quinta-feira, 15 de março de 2012

POCA VOIA DE LAVORAR
Poca voia de lavorar”, no dialeto italiano de nossa região significa, pouca vontade de trabalhar. Pois é assim que classifico o serviço que a prefeitura está fazendo na frente do Castelinho, no conserto da calçada, esburacada, por sinal.
Sexta-feira, 9, portanto há sete dias, passando pelo local constatei que quatro trabalhadores estavam removendo as lajotas danificadas e soltas, substituindo por outras mais novas, o que, aliás, todos deveriam fazer antes que chegue o inverno e o período das chuvas. Passei novamente pelo mesmo local, ontem, e o trabalho ainda não havia sido concluído. Se meu avô passasse por ali diria: que poca voia de lavorar!!!
Tenho a impressão de que o descaso é proposital para que a crítica seja feita a administração municipal, e a Secretaria de Obras não se dá conta disso. Quem passar por lá vai verificar que há um monte de areia e as lajotas encostadas na mureta  a espera de serem colocadas. Apenas uma parte do serviço foi feito.
Por outro lado, vocês observaram como ficou bonita a nova calçada em torno da catedral? É uma pena que o mesmo padrão de mosaico não possa seguir por toda a Av. Maurício Cardoso e transversais. Mas, que ficou bonito, ficou.
Em contrapartida, a calçada da quadra da Rua Emilio Grando, de responsabilidade do Colégio Medianeira, que me desculpe sua direção, não ficou legal. Uma parte, ou seja, a metade do passeio, no sentido longitudinal é de pedra portuguesa (irregular) e outra metade de lajotas em concreto. De muito mau gosto. Das duas, uma, ou não há no Código de Posturas do Município regulamentação para esse tipo de melhoria, que todo mundo faz como quer, ou a fiscalização é omissa e estaria fechando um olho para que se estabelecesse no centro da cidade a avacalhação no sentido de que cada um faz os consertos das calçadas a seu bel prazer.
Quero insistir mais uma vez, já que se fala tanto em revitalização do centro da cidade sobre os troncos das árvores que foram cortadas há muito tempo e permanecem nos locais sem que sejam removidos. Como as árvores estavam prejudicando o passeio e a tubulação subterrânea, com suas grossas raízes levantando as lajotas, foram sacrificadas. Mas os troncos lá permanecem. Além de não terem sido consertados os passeios, que são verdadeiras lombadas, os troncos enfeiam aqueles locais. São oito troncos na Rua Rui Barbosa quase na rotatória da Av. Pedro Pinto de Souza, e mais quatro na Rua Emilio Grando. Em algumas horas de serviço uma rertroescavadeira faria a remoção e, se não houver “poca voia de lavorar”, a calçada também poderia ser reparada.

A PONTE ESTÁ PODRE NOVAMENTE

A mídia local voltou a falar durante esta semana sobre as péssimas condições de tráfego na ponte rodoferroviária sobre o Rio Uruguai no município de Marcelino Ramos. São cerca de 400 metros de comprimento ligando a margem do lado gaúcho com Santa Catarina. Com a desativação do trem que antigamente era um excelente meio de transporte de carga e passageiros, a ponte foi adaptada para a passagem de veículos. Para que tal acontecesse foi necessário assoalhá-la. Só que de tempos em tempos a madeira apodrece e há necessidade de repor o madeirame que constitui o piso por onde passam os veículos. E aí começa a enrolação burocrática. O Município de M.Ramos que tem interesse turístico e comercial, e se dispõe a fazer o serviço está encontrando as maiores dificuldades junto ao órgão do governo federal ANTT, - Agência Nacional de Transportes Terrestres - que até agora não liberou a autorização para a obra. Os recursos oriundos do Ministério do Turismo no valor de R$ 100 mil estariam depositados na Caixa Econômica Federal, aguardando tão somente a autorização da ANTT. Pois é nessa hora que deveriam intervir os nossos deputados. Por onde andam?

