sábado, 15 de setembro de 2012


 
PADRE MARCELO: EXPOENTE RELIGIOSO MAIS
INFLUENTE

Uma enquete feitam pela página do IG apontou o padre Marcelo Rossi como expoente religioso mais influente do País. Recebeu quase a metade dos votos dos internautas. A outra parte ficou dividida entre os cinco líderes evangélicos, como o pastor Silas Malafaia, da Igreja Assembleia de Deus como o mais votado. A pesquisa realizada pelo iG baseada no conceito de real time , que proporciona uma interação completa e em tempo real entre todos os usuários do portal, apontou o padre Marcelo como o expoente religioso mais influente do Brasil na atualidade. Após três dias de pesquisa e mais de 113 mil votos computados, ele recebeu 55.330 votos dos internautas do iG .

Na  segunda posição ficou o pastor  Silas Malafaia , representante da igreja Assembleia de Deus, com 30.860. O Líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo ficou na terceira posição, com 15.345. Na sequência aparecem o apóstolo Valdemiro Santiago , da Igreja Mudial do Poder de Deus, com 6.114; a bispa  Sonia Hernandes , da Igreja Renascer em Cristo, com 4.201; e o missionário  David Miranda , da Igreja Pentecostal Deus é Amor, com 1.306.

Único líder católico entre os seis candidatos, Marcelo Rossi recebeu aproximadamente metade dos 113.156 votos da enquete. A segunda parte dos votos ficou dividida entre os outros cinco líderes, que representam correntes evangélicas diferentes.

Segundo o Censo 2010, em 10 anos, o número de católicos no País passou de 73,6% para 64,6% dos brasileiros. Em 1872, quando foi feito o primeiro recenseamento, esse percentual era de 99,7%. Em contrapartida, cresce a massa de evangélicos. Em 2000, eles eram 15,4% da população e no último levantamento, 22,2%, um aumento de 16 milhões de pessoas.

A plataforma da enquete é baseada no conceito real time, que promove uma interação completa e em tempo real entre todos os usuários do portal. O leitor pode participar e conferir de que forma todos os outros usuários estão votando simultaneamente. Assim, é possível acompanhar os resultados e medir as mudanças de humor dos internautas em relação aos principais temas do Brasil e do mundo.

A tecnologia, criada pela IBT, empresa que pertence à Brztech, da qual faz parte o grupo português Ongoing, reduz o tempo entre a ação do usuário e a visualização, eliminando os atrasos decorrentes da atualização de páginas e de publicação. O grupo Ongoing é controlador do portal iG .

Em agosto, os internautas do iG participaram de outra enquete para escolher qual foi o pior prefeito de São Paulo nos últimos 20 anos: Luiza Erundina, Paulo Maluf, Celso Pitta, Marta Suplicy, José Serra ou Gilberto Kassab? A senadora Marta Suplicy (PT), ex-prefeita da capital, teve o maior número de votos.

Outra enquete queria saber qual presidente fez mais pelo País: José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula ou Dilma Rousseff. Com mais de 100 mil votos, FHC foi o escolhido .

Em meio ao mensalão, no início do mês, o iG também perguntou qual ministro do julgamento era o mais polêmico: Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, José Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello ou Rosa Weber? Toffoli foi o mais votado .

É uma pena que o IG não fez ainda, e deveria fazer, uma enquete para saber qual foi o pior governador do Rio Grande do Sul nas últimas décadas? Seria preciso adivinhar quem foi? Responda você mesmo prezado leitor. Acho que você pensa como eu: Tarso Genro.

Não desejo ser insistente na minha antipatia pelo político governador, mas o que ele fez e continua fazendo com os professores é uma ignomínia. E podem esperar uma nova greve programada pelo Cepers. Acontecerá antes do final do ano. A expectativa agora é saber do resultada da Adin (ação de inconstitucionalidade) que ele e mais meia dúzia de governadores moveram no STF - Supremo Tribunal Federal - contra a Lei do Piso Nacional que ele mesmo concebeu quando Ministro da Educação, assinou, não cumpre e o que é mais grave, não quer reconhecer como legal.

