quinta-feira, 12 de julho de 2012


ANUÁRIO DE  ERECHIM

Está circulando à cerca de uma semana o "Anuário 2012 de Erechim Polo do Alto Uruguai Gaúcho", da Editora Bota Amarela e Jornal Bom Dia. Trata-se de um dos mais completos guias reveladores do potencial econômico, social e cultural do Município, centro da Região Norte do Estado, formada por 32 municípios.

Erechim que dista 360 Km da capital, Porto Alegre, prestes a completar 100 anos de emancipação, se apresenta como um dos municípios gaúchos com maiores possibilidades para investimentos, pois conta com um distrito industrial com toda a infraestrutura, empregando mais de 6.000 trabalhadores, ligação aérea e rodoviária com os maiores centros do país e Mercosul. Um segundo Distrito Industrial está sendo formado com a aquisição de 61 hectares  de área para a instalação de dois novos distritos: um na região Norte, ás margens da BR-153,. na saída para Concórdia-SC, e oputro no bairro das Três Vendas, na RSC-480, ligando com Chapecó-SC. O "Anuário 2012 de Erechim" é um verdadeiro banco de dados que oferece todas as informações sobre cada setor que compõe as forças econômicas do Município.

Além de contar a história do surgimento da "Capital da Amizade", o anuário registra os últimos dados levantados pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A população local hoje concentra 96.757 habitantes. Destes, 94% vivem na cidade. O número de eleitores ultrapassou os 73,8 mil aptos a votarem nas próximas eleições municipais. Os serviços de abastecimento de água são prestados pela CORSAN, e energia elétrica pela RGE. Pelas ruas da cidade circulam diariamente 57 mil veículos. A renda per capita do erechinense é de R$ 18.952,50 e a economia do município está alicerçada no tripé: indústria, comércio e serviços.

No setor da educação destaque para a URI - Universidade Integrada do Alto Uruguai com 5 mil alunos matriculados entre Ensino Médio, Escola de Educação Básica, Ensino Superior, já tendo formado 12 mil profissionais.

Na saúde conta com dois excelentes hospitais: A Fundação Hospitalar Santa Terezinha e Hospital de Caridade. O Hospital Santa Terezinha é de referência regional para o Sistema Único de Saúde, 180 leitos, 171 médicos, 507 funcionários. O Hospital de Caridade possui 122 leitos, 182 médicos e 425 funcionários. O setor comercial de Erechim contribui com 24,69% da arrecadação do município com seus m ais de 3.800 estabelecimentos comerciais. Na área de turismo e eventos destaca-se a FRINAPE, uma feira multissetorial regional que reúne a cada dois anos 300 expositores. No esporte Erechim orgulha-se em possuir um dos maiores estádios de futebol do interior do Estado, de propriedade do Ypiranga F.C., palco de importantes jogos da dupla Grenal e o C.E.R. Atlântico, a maior força do futsal do Rio Grande do Sul, vice-campeã da Liga Nacional o mais importante torneio de futebol de salão do país.

Outro dado importante levantado pelo "Anuário de Erechim" é a sua frota de veículos. Circulam pelas ruas da cidade cerca de 57.134 veículos (dados de janeiro/2012), sem contar com os que procedem de outros municípios da região.

Outro setor que impulsiona o progresso de Erechim é a Comil, fabricante de ônibus. Seus produtos são conhecidos em praticamente em todos os países da América do Sul e Europa, além da Triel-Ht fabricante de equipamentos para Logística Agroindustrial, Implementos Rodoviários e Viaturas Especiais.

Um outro dado que enaltece o grau de desenvolvimento de Erechim é o setor da construção civil. No ano passado foram liberados pela Prefeitura  1.304 alvarás. Hoje, cerca de 80 prédios estão em fase de construção, mudando a aparência da cidade. Parabéns ao BOM DIA, á sua direção e ao corpo redatorial  do jornal, pelo importante e utilíssimo Anuário de Erechim.

quarta-feira, 11 de julho de 2012


FATOR PREVIDENCIÁRIO

Eu, e milhões de aposentados do INSS já sabíamos que não seria agora, antes das eleições, que os políticos do Congresso Nacional votariam o Projeto de Lei que acaba do o famigerado fator previdenciário da Previdência. Já sabíamos. É óbvio que o assunto uma vez mais morreria na praia. E podem crer, esta lenga-lega vai ficar para o próximo ano.