quarta-feira, 14 de março de 2012

DESEMBARGADOR SE INSURGE E REPÕE CRUCIFIXO
Não queria mais voltar ao assunto, mas dado a relevância da questão que começa a ganhar adeptos protestantes contra a decisão administrativa do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que mandou retirar o crucifixo de Cristo das salas em prédios do Poder Judiciário, recomendaria a leitura do artigo escrito pelo mestre Paulo Brossard, no Jornal Zero Hora, do dia 13 último.
O douto Conselho atendeu postulação da ONG - Organização Não Governamental – formada por um grupo minoritário de mulheres homossexuais, ou lésbicas, invocando a condição de o Brasil ser um estado laico, isto é, quando o Estado é separado da Igreja, causando o maior repúdio da sociedade majoritária cristã católica em todo o país. Aliás, como afirma o Dr. Brossard, a laicidade não é nenhuma novidade, pois já em 7 de janeiro de 1890 o decreto 119-A, da lavra do ministro Rui Barbosa, que, de longa data, se batia pela liberdade dos cultos, nunca houve contestação. Desde então, sem solução de continuidade, todas as Constituições, inclusive as bastardas, têm reiterado o princípio hoje centenário, o que não impediu que o histórico defensor da liberdade dos cultos e da separação entre Igreja e Estado sustentasse que “a nossa lei constitucional não é antirreligiosa, nem irreligiosa”.
O jurista Paulo Brossar sustenta em seu artigo uma coisa fundamental “os crucifixos existentes nas salas de julgamento do Tribunal lá não se encontram em reverência a uma das pessoas da Santíssima Trindade, segundo a teologia cristã, mas a alguém que foi acusado, processado, julgado, condenado e executado, enfim justiçado até sua crucificação, com ofensa às regras legais históricas, e, por fim, ainda vítima de pusilanimidade de Pilatos, que tendo consciência da inocência do perseguido, preferiu lavar as mãos, e com isso passar à História.
No seu artigo “O justo e a justiça política”, publicado na Sexta-feira Santa de 1899, Rui Barbosa salienta que “por seis julgamentos passou Cristo, três às mãos dos judeus, três às dos romanos, e em nenhum teve um juiz”… e, adiante, “não há tribunais, que bastem, para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados”.   Em todas as fases do processo, ocorreu sempre a preterição das formalidades legais. Em outras palavras, o processo, do início ao fim, infringiu o que em linguagem atual se denomina o devido processo legal. O crucifixo está nos tribunais não porque Jesus fosse uma divindade, mas porque foi vítima da maior das falsidades de justiça pervertida.
Pilatos ficou na história como o protótipo do juiz covarde. É deste modo que, há mais de cem anos, Rui concluiu seu artigo, “como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde”.
O Presidente da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RS, Desembargador Alexandre Mussoi Moreira, acaba de se colocar como o primeiro magistrado gaúcho a se insurgir contra a ordem do Conselho da Magistratura, que mandou retirar os crucifixos existentes em dependências do Judiciário. A ordem saiu na semana passada e nos dias seguintes os crucifixos foram todos recolhidos.
O caso ainda não transitou em julgado, porque foi uma ordem administrativa, os recursos internos nem foram examinados e o assunto sequer passou para a esfera judicial. O Conselho da Magistratura atendeu pedido da Liga Brasileira de Lésbicas, grupo marginal dos mais minoritários da sociedade brasileira, que alegou defender os princípios laicos da formatação estatal brasileira, mas que se submete aos princípios cristãos.