 

 

 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012


JUSTIÇA CONDENA SECRETÁRIA DE TARSO
Vocês lembram quando a governadora Yeda Crussius  foi maldosa e impiedosamente atacada de ímproba pela deputada Stela Farias, hoje Secretária de Administração do governo Tarso Genro? Lembram, não é? Pois, a deputada que passou os quatro anos daquele período açoitando avergozamente a governadora, a caba de ser condenada pela Justiça de Alvorada, município da Grande Porto Alegre, em uma ação movida pelo Ministério Público pelo mesmo crime que ela queria que fosse imputado a senhora Yeda Crussius: improbidade administrativa.
Entenda o caso.
Quando a deputada estadual e Secretária de Administração, Stela Farias, era prefeita em 2004 de Alvorada, numa medida estranha e despropositada, fez uma aplicação mal feita de dinheiro que pertencia ao Fundo de Previdência dos Servidores, no valor de R$ 3,0 milhões, sem autorização.
Como se o dinheiro fosse da prefeitura, a então prefeita  aplicou no Banco Santos S/A, instituição privada, sediada em São Paulo, que em novembro do mesmo ano sofreu intervenção financeira, decretada pelo Banco Central do Brasil, com retenção do capital aplicado, assim como dos rendimentos auferidos.
Todo mundo sabia que o banco andava mal das pernas, menos ela. Era o banco que pagava as mais altas taxas de juros. Cinco meses depois  faliu. O Ministério Público de Alvorada ao ser cientificado da irregularidade moveu uma ação contra a prefeita que, passados oito anos, o juiz Roberto Coutinho Borba, titular da 2a. Vara Civil condenou Stela Farias por improbidade administrativa que em linguagem comum quer dizer "desonestidade administrativa".
O que se espera agora é que atitude o senhor Tarso Genro vai tomar. Afinal, uma secretária de seu governo, segundo a Justiça é ímproba, e sendo assim, do ponto de vista ético, moral e político, teria que ser afastada. Mas, ela é também deputada. Gostaria de saber se a Assembleia Legislativa vai levar essa questão para a Comissão de Ética.
A secretária Frias desde a CPI do Detran, CPI da Corrupção, dos Pardais, pedido de empeachment (impugnação de mandato) se notabilizou por acusações falsas permanentes e subsequentes contra a governadora Yeda Crussius, afirmando que ela havia cometido atos de improbidade. Ironia do destino, a governadora não tem nenhuma ação contra ela tramitando na justiça. No entanto, a deputada não só era acusada de ímproba como acaba de ser condenada.
A condenação prevê, também, o pagamento de multa em valor correspondente ao triplo da remuneração que recebia em razão do cargo público que exercia em 30/6/2004, época do fato indicado pelo Ministério Público Estadual na ação ajuizada.
O Juiz de Direito Roberto Coutinho Borba, declarou que a ré Stela Beatriz Faria Lopes, cometeu ato de improbidade administrativa, na forma do caput do artigo 11 da Lei 8.429/92.
Sentença
Ao reconhecer o ato de improbidade administrativa, na forma do artigo 11, caput, da Lei 8.429/92, o Juiz concluiu que o Poder Executivo Municipal incorreu em ato irregular ao proceder à aplicação financeira de recursos do Fundo de Previdência dos Servidores Municipais de Alvorada em instituição não oficial. É de notório vislumbre a desconsideração ao preceito legislativo municipal, diz a sentença. Ao desconsiderar o texto legal expresso, não há como deixar de reconhecer violação ao princípio constitucional da legalidade.
O magistrado destacou que, no âmbito do Direito Público, o princípio da legalidade ostenta acepção diversa em relação ao Direito Privado. Enquanto os particulares podem fazer ou deixar de fazer tudo aquilo que não for defeso (proibido) em lei, a atuação da Administração Pública está adstrita à existência de autorização legal para tanto, diz a sentença. Logo, se inexiste autorização legal, vedada a atuação do gestor público.