Apesar de ser considerado prioridade pelo governo, o fim do fator previdenciário só deve ser votado depois das eleições. Por enquanto, o Ministério da Previdência não possui uma proposta fechada para apresentar ao Congresso. Além disso, líderes partidários apontam o período eleitoral como um dificultador para colocar uma matéria polêmica em votação.

As declarações dadas  esta semana à imprensa mostram um descompasso entre a articulação política do governo e a Esplanada dos Ministérios. Enquanto a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirma que pretende fechar acordo na próxima semana para votar a proposta no mês que vem, o titular da Previdência, Garibaldi Alves, diz que a pasta ainda não tem uma fórmula para apresentar ao Congresso.

Garibaldi afirma ser favorável ao sistema chamado Fórmula 85/95, que soma a idade ao tempo de contribuição até atingir o valor 85 para as mulheres, e 95 para os homens. Enquanto isto, a proposta do autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), está parada na Câmara desde 2008. O fator, hoje, reduz entre 35% e 40% os benefícios no ato da aposentadoria.

Em entrevista aos órgãos de comunicação em Brasília, o ministro da Previdência informou que a pasta ainda está coletando os dados para apresentar um modelo. Mesmo se colocando a favor da Fórmula 85/95, Garibaldi ressaltou que ela deve ser modificada conforme o aumento de a expectativa de vida do povo brasileiro.

Para o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), é preciso uma proposta ao Ministério da Previdência para equacionar três problemas: qual será o cálculo para aqueles que estão prestes a se aposentar, o que fazer com os que já se aposentaram e com os que ainda vão ingressar na Previdência.

O ÚLTIMO DISCURSO

A quarta-feira foi uma manhã/tarde de muita expectativa no Senado da República pela notícia da sessão especial para votar a perda de mandato do senador Demóstenes Torres. O resultado foi o previsto: 56 votos a 19, 11 votos a mais, portanto, acima do número necessário. Cinco senadores se abstiveram e um se ausentou. O plenário entendeu, portanto, que o senador quebrou o decoro parlamentar por manter relações estreitas com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro sob suspeita de comandar um esquema de jogos ilegais. Essa é a segunda vez que um senador é cassado na história do País. Antes de Demóstenes, o senador Luiz Estevão, do Distrito Federal, em 2000, teve seu mandato cassado pelo envolvimento no desvio de verbas na construção do prédio do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Com a decisão do Senado, Demóstenes Torres fica inelegível até fevereiro de 2027, de acordo com a Lei da Ficha Limpa que por ironia do destino treve o senador como relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Ele só poderá concorrer a cargos públicos, portanto, em 2028.


terça-feira, 10 de julho de 2012


ERRO MÉDICO

Repercute em toda parte o fato ocorrido em um hospital de Novo Hamburgo a imperícia ou negligência de um médico que, em vez de operar uma das pernas de uma senhora idosa de 87 anos, operou a outra que não havia o problema. Houve erro médico. O erro médico é a falha do profissional no exercício da profissão. É o mau resultado ou resultado adverso decorrente da ação ou da omissão do médico, por inobservância de conduta técnica, estando o profissional no pleno exercício de suas faculdades mentais. Excluem-se as limitações impostas pela própria natureza da doença, bem como as lesões produzidas deliberadamente pelo médico para tratar um mal maior. Observa-se que todos os casos de erro médico julgados nos Conselhos de Medicina ou na Justiça, em que o médico foi condenado, o foi por erro culposo.

O erro médico pode ocorrer por:

a) Imperícia decorrente da falta de observação das normas técnicas, por despreparo prático ou por insuficiência de conhecimentos. Considerar um médico imperito é discutível, tratando-se de um profissional longamente treinado nas escolas médicas e nos programas de residência médica, com no mínimo 8 até um máximo de 11 anos de estudos e prática. É uma premissa que, não sendo aceita, torna-se um agravante;

b) Imprudência quando o médico assume riscos para o paciente sem respaldo científico para seu procedimento;

c) Negligência, é a forma mais frequente de erro médico nos hospitais do governo, onde o doente é um matriculado na instituição e não um paciente do médico, e este negligencia os cuidados por falta de uma relação médico-paciente-familia estreita. Frequentemente se associam imprudência com negligência - induzir uma anestesia sem ter à mão uma cânula para intubação traqueal e oxigênio!

2 - Falha Técnica: esta depende da competência e da dedicação do médico mas também da resposta do paciente que pode falhar, agravada por doença ou situação desconhecida.

3 - Erro doloso: é aquele cometido voluntariamente, sendo inadmissível que um médico o venha a cometer. Trata-se pois de um crime!