sábado, 10 de março de 2012

TIRAR OS CRUCIFIXOS DA PAREDE
Já escrevi e opinei sobre o assunto em comentário anterior e hoje volto a refletir sobre o polêmico tema, tirar o crucifico da parede. Cada um, cada um. Mas, acho que o Conselho da Magistratura do RS, nunca foi tão apedrejado e criticado depois que o desembargador Claudio Baldino, mandou tirar das paredes dos prédios do Poder Judiciário, Jesus crucificado.
O site do jornalista Reynaldo Azevedo sobre a decisão dos juízes gaúchos publicou o resultado de uma enquete que perguntava a opinião do leitor sobre o caso. Sabe qual foi o resultado?
Este: Contra a decisão – 71%.
A favor – 29%.
Outro jornalista gaúcho, Polibio Braga em seu site publicou: “Tirar os crucifixos das paredes é destruir os valores da sociedade brasileira. Nem o Supremo Tribunal Federal ousou ir tão longe”. Ao final, Políbio disse o seguinte: “Esta guerra do símbolo, é um preito à intolerância dos grupos marginais que não conseguem ou não querem conviver com a esmagadora maioria do povo do Brasil”. Acrescento: que é católica.
Ninguém desconhece que a cruz é um símbolo basicamente católico. Essa retaliação que a Liga das Lésbicas faz contra os supostos fundamentalistas mira nos evangélicos, acertaram nos católicos e nas origens históricas católicas do nosso país, e o judiciário caiu como um pato. E quem paga a conta é a cultura e a história do Brasil.
Em um país onde a religião católica é maioria (mais de 80%) e ao que se sabe, não há discriminação - pelo contrário, a convivência é harmoniosa e fraterna chegar a esse ponto, é um absurdo.
Embora tenha opinião contrária ao que o Conselho da Magistratura gaúcho decidiu, acho que essa guerra só vai ser ganha quando mudarem o nome de todos os estados, cidades, municipios etc… que tiverem nomes de santos ou que lembrem um motivo religioso. E e a vitoria final será quando implodirem o cristo redentor,que dã no Rio de Janeiro. Se o crucifixo deve sair das paredes das repartições públicas, sob o argumento de que o Brasil é um estado laico, pois que se acabem com os feriados religiosos católicos também. O crucifixo, como se sabe, é símbolo máximo dos cristãos, que constituem a esmagadora maioria dos brasileiros. São os seus valores – a verdade, a justiça e a caridade - o fundamento às estruturas morais e éticas, como também ao ordenamento jurídico do País. Invocam tanto a Constituição para justificar a retirada do crucifixo, mas não a utilizam para exigir que ela seja cumprida em outros casos mais importantes.
Na entrada da cidade de Sorocaba, por exemplo, tem uma placa que diz assim: “SOROCABA É DO SENHOR JESUS CRISTO”
No meu ponto de vista isto é contra a lei, daqui a pouco todas as crenças vão exigir uma placa igual e terão seu direito atendido, já que existe essa.  Tudo isto é muito triste, pois a presença do crucifixo de Cristo em nada altera a natureza do Estado. Mas cada cabeça uma sentença. Em São Paulo a Juíza Maria Lúcia Lencastre Ursaia, da 3.ª Vara Cível Federal, que liminarmente indeferiu pedido da Procuradoria da República idêntico, decidiu que símbolos religiosos – crucifixos, imagens e outros, poderão permanecer expostos nas repartições públicas. A juíza destacou que o Estado laico não deve ser entendido como instituição anti-religiosa ou anticlerical, assim como, a laicidade não pode se expressar na eliminação dos símbolos religiosos, mas na tolerância aos mesmos. Ação semelhante subscrita pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, Jefferson Aparecido Dias, provocou reação do ministro Gilmar Mendes, então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que respondeu ao Ministério Público Federal dizendo que havia “mais coisa para se fazer do que cuidar desse tipo de assunto”.  Na minha humilde opinião não se pode apoiar tal atitude advinda de uma justiça que promove em larga escala a presença constante da deusa pagã Têmis como seu símbolo, e lança agora um discurso burocrático para atender a causa da Liga Brasileira de Lésbicas. Tudo isso é um contra-senso e falta do que fazer.