AS AÇÕES CONTRA AS TELEFÔNICAS

Recebo E-mail de um fraterno amigo residente em Brasília que acompanha minhas colunas pela internet e com quem convivi durante quatro anos, durante nossa passagem pela capital da República como servidor da Câmara dos Deputados.

Nesse E-mail ele manda me dizer o seguinte: "Prezado Amigo!

Gostei do comentário a respeito do cancelamento de uma linha celular, é assim mesmo. Mas estou escrevendo para te passar uma ideia. Há muito tempo tenho pensado sobre ela. Vamos lá: Quem fica em aeroportos esperando avião, que tem problema com linha telefônica; quem tem problema com plano de saúde e outros, pergunto: Por que a multa quando aplicada o beneficiário é o governo? Somos nós que ficamos como náufragos ao mar esperando uma atitude de benevolência deste pessoal das companhias, telefonia e outras. Não acha que deveríamos ser nós os beneficiados com o ressarcimento através de valores arrecadados com ás multas? Um abração".

Pois eu acho que sim. Aliás, depois de um ano ganhei uma ação na Justiça de uma empresa de telefonia celular que me fez passar por um constrangimento desses que você fica "P" da vida. Fui parar no SPC e SERASA por uma conta que não devia e que já havia liquidado. A Justiça empilha centenas de processos, a maioria contra concessionárias de telefone tudo pelo péssimo atendimento oferecido ao usuário e a falta de respeito com o contratante do serviço. Para comprovar ao afirmado acima recolhi uma informação que bem espelha os problemas que levam as pessoas a procurar o Juizado Especial Civil porque não conseguem resolvê-los com os atendentes das empresas concessionárias.

Para se ter uma ideia do movimento da JEC abaixo transcrevo alguns números somente dos meses de novembro e dezembro de 2011 aos quais tive acesso.

Foram realizadas no período 497 audiências, sendo que desse total 278 (55%) eram contra empresas de telefonia.

Em apenas um dia, 7 de novembro do ano passado, foram atendidas 92 pessoas, 45 das quais (48%) com problemas com questões de telefone. E se formos verificar, ainda hoje, no cartório da JEC podemos constatar pilhas e pilhas de processos movidos contra Oi, Brasiltelecom, Claro, Tim, Vivo, GVT, todas. As ações são as mais diversas: cobranças indevidas, falta de prestação de serviços etc.

No mês passado, eu mesmo,  ao tentar contratar os serviços de telefonia fixa e tv a cabo da Oi, não consegui depois de esperar cerca de 30 dias. Nesse período compareci ao escritório local - sem exagero - uma dez vezes. Cansei! Desisti, tamanha a incompetência do setor comercial da empresa que não sei até hoje o porquê da não liberação da linha. Nada contra o atendimento local. O problema era em Porto Alegre, pois sempre que o pedido era encaminhado via sistema on-line, ao mesmo tempo rejeitava e constava como cancelado. Cheguei a falar até mesmo com o superintendente da companhia, mas de nada resolveu. A única explicação que me deu foi que havia um problema no sistema.

- Sim, mas era somente comigo? E as dezenas de pedidos que são encaminhados diariamente como não apresentavam problema? Não soube me responder!

Ainda fui tolerante, aguardei mais dois dias e acabei cancelando definitivamente o pedido. A impressão que fica é que as empresas não estão nem ai e que o faturamento que elas arrecadam já é o suficiente e não necessitam m ais ampliar sua clientela.

Eu recordo que no tempo da antiga CRT haviam problemas, sim, mas o assinante era muito mais bem tratado. Não se empilhavam processos na Justiça para que as questões fossem resolvidas.