4 - Erro diagnóstico: o diagnóstico para ser exato deve ser genérico, pois são desconhecidas as causas de 25% a 30% das doenças conhecidas.

5 - Erro de conduta: o médico não pode errar a conduta (imperícia!). Esta deve ser ajustada a cada momento, seguindo a evolução clínica (diagnóstica ou terapêutica) e de acordo com as respostas a cada momento. Tudo deve ser corrigido passo a passo, em tempo real, para que o desvio seja o menor possível e o retorno ao caminho certo seja mais fácil, rápido e com as menores sequelas.

6 - Erro deliberado: é aquele realizado para tratar mal maior.

7 -Erro profissional: a Justiça assim considera aquele decorrente de falha não imputável ao médico, e que depende das naturais limitações da Medicina que não possibilitam sempre e com certeza o estabelecimento de um diagnóstico exato. A omissão de dados e informações pelo paciente também contribuem para este tipo de erro médico.

8 - Erro técnico: se refere a erro do médico procedente de falhas estruturais, quando os meios (falta de equipamentos) ou as condições de trabalho na instituição por ocasião do atendimento médico são insuficientes ou ineficazes para uma resposta satisfatória. São comuns as falhas dos esfigmomanômetros, dos autoclaves, dos aparelhos de raios-X, dos aparelhos de anestesia, dos aparelhos para ventilação mecânica, das ambulâncias, nas condições de higiene propiciando a infecção hospitalar, etc., e até mesmo a inexistência do próprio leito para o paciente, fato lamentavelmente comum...

A legislação brasileira aprecia o erro médico em vários diplomas:

Decreto-Lei No. 20.931/32 de 11 de janeiro de 1932:"(...)

Art. 11 - Os médicos, (...) que cometerem falta grave ou erro de ofício, poderão ser suspensos do exercício de sua profissão pelo prazo de seis meses a 2 anos e, se exercerem função pública, serão demitidos dos respectivos cargos.(...)"

Art. 159 - Aquele que por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência violar direito ou causar prejuízo a outrem fica obrigado a reparar o dano.(...) No caso da idosa de Novo Hamburgo houve de tudo: imperícia, negligência erro técnico etc. Este Dr. esta fu...zilado.

domingo, 8 de julho de 2012


MÉDICOS PROTESTAM E DOENTES MORREM

A saúde no Brasil continua como sempre esteve: de mal para pior. E faz tempo. Agora agravou-se mais ainda com a greve dos médicos em hospitais federais. Quem teve consulta marcada ficou sem atendimento. Médicos de 40 instituições fazem uma paralisação contra mudanças na carga de trabalho da categoria que já provocaram o cancelamento de mais de 60 mil consultas em todo o país.
No maior hospital público de Curitiba, no Paraná, apenas os casos de urgência e emergência estão sendo atendidos. Só em Curitiba, pelo menos 300 médicos aderiram à paralisação. Segundo a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), o protesto é contra uma medida provisória que interfere na remuneração e altera a jornada de trabalho. Médicos que têm atualmente uma jornada de 20 horas semanais no serviço público,  ao ingressarem na carreira teriam que cumprir 40 horas semanais pelo mesmo valor, ou seja, uma redução de 50% na remuneração. Estima-se que, em todo Brasil, 42 mil médicos ativos e inativos do Ministério da Saúde estão sendo atingidos, além de 7 mil do Ministério da Educação, informou a Fenam. De outra parte o Sistema Único de Saúde uma das principais esperanças e tábua de salvação do brasileiro quando está doente, como não pode pagar um plano complementar particular, porque não ganha o suficiente para tanto, atende mal, de forma deficitária, prosseguindo com muitas falhas, e agora com essa paralisação ficou pior ainda. No Brasil é assim: quando o hospital oferece estrutura, não tem médico; quando tem médico falta ambulância; quando tem hospital, médico e ambulância, não há leitos, e os doentes são empilhados pelos corredores.

É um verdadeiro inferno a saúde pública no Brasil!