terça-feira, 6 de março de 2012

PROJETO PIRÃO
Durante minha passagem pela Prefeitura de Erechim (2003/2007) exercendo Cargo de Confiança no governo Antônio Dexheimer, na função de Chefe de Gabinete, conheci mais do que já conhecia, muitas pessoas.
Do rol incontável de criaturas, muita delas ainda guardo na lembrança. Outro dia passando pela Av. Maurício Cardoso aconteceu o reencontro entre eu e essa pessoa que me fez parar, cumprimentou-me, e após saudar-me deu-me uma recordação. Era um CD cujo título intitulava-se “Adoração”.
Contém um hino de louvor de sua autoria.
O cidadão que me abordou é evangélico e negro, homem simples, mas de uma alma e coração cheio de bondade e solidariedade.
Quando o conheci e travei amizade com ele, sempre tive pela sua pessoa a mais alta consideração, pois assim ele também o fazia em relação a mim. Por isso, talvez, a amizade duradoura.
Na época, ele pretendia alcançar uma cadeira na nossa Câmara de Vereadores, filiado que era como até hoje, no Partido Democrático Trabalhista (PDT). Não chegou a se eleger, mas ficou não lembro se na primeira ou segunda suplência, tendo assumido por mais de uma vez a condição de vereador.
Como era meu amigo, mesmo sendo de partido diferente, e vendo nele alguém que pudesse servir mais do que já vinha servindo a sua comunidade simples do Bairro Progresso, procurei ajudá-lo. Preparei-lhe um jornalzinho que tinha por título “TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O SEU CANDIDATO”, 12 páginas.
Para não deixar o leitor mais curioso ainda, vou revelar a sua identidade. Trata-se de Abrão Nunes Martins (Pirão). Ninguém até hoje conseguiu fazer o que ele fez. Idalizou o que se chamou “Projeto Pirão”. Com a ajuda de empresários, Abrão Martins promoveu o Natal dos Pobres no Bairro Progresso, o mais populoso de Erechim e distribuía comida para 400 crianças carentes. O Projeto Pirão chegou a dar 120 mil refeições desde que entrou em atividade no Centro Social Urbano do bairro. Além das crianças dez idosos doentes recebiam um sacolão mensalmente com gêneros básicos para se manter. O cardápio variado era servido com feijão, arroz, polenta, legumes e guisado. O próprio Martins era quem cozinhava com o auxílio de um funcionário cedido pela prefeitura e das crianças mais velhas do projeto.
Nunca havia visto alguém se dedicar em sendo humilde, fazer tanto pelos seus iguais. O falecido e inesquecível Mendes Ribeiro (Pai), deputado federal ao tomar conhecimento do Projto Pirão, enviou ao Martins um cartão em que se lia: “ Aceite minha homenagem e meu abraço amigo”. Anexo, incluiu um xerox do que escrevera em sua coluna em Zero Hora que reproduzo: “Leitoras da Madrugada”. Thomas Browne. “Dentro de mim, há outro homem que está insatisfeito comigo”. Abrão Martins, Erechim. Parabéns, irmão, pelo bonito trabalho que realizas em prol das crianças carentes de tua comunidade”.
O Projeto Pirão durou 15 anos.
Um de seus sonhos que não conseguiu realizar foi o de colocar em uma das praças da cidade o busto da Irmã Consolata, grande benemérita, tendo dedicado sua vida as pessoas humildes. Realizou relevante trabalho de promoção humana, espiritual, social e material.  
Abrão Nunes Martins (Pirão), sinônimo de humanismo, trabalho e perseverança. Foi um privilégio poder lembrá-lo para os mais jovens o quanto você realizou pelos mais pobres e humildes de Erechim .