domingo, 9 de setembro de 2012

FALTAR COM A PALAVRA

"Quando fizer o bem, faça-o aos poucos. Quando for praticar o mal, faça-o de uma vez só". Este pensamento é de Maquiavel.
O governador do Estado, Tarso Genro, está enquadrado nos dois sentidos do pensamento do historiador, poeta, diplomata e músico italiano do Renascimento. Primeiro, por ter sido o mentor da Lei 11.738 que estabeleceu o piso salarial dos professores e, segundo, porque entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a lei que ele mesmo assinou. A ação foi impetrada dia 4 último no Supremo Tribunal Federal (STF) e questiona o Artigo 5° da referida lei, que trata do cálculo do reajuste do piso.
Os trabalhadores em educação da rede pública do Rio Grande do Sul foram surpreendidos pela decisão de Genro que, segundo os professores, não honra o compromisso assinado, e deixa uma das mais importantes categorias de trabalhadores do Estado no limbo. “A lei agora está sub judice. A Adin é assinada também pelos governadores de Mato Grosso do Sul, Goiás, do Piauí, de Roraima e Santa Catarina. O relator do processo no STF será o ministro Joaquim Barbosa.
Se o STF acatar o pedido dos governadores e derrubar o artigo que regulamenta o reajuste, cada estado poderá definir um cálculo para corrigir o piso, o que representará perdas para os professores e os governadores criam um problema para eles mesmos, porque não existindo mais o balizador do reajuste, cada estado vai fazer a sua luta e vai ter muito mais greve.
Em parte é bem feito para os professores, desculpem ter que usar deste termo. O Cepers que sempre, ou quase sempre defendeu e se constituiu  uma célula do PT, está cortando sua própria carne. Não faz muito tempo a Dietora Geral do 15º. Núcleo do CEPERS Sindicato/Erechim, Celita Ignêz Casagrande em manifestação a imprensa agtravés de nota assinada disse: "Com certeza, o Lobo com pele de cordeiro se tornará inesquecível em 2014, não só pelos educadores como também, pela população gaúcha. Além do fato, de forma pouca democrática impôs a sociedade gaúcha e aos educadores uma reestruturação do Ensino Médio, que compromete o futuro das novas gerações. Pelo fato de não ter cumprido a sua própria Lei em 2014, a dívida do Estado com os professores estará em 4 bilhões. Alguém no governo um dia deverá arcar com essa irresponsabilidade política educacional. Quem viver verá!"
E as obras do Rio Campo pararam? Ou para continuar teremos que enfrentar mais um racionamento?
São essas ações inconsequentes de um governo que o tornam desacreditado e torpe. Essa lábia política é que a população tem que repudiar. E ninguém dá uma explicação à população do porquê da paralisação das obras!?
Há falta de recursos para as indenizações das propriedades por onde vai passar a tubulação? Não há licença do meio ambiente? Afinal parou por que? Por que parou?
 
Os gastos com publicidade
Até o final do mês de abril, portanto em quatro meses de 2012, o governo estadual gaúcho havia gasto R$ 18,3 milhões em publicidade.
É uma orgia de gastos com propaganda. Em todo o ano passado, foram R$ 21,3 milhões. No último ano do governo Yeda Crusius, 2010, a soma chegou a R$ 23,4 milhões.
O dinheiro é apenas da administração direta, o que significa que não inclui nessa conta o Banrisul ou CEEE. E tem gente que ainda bate palmas para esse governo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012