O governo, único responsável pelo que acontece na área da saúde não tem feito, ou faz muito pouco, para dar saúde à população. O que existe é mais falácia, discurso, lábia, do que realizações, enquanto os doentes continuam morrendo por falta de assistência. Basta visitar os setores de urgência nos hospitais. Assisti dias atrás pela televisão a imagem de uma moça morrendo, através uma das últimas reportagens do falecido Paulão, da TV-Bandeirantes, por falta de atendimento após levar um tiro na cabeça. Foi uma cena chocante e revoltante. O cinegrafista focou o corpo da jovem agonizando, caída na via pública. Ela não tinha mais que 20 anos. A vítima ficou cerca de uma hora estendida no chão gemendo a espera da ambulância do SAMU. Ao chegar o socorro precisava ver a "velocidade" dos enfermeiros até sair da ambulância e ir onde estava o corpo da moça!  As imagens mostraram tudo e não há como desmentir a má vontade, a rudeza e falta de amor para com o próximo. Imagina uma pessoa com ataraxia, desinteresse, imobilidade, indiferença, preguiça até para caminhar! Pois era assim a cena. O caso foi parecido com  o daquela jovem de 17 anos que morreu na estrada Erechim a Barão de Cotegipe há meses atrás. A diferença é que uma levou um tiro e a outra morreu com o choque da moto contra um automóvel. Pela demora da chegada do socorro, a pessoa acaba morrendo. E nos dois casos foi o que aconteceu. A moça morreu desassistida tudo por que houve a demora da chegada do socorro até o local do fato. Até quando isso vai continuar? O governo, grande vilão nessa história, é sim, o grande responsável pela péssima gestão da saúde no país. Problemas na saúde existem em toda parte, até mesmo em Erechim. Tenho comentado o  bom trabalho da Secretaria Municipal da Saúde, e do Hospital Santa Terezinha. Continuarei a fazê-lo,  até que o desmazelo, incúria e  relaxamento venham a ocorrer.

PARA VOCÊ MEDITAR
"O que me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem caráter, nem dos sem ética.
O que me preocupa é o silêncio dos bons".
(Martin Lutherking)




quinta-feira, 5 de julho de 2012


PEQUENAS CAUSAS QUE ACABAM SE TORNANDO

GRANDES CAUSAS

As ações de pequenas causas devem ser julgadas pelo Juizado Especial Cível (antes chamado de juizados de pequenas causas). O atendimento e os serviços prestados por ele são totalmente gratuitos. Para recorrer a um Juizado Especial Cível, é preciso que o valor do prejuízo não ultrapasse 40 salários mínimos. Do contrário, o seu problema deverá ser encaminhado à justiça tradicional.
Alguns exemplos de ações que podem ser movidas nos juizados especiais: contratação de serviços não efetuados, encomenda de produtos não entregue, protesto de títulos por engano, telefone com problemas não resolvidos, recebimento de cheque sem fundo, problemas com convênios médicos ou multas de trânsito do antigo proprietário do veículo.

Até 20 salários a contratação de advogado é opcional. Se a ação ultrapassar esse valor, a atuação do advogado é requisito obrigatório para ingressar com a reclamação.

Os procedimentos para iniciar um processo são fáceis, a pessoa que sofreu o prejuízo deve apresentar um pedido (oral ou por escrito) na secretaria do Juizado Especial Cível e o atendente irá redigir o pedido de ação para dar entrada ao processo.

Você deve levar RG e CPF, além de todos os documentos que caracterizem alguma prova do dano sofrido, como notas fiscais, cartas, fotos etc. Se achar necessário, o reclamante também poderá indicar testemunhas (no máximo três) para depor a seu favor. Leve também o endereço de cada uma das testemunhas para que a intimação possa ser efetuada.

Registre o pedido e entregue os documentos. A secretaria marcará a audiência de conciliação e julgamento no prazo de 15 dias.

Nem sempre as pequenas causas se tornam realmente pequenas, ás vezes transformam-se em grandes causas, porque o que é para ser resolvido em pouco tempo, acabam sendo julgadas até cerca de um ano depois.

Um leitor me escreve informando que ingressou com uma ação no Juizado Especial Civil em fins de outubro de 2011 contra uma empresa de telefonia móvel. Um mês depois houve audiência de conciliação, não houve acordo, e ao cabo de mais 30 dias (dezembro/2011) o juiz proferiu sentença a favor do autor da ação. A parte ré recorreu em fevereiro de 2012, o processo foi para Porto Alegre e se encontra aguardando julgamento em uma Turma Recursal há quatro meses. Diante disso o leitor indaga:

- Que Justiça Especial é essa que demora tanto para decidir um caso tão simples e tão pouco complicado?

