência Radioweb, a maior agência de notícias para rádios do Brasil o programa SOS Caminhoneiro de nossa produção e apresentação há 18 anos, em 46 emissoras do interior do RS, constituindo-se em importante noticiário de informação e sintonia obrigatória entre os transportadores de cargas. O imediatismo mágico do rádio faz com que os ouvintes caminhoneiros possam estar sempre bem orientados. Todas as pesquisas observam que os caminhoneiros são personagens consideráveis no desenvolvimento do País, uma vez que respondem pelo transporte de cerca de 6% de todo o PIB (Produto Interno Bruto) da economia nacional.

Mais de 60% da produção brasileira, portanto, é distribuída via caminhão, por  isto é muito importante trabalhar com esses profissionais,  pois eles é quem movem o Brasil. Temos sido ao longo desses anos um companheiro de viagem inseparável dos caminhoneiros. Se as negociações que estão em fase final se compeltarem, cerca de 2.007 emissoras de todo o Brasil transmitirão o SOS CAMINHONEIRO para um público de 113 milhões de brasileiros.



PARA CONCLUIR

Apresento-lhes a mais inteligente resposta aos que criticaram o Papa na sua viagem ao Brasil. O autor é o apresentador de televisão Jô Soares. Diz ele: "Não sou católico, e nem estou defendendo o catolicismo, mas fico impressionados ao ver a quantidade de gente ofendendo o Papa chamando-o de hipócrita por andar em um carro simples.

Então ser sincero é o que?

Andar de avião particular como o "Bispo" Macedo?

Dirigir carros milionários como o "Pr" Silas? e depois pedir oferta na TV dizendo que precisa desse dinheiro para a "Obra?

Se hospedar em hotéis cinco estrelas na Europa com a desculpa de "pregar" como o R.R. Soares?

Por favor, se querem julgar, olhem primeiro para os seus "paradigmas" antes de acusar os outros".