20 DE SETEMBRO

Concluídas as comemorações da Semana da Pátria, ingressamos em outra festividade cívico-cultural, a Semana Farroupilha, ocasião em que são exaltados os feitos dos gaúchos na Revolução Farroupilha ocorrida em 1835, que segundo alguns historiadores não foi, como parece ao primeiro exame, um movimento provinciano e separatista. Ao contrário, nacional e universalista. E interessante, os mais destacados pregadores e chefes da República Rio-grandense não eram gaúchos: Domingos José de Almeida, Ministro da República  era mineiro e cognominado "cérebro da revolução"; Marciano Pereira Ribeiro, presidente da Província após o golpe de 20 de Setembro, outro mineiro; João Manoel de Lima e Silva, general comandante do exército republicano, fluminense; José Mariano de Matos, Ministro da República, fluminense, José Pinheiro de Ulhoa Cintra, Ministro da República, mineiro; Antônio Coelho de Souza, tenente-coronel do exército republicano, paulista; padre Inácio Francisco Xavier dos Santos, vigário da república, pernambucano. Depois tinham os estrangeiros: Tito Livio de Zambeccari, conde, geógrafo, filólogo e jornalista, italiano; Luís Rosseti, jornalista, italiano; José Garibaldi, comandante em chefe da esquadrilha republicana, italiano; D. André Lamas, diplomata uruguaio;D. Manoel Ruedas, jornalista, argentino.
A Guerra dos Farrapos foi um grande surto ideológico como o fdoram a Guerra da Independência, na Nova Inglaterra; a Grande Revolução na França; a Conjuração Mineira, a Revolução Pernambucana, a Revolução Baiana, no Brasil etc... A República inspirou e arrastou os próceres dessas insignes epopéias, à vitória ou ao sacrifício supremo. Alguns foram decapitados, , outros tombaram a tiros de fusil; todos, porém, triunfaram, quando a posteridade lhes realizou os nobres e grandiosos intentos. Não devemos, pois, esquecê-los e, muito menos, desprezá-los. Somos, hoje, o que, ontem, eles desejaram . Tudo creditemos à sua bravura e aos fatos.
Os farrapos lutaram contra o poderio monárquico e jamais contra a nação brasileira, de que eram parte integrante.
O maior herói do Estado foi o general farrapo Bento Gonçalves da Silva, Foi ele que,  por dez anos, entre 1835 a 1845 comandou o maior dos conflitos enfrentados pelo império brasileiro no século 19.
Vale a pena recuar a essa década de guerra e de histórias de amor. Pela importância, até hoje esse episódio vivido pelos gaúchos é o mais conhecido nacionalmente. Em 1834, a Província de São Pedro do Rio Grande do Sul tinha 150 mil habitantes. Porto Alegre a capital, tinha cerca de 15 mil. Os estancieiros, que forneciam os principais produtos, estavam revoltados. O charque é caro por causa das altas taxas de importação.
Os impostos sobre légua de terra são cada vez mais pesados. O charque dos castelhanos ganha facilidade na alfândega brasileira. O imposto sobre o sal é alto. Fernandes Braga era o presidente da província, nomeado pelo Império. E o comandante das armas era o marechal Sebastião Barreto. Os dois governam com mão de ferro. Logo se tornaram inimigos de Bento Gonçalves, deputado federalista e coronel das milícias, filho de um rico estancieiro. O Rio Grande do Sul fica dividido entre farrapos e caramurus.  Instalado na Estância do Cristal, Pedras Brancas, hoje município de Guaíba, Bento Gonçalves conspira e cria estratégias militares. Tem, entre os companheiros, Domingos de Almeida, Lima e Silva, Bento Manoel, Onofre Pires, David Canabarro. No dia 19 de setembro de 1835, Onofre Pires e seus 400 homens, entre eles o Cabo Rocha, derrotam os imperiais comandados pelo Visconde de Caramuru. Bento Gonçalves atravessa o Guaíba e no dia 20 de setembro, desfila pelas ruas de Porto Alegre como chefe do exército de ocupação. Fernandes Braga foge para Rio Grande. Estava começando a guerra que iria durar dez anos. Aqui em Erechim a Semana Farroupilha é comemorada sob os auspícios dos vários CTGs. O acampamento na esplanada do Seminário de Fátima já é uma tradição de sucesso e um dos grandes eventos regionais que recebe turistas de vários estados do país.

terça-feira, 4 de setembro de 2012


ESCOLA DE BELAS ARTES OSVALDO ENGEL

A Escola de Belas Artes Osvaldo Engel comemora a 12 de setembro próximo, 52 anos de criação através de Lei Municipal assinada pelo prefeito da época José Mandelli Filho, sob a inspiração de seu irmão Pedro Paulo Mandelli, seu primeiro diretor. A Escola desde então sempre esteve subordinada a administração direta da Prefeitura Municipal de Erechim. Em 1969 chegou a ser transformada em Autarquia pelo falecido prefeito Irany Jaime Farina que meses depois a extinguiu e propôs que passasse a denominar-se Escola Municipal de Belas Artes Orvaldo Engel, em homenagem ao notável pianista falecido em 1969 de um acidente vascular cerebral.