"O dano moral, o constrangimento a vergonha que sofri já aconteceu". Como resposta poderia dizer ao leitor o seguinte: enquanto não houver uma reforma neste país das nossas leis e procedimentos, incluindo a Justiça, cada vez mais vamos nos defrontar com casos repulsivos como o seu. A Revista dos Tribunais nº 730, pg. 207 publica acórdão em uma apelação da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo que diz: "o arbitramento do dano moral é apreciado ao inteiro arbítrio do Juiz que, não obstante, em cada caso, deverá atender à repercussão econômica dele, à prova da dor, e o grau de culpa ou dolo do ofensor".  

Ora, se o Juiz arbitrou uma soma, como você mesmo afirma diante das provas evidentes e incontestáveis a seu favor, e que lhe recompensa pela humilhação sofrida, cuja importância não é fonte de enriquecimento ilícito pelas circunstâncias experimentadas, fim, acabou. Em tese não deveria mais caber recurso. Eu nunca vi ninguém "enriquecer ilicitamente" ganhando uma causa arbitrada em cerca de R$ 8 mil. É exatamente por isto que uma pequena causa acaba se tornando uma grande causa.

Por esta e por outras é que a Justiça brasileira se torna cada vez mais inacreditada, além de vagarosa para julgar, como o andar das tartarugas.




terça-feira, 3 de julho de 2012


FALTAM LEITOS E MAIS MÉDICOS
O Hospital de Clínicas, de Porto Alegre, é o único da rede federal que pode se dizer referência nacional em saúde não só pelas suas instalações, equipamentos e equipes de médicos-professores-especialistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
O Clínicas é um hospital público, geral e Universitário que atende com padrão de excelência, em cerca de 60 especialidades, disponibilizando desde os procedimentos mais simples até os mais complexos a uma clientela formada, prioritariamente, por pacientes do SUS.
Vinculado academicamente à UFRGS, coloca toda a sua estrutura à disposição para o desenvolvimento das atividades de ensino nos níveis médico, de graduação e pós-graduação, contribuindo para a formação de profissionais altamente qualificados.
Desenvolve, ainda, pesquisas biomédicas, clínicas e epidemiológicas, em sintonia com diversos programas de pós-graduação, contribuindo fortemente para o desenvolvimento e a disseminação de conhecimentos nesta área. Atende milhares de pessoas por mês e há épocas em que sua estrutura se torna pequena para tanta demanda. Faltam médicos e mais leitos. Os pacientes se empilham pelos corredores. E o governo nada faz.
Outro dia estava lendo uma reportagem da imprensa da capital que divulgava um dado estatístico muito preocupante. O levantamento apontava que o Estado do Rio Grande do Sul tem 414 cidades com número de médicos abaixo do recomendável, isto é, está faltando profissionais e esta carência vem prejudicando pessoas de pequenas cidades do interior, a maioria delas distantes de polos regionais. A Organização Mundial da Saúde estipula que o padrão mínimo satisfatório é de um médico para cada mil habitantes. Dos 496 municípios do Rio Grande do Sul, apenas 82 se enquadram dentro da média preconizada pela OMS, os demais estão abaixo da média. Não fiquei sabendo se Erechim está fora dessa estatística. Mas, o importante é que, pelo que sei, a situação não é ainda apavorante como em outros  municípios gaúchos. Ou seja, se uma doença grave ou acidente aparece no meio da noite, a saída do paciente é pegar estrada e vir para Erechim. A situação só não é muito grave graças a dois fatores. O primeiro é que a maioria desses municípios carentes de médicos fica próxima — por vezes, aqui ao lado. É o caso de Erechim, que têm especialistas suficientes para atender a dezenas de localidades vizinhas e dois bons hospitais. Outro atenuante é que a maioria absoluta dos 200 mil gaúchos do Norte do Estado residem num rádio de cerca de 80Kms.
Mesmo assim, basta rodar um pouco pelas estradas gaúchas para perceber que faltam médicos. Por quê? Porque depois de formados, profissionais oriundos de pequenas localidades têm um sonho: clinicar numa grande cidade, Porto Alegre, São Paulo...
Buscam as metrópoles, seja porque a especialidade escolhida não teria clientela numa pequena localidade — o que faria um traumatologista numa cidade com 2 mil habitantes e zero acidente por ano? — seja porque o novo médico gosta de conforto inacessível em pequenos lugares. Isso explica por que Porto Alegre tem média de um médico para cada 119 habitantes — um luxo, quase nove vezes o padrão ONU.
O presidente do Cremers, psiquiatra Rogério Aguiar, diz que o cadastro da entidade evidencia como os médicos estão mal distribuídos no território rio-grandense. Ele atribui isso a causas variadas: os jovens formandos não querem abandonar as "luzes da cidade" e exigem bons equipamentos no local de trabalho.
— Até dispensam bons salários, se puderem ficar numa cidade grande. O Conselho vive recebendo pedidos de prefeituras, carentes de médicos — afirma o Dr. Rogério.
O que falta mesmo é o governo cumprir a lei da aplicação dos 12% na saúde. O resto, com o andar da carroça as melancias se ajeitam!