segunda-feira, 5 de março de 2012

PREFEITOS CORRUPTOS
Existem momentos que temos vergonha de ser brasileiro, tamanha falta de civilidade dos nossos políticos. Confesso que sou mais ligado na Internet do que na Televisão, uma questão de opção, apenas. Mas, domingo resolvi como grande parte da população telespectadora deste país, assistir o programa Fantástico da Rede Globo. Coincidentemente o programa fez uma reportagem em torno das barbaridades que alguns prefeitos do nordeste e sudeste do Brasil fizeram, sem serem punidos, incorrendo no que se chama crime de impropriedade administrativa. Em outras palavras, surrupiaram o dinheiro do povo.
Teve um prefeito que sob a alegação de agradar uma amiga, teria mandado reformar a casa dela. E teve aquele que também mandou pintar a cidade inteira com as cores da sua campanha eleitoral. Até os uniformes eram obrigados a ter a cor laranja usada na campanha. Nem o cemitério ficou de fora. E tudo com dinheiro público. Outro prefeito mandou construir uma pista para aviões em uma propriedade particular. Foram 1.300 metros de comprimento, segundo o Ministério Público, quase o mesmo da pista principal do aeroporto Santos Dumont do Rio de Janeiro, um dos mais importantes do país. Um terceiro prefeito comprou cabeças de gado para sua própria fazenda com dinheiro da prefeitura. E mais ainda, o Ministério Público acusa um prefeito da cidade de Luiz Eduardo Magalhães, de 23 mil habitantes, na época, hoje deputado federal, de comprar gasolina e óleo diesel que daria para dar nove voltas ao redor do planeta. O ex-prefeito fechaou um contrato para pagar 15 mil litros de gasolina e 20 mil litros de óleo diesel em apenas em um mês. O gasto foi considerado exagerado pelo Ministério Público da Bahia que ao fazer as contas constatou o seguinte resultado: com tanto combustível os carros da prefeitura deveriam rodar cerca de 360 mil quilômetros. Esta distância equivale a nove voltas ao redor do planeta, ou uma ida até a lua. O prefeito era Osiel Oliveira, hoje deputado federal. Sem gravar entrevista, expediu uma nota atribuindo ás denúncias a adversários políticos e disse que as despesas da prefeitura foram aprovadas pelo Tribunal de Contas, e que as providências legais para comprovar que não houve dano ao patrimônio Público, já estão sendo tomadas.
Que absurdo!
E o pior de tudo é que, as irregularidades cometidas por prefeitos, segundo um economista baseado em dados obtidos junto a Controladoria Geral da União (CGU), em média, 33% ao longo dos últimos anos nos município brasileiros, independentemente de região ou estado, apresentam algum tipo de irregularidade no uso das verbas repassadas pela União. O Fantástico gravou uma entrevista com o prefeito João Holanda Leite, de Carbolândia, no Tocantins, cidade com pouco mais de 2.300 habitantes, aquele que comprou gado para sua fazenda. Ele chegou a ficar um mês preso e aguarda julgamento em liberdade, fora do cargo. De acordo com a Procuradoria Geral de Justiça, o político usou o dinheiro da prefeitura para aumentar o número de cabeças de gado de sua fazenda. Na resposta a repórter, olha só o que ele disse:
- Às vezes a gente faz as coisas tentando acertar. Se a gente erra, não é que a gente erra porque quer errar. Não, eu não usei o dinheiro. Eu tenho a consciência limpa que eu não fiz isso.
O desvio do prefeito somou R$ 1,086 milhão do município que recebe apenas R$ 3 milhões por ano do Fundo de Participação dos  Municípios.
Ainda segundo a reportagem, dos 139 municípios do Tocantins, 79, portanto mais da metade, têm prefeitos investigados ou processados pela Justiça. A Controladoria Geral da União, afirma que os mecanismos de fiscalização estão sendo reforçados e o seu representante disse ao Fantástico que “lugar de corrupto é na cadeia”. Só que não é fácil a tarefa de colocar os ladrões corruptos na cadeia. Para o Ministro Chefe da CGU a lentidão da Justiça corre á favor do suspeito, e um bom escritório de advocacia não deixa o processo chegar ao fim em menos de 10 ou 20 anos. E os corruptos são os que podem pagar os melhores escritórios de advocacia. Quanta vergonha!!!!

sábado, 3 de março de 2012

BARBAS DE MOLHO
O cientista político gaúcho André Marenco, muito respeitado pelas suas posições e análises políticas fez uma afirmação em entrevista ao Jornal do Comércio a meses atrás, segundo a qual, o PT precisará renovar para ter chances em 2012. Falou especificamente a respeito das eleições em Porto Alegre. De acordo com sua análise, o Partido dos Trabalhadores envelheceu muito e as lideranças são as mesmas de 30 anos atrás, ou seja, a sigla ainda não deu mostras de que pode apresentar um discurso com propostas novas. Segundo ele, a tendência é repetir o que foi dito em 2004 e 2008. Ficou no vamos fazer o que já estamos fazendo, o Orçamento Participativo.
Se fizermos uma análise da política local, a situação não é muito diferente da de Porto Alegre.
O prefeito Paulo Polis, por exemplo, cometeu alguns equívocos, persiste em vários deles, e de uns trinta dias para cá, faz da propaganda institucional uma cortina de fumaça para despistar o que muitos classificam de “escândalos administrativos” e falta de cumprimento de promessas de campanha.
De positivo, podemos apontar a assinatura do convênio com a Corsan; deu ênfase ao programa de moradia própria para famílias de baixa renda em parceria com o Governo Federal, através da Caixa Econômica; construção de escolas e ampliação de instalações do Hospital Santa Terezinha, cujas obras andam a paço de tartaruga. As modificações no sistema viário urbano por uma empresa contratada, que tanta celeuma causou, com mudanças no trânsito, ainda não iniciaram. A pintura e recuperação do prédio da Prefeitura e Castelinho, nem pensar.
Tem um ditado que diz: quando a propaganda é demais, desconfia do produto. O     que o Executivo vem fazendo é a legítima propaganda enganosa, gastando um caminhão de dinheiro para satisfazer seu ego e despistar os desmandos do seu governo.
Dá para perceber pela mídia local a insistência propagandística, aliás, de muito bom gosto, mas já cansou, está se tornando um tanto cansativa passando a ter seu efeito negativo.
A propaganda é a alma do negócio quando bem utilizada. No caso do governo Polis passou a ser: entra por um ouvido e sai pelo outro. É hora de parar.