A nossa Escola de Belas Artes possui matriculados cerca de 700 alunos que aprendem artes visuais, dança, música e teatro. Seu corpo docente conta com 26 professores e cinco funcionários para atender a área administrativa. Entre tantos alunos que passaram pela escola figuram dois excelentes músicos e compositores Gildinho e Chiquito, dos Monarcas e Bordoneio, famosos pelas suas apresentações pelo Brasil e exterior.

Desde a sua mudança para o prédio onde está instalada nunca mais houve investimento do poder público para que pudesse oferecer melhores condições a maior número de estudantes que procuram aquela escola. Várias tentativas foram feitas para que o estabelecimento passasse a ser uma fundação, mas até hoje tudo não passou de apenas intenção. Para conhecer melhor a Escola de Belas Artes Osvaldo Engel e me inteirar dos objetivos propostos que são: estimular estudantes, familiares e a comunidade à vivência da arte como forma de manifestação cultural, auto-realização e o exercício consciente da cidadania, bem como, a importância da arte no processo educativo, a impressão deixou muito a desejar.

Sem exagero, alunos, professores e funcionários se comprimem no prédio. Contei na parte térrea, um hall de recepção, sala da direção e mais três salas para aulas. No andar de cima a área deve ser a mesma. A área utilizável do prédio não tem mais de mil metros quadrados, para atender os 700 alunos sem contar com  as 100 bolsas que são oferecidas às crianças e adolescentes, cujos pais não possuem condições de pagar. É tudo muito apertado e acanhado.

A receita mensal que entra para os cofres do município segundo apurei junto à escola é em torno de R$ 27 mil, quantia esta que daria, para melhorar as condições físicas da escola. Só que o dinheiro entra para o caixa único da Prefeitura e não retorna na mesma proporção para melhorias e outras necessidades da direção, funcionários e alunos.

Nas comemorações dos 52 anos da noss\ Escola de Belas Artes, vale lembrar o seu patrono Osvaldo Engel nascido na próxima cidade de Gertúlio Vargas, em 01/09/1921, filho de Ewaldo e Bertha Engel, tendo como avós paternos, Luiz e Joanna Engel, e avós maternos Ricardo e Emilia Kreishe, como consta em sua certidão de nascimento.

Aos seis anos de idade iniciou seu aprendizado musical ao violino, com o avô Ricardo. O pai era flautista e a mãe (natural da Boêmia, Áustria), pianista. Dona Berta foi sua própria professora de piano.

Sua primeira apresentação musical aos seis anos tocando piano ao lado de seu pai na flauta foi na cidade de Marcelino Ramos e aos oito anos, transferiu-se para Erechim com sua família, aonde veio residir na Rua Pedro Álvares Cabral, hoje Valentim Zambonatto. Na velha casa de madeira sua família dava aulas e no cinema mudo do avô Kreiche faziam a trilha sonora ao vivo.
Sua formação escolar se deu no colégio Marista Nossa Senhora Medianeira e na Escola Episcopal, hoje Instituto Anglicano Barão do Rio Branco. Além de músico, Oswaldo foi funcionário do cartório Mandelli.

Esteve sempre em cartaz, seja frente a seu Jazz Típica Ideal, Quinteto Lírico ou tocando com a Orquestra de Concertos de Erechim.

Aproveitando esta feliz ocasião, parabenizamos a Escola de Belas Artes Osvaldo Engel  pelos seus 52 anos, torcendo para que os nossos políticos olhem com bons olhos os propósitos de sua direção e funcionários que desejam torná-la cada vez mais influente na educação e arte da nossa juventude.