domingo, 1 de julho de 2012


ORDINÁRIO, ÀTOA, DESPREZÍVEL
Um amigo leitor desta coluna me manda um recorte de jornal editado na capital, subscrito pelo empresário Paulo Vellinho e me pede que opinião tenho a respeito.  Li com muita atenção o artigo e é exatamente como ele escreve e opina sobre a nossa mediocridade. É isso mesmo: "Ficamos felizes por sediar a Copa de 2014,  para gastar o que não temos, em vez de nos angustiar com os 40 ou 50 milhões de brasileiros que vivem sob o guarda-chuva do Bolsa Família. Orgulhamo-nos em razão de ser um dos integrantes do Brics, mas não nos envergonhamos de ocupar a 75ª posição do IDH - Índice de Desenvolvimento Humano".
Eu acrescentaria mais: alardeamos que somos o estado mais politizado do Brasil e, no entanto, os nossos partidos políticos são verdadeiros balcões de negócio. Quando, há anos atrás, imaginaríamos que partidos de esquerda se juntariam aos de direita e vice-versa?
Infelizmente vivemos uma época em que tudo, ou quase tudo é ordinário,  à toa, desprezível. É por isto que as pessoas cada vez mais se omitem e se afastam de pertencer a uma sigla partidária. Não há mais cumprimento de programa partidário, não há mais ideologia. Aliás, há bastante tempo que políticos filiados a partidos utilizam-se dos meios mais escandalosos possíveis para alcançar os seus fins. Veja-se por exemplo o caso do mensalão, e o recente escândalo do bicheiro Carlinhos Cachoeira!
Desde dezembro/2011, Dia Mundial de Combate à Corrupção, a coleção de casos de desmoralização política  envolvendo 290 parlamentares, chefes do executivo, burocratas, lobistas, empresários, juízes, entre outros personagens, soma 59 fatos comprovados.
Pois é, foi-se o tempo em que ser filiado a um partido político era um galardão. Passou-se o tempo de lideranças como Leonel  Brizola, Teotônio Vilela, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, e tantos outros. E na nossa aldeia não é diferente. Nos últimos anos que liderança política surgiu em Erechim?
Até para escolher quem seria o candidato de oposição a prefeito foi uma dificuldade!
À última hora, quando já se esperava uma eleição de um candidato só, eis que surgem como candidatos de oposição os nomes do vereador José Rodolfo Mantovani, (PP) e ex-secretário municipal do Meio Ambiente Waldemar Dornfeld (PSDB) para vice. Oito partidos formam oposição: PP, PSDB, PTB, PSD, DEM, PV, PHS e PR .
Ambos foram ungidos pelos convencionais na noite de sábado, no Clube Caixeiral, último prazo para oficialização de candidatos.
A expectativa agora é saber como se comportarão as candidaturas nesses próximos 90 dias que nos separam do pleito. Certamente a oposição vai se utilizar dos fatos mais ruidosos ocorridos na administração Polis-Ana: as denúncias  de parte do Ministério Público, o afastamento de quatro secretários por ordem da justiça e a exoneração de 50 CCs.
A campanha tem tudo para ter um bate-boca constante nos programas de rádio e TV.
A Justiça Eleitoral já homologou o calendário para ás eleições. O pleito será realizado no dia 7 de outubro, um domingo.
Até quinta-feira, 5 de julho - data limite para registro dos candidatos, pelos partidos ou coligações. No dia seguinte, passa a ser permitida a realização de propaganda eleitoral, como comícios e propaganda na internet (desde que não paga), entre outras formas.
Até 18 de julho - data limite para a impugnação, seja por adversários, partidos políticos, coligações ou pelo Ministério Público, do registro dos candidatos. A propagando gratuita no Rádio e TV iniciará dia  21 de agosto encerrando-se em 4 de outubro, três dias antes da realização do pleito.  de outubro Eleições  e 19 de d6 de outubro de 2012 -Acaba o prazo para propaganda mediante alto-falantes ou amplificadores de som, bem como para distribuição de material gráfico e promoção de carreatas. 7 ezembro - Data limite para a diplomação dos eleitos.