No final de 2011 uma pesquisa realizada pelo ISPO/Instituto SL de Pesquisa & Opinião, mostrou o retrato do acima exposto. Ou seja, a população não foi na onda.  Ela apontou que tanto na opinião espontânea como na estimulada, o nome de Elói Zanella (PP) aparece líder nas intenções de voto entre nove nomes analisados se a eleição fosse naquele momento. E se sabe que pesquisa é momento. A amostragem apontou que o ex-prefeito progressista somou 25,6% das intenções de voto no quadro espontâneo e 35,20% no estimulado. Na segunda opção aparece o atual prefeito, Paulo Polis (PT-PMDB) – com 18,6% e 24,2% das intenções, respectivamente. Diferenças de 7,0% e 11,0% pró Zanella. No terceiro posto figura outro ex-prefeito, Luiz Francisco Schmidt (DEM), 8% na espontânea e 12% estimulada. A margem de erro da pesquisa é de 3% para mais ou para menos. Evidentemente que ainda é cedo para um prognóstico mais acurado sobre as eleições deste ano, mas a amostragem do Instituto SL tem demonstrado que se o quadro não mudar e Elói Zanella aceitar o desafio de candidatar-se a mais uma eleição, a coligação PT-PMDB que coloque as barbas de molho. Como Schmidt não concorrerá resta saber para onde migrarão seus cerca de 12 mil eleitores cativos.

PARA DISCUTIR
Pesquisa sobre o sistema de saúde no Brasil, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, mostra que 61% dos 2.002 entrevistados em todo o país consideram que ele é péssimo ou ruim. Somente 10% avaliaram a qualidade como boa ou ótima.
Segundo o levantamento, a avaliação mais positiva foi na Região Sul, onde 30% das pessoas ouvidas disseram que a qualidade do sistema de saúde de sua cidade é ótima ou boa. O Nordeste ficou com a pior avaliação: 62% qualificaram como ruim ou péssima.
Entre os entrevistados, 42% disseram que não perceberam mudanças para melhor no sistema nos últimos anos e 43% opinaram que ele piorou. Para o gerente executivo de Pesquisa da CNI, Renato Fonseca, os dados refletem a opinião do público e não o posicionamento do pesquisador sobre a questão.
Vinte e quatro por cento têm plano de saúde, contratado, em sua maior parte, pelo empregador. As campanhas de vacinação são a iniciativa mais visível, para o público, do sistema de saúde.
E tem gente achando que tudo está bem, maravilhoso!

quinta-feira, 1 de março de 2012


A coluna do jornalista Augusto Nunaes, da revista Veja, publicou matéria abaixo que vale a pena ler:


Depois de Marcos Valério, condenado em 14 de fevereiro a 9 anos de prisão, chegou a vez de Waldomiro Diniz. Nesta quinta-feira, a juíza Maria Tereza Donatti, da 20ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, sentenciou a 12 anos de cadeia o protagonista do escândalo que abriu o da Era Lula. É esse o título do post publicado na seção O País quer Saber em 30 de festival abril de 2009, exatamente sete dias depois do nascimento da coluna. Reproduzido agora na seção Vale Reprise, o texto é um retrato 3×4 do crápula que José Dirceu presenteou com um empregão na Casa Civil.

Waldomiro e Dirceu nasceram um para o outro, atesta a convivência mais que fraternal dos amigos que dividiram um apartamento em Brasília antes de se tornarem vizinhos