domingo, 2 de setembro de 2012

AMOR A PÁTRIA
Há 190 anos, evocamos nessa época o nosso amor a Pátria, para lembrar o Grito do Ipiranga  de D.Pedro I quando declarou à Nação  a Independência do Brasil da sujeição portuguesa. Isto aconteceu no dia 7 de setembro de 1822.
A história revela que um cavaleiro partiu velozmente do Rio de Janeiro... Seu destino: encontra Dom Pedro e entregar-lhe a carta de sua esposa, dona Leopoldina, e de José Bonifácio. Ele era o "Correio da Independência. Paulo Bregaro seu nome.
Preocupada com a ausência do marido, dona Leopoldina presidiu o Conselho de Ministros, chefiado corpor José Bonifácio. Foi quando chegaram de Lisboa notícias e decretos que indicavam a disposição das cortes de obrigá-lo a retirar-se do Brasil. O príncipe devia conhecer imediatamente esses papeis, pensou dona Leopoldina. A princesa e José Bonifácio confiaram a correspondência ao reio especial Paulo Emílio Bregaro. Devia ir rapidamente ao encontro de D.Pedro. Naquele tempo o tratamento de cartas era feito por mensageiros a cavalo, através de longas estradas, que não eram boas como hoje, naturalmente. Pelo caminho o carteiro da Independência trocou de cavalo mais de sete vezes e entregou os papeis nas mãos do Príncipe as 16h, no Sítio do Ipiranga. Esses documentos fizeram D.Pedro decidir-se ali mesmo e proclamar a independência do Brasil. Depois de ler as cartas e decretos, D.Pedro resolveu separar o Brasil de Portugal.
A íntegra da carta de dona Leopoldina estava assim redigida:
29 de agosto de 1822
Meu querido e muito amado esposo!
Mando-lhe o Paulo; é preciso que volte com a maior brevidade, esteja persuadido que não é só amor, amizade que me faz desejar mais que nunca sua pronta presença, mas sim as críticas circunstanciais em que se acha o amado Brasil, só a sua presença, muita energia e rigor podem salvá-lo da ruína.
As notícias de Lisboa são péssimas: 14 batalhões vão embarcar nas três naus, mandou-se imprimir suas cartas, e o povo lisboense tem se permitido toda a qualidade de expressões indignas contra sua pessoa, na Bahia entraram 600 homens e duas ou três embarcações de guerra.
Os ministros de Estado lhe escrevem esta carta, aqui inclusa, e assentou-se não mandar os navios para o Sul porque o Lecor se desmascarou com Moratto e era capaz de embarcar a tropa para Santa Catarina; e sua vinda decidirá depois se quiser mandá-las.
Todos aqui estão bem e Maria já sai e Manoela Bernardes a curou muito bem. Receba mil abraços e saudades muito eternas.
Desta sua amante esposa.
a) Leopoldina
D.Pedro tinha apenas 23 anos quando proclamou a independência. Era um jovem inquieto, arrebatado e impulsivo. Mas também cheio de ideais  e um grande amor pelo Brasil.
No pronunciamento do patrono da Semana da Pátria em Erechim, Silvino Záffari, entre outras considerações feitas na abertura da Semana da Pátria na Praça da Bandeira, uma frase ficou marcada para a reflexão de cada brasileiro erechinense. Ele, mais ou menos disse que de nada adianta sermos patriotas se continuam as desigualdades, a falta de liberdade e a falta de segurança, educação, saúde etc.
Ele tocou exatamente na tecla que os políticos não gostam que toquem, mas que é preciso insistir. Embora o governo tenha se esforçado em diminuir as nossas desigualdades, elas continuam a existir.  
O que mais me impressiona nos dias em que estamos vivendo é o crescimento da corrupção e indiferentismo dos políticos para com a falta de reformas. O que amedronta é a míngua de ideal do brasileiro. Sem ideal, não há nobreza de alma; sem nobreza de alma, não há interesse; sem interesse, não há coesão; sem coesão, não há pátria. Uma onda de corrupção desmoralizadora avassala todas as camadas da nossa sociedade e ninguém vai para a cadeia. Hoje, a indiferença é a lei moral; o interesse próprio é o único incentivo.  Cada um quer viver e gozar sozinho, crescer prosperar, enriquecer depressa, seja como for, através de todas as traições por cima de todos os escrúpulos. Isso não pode continuar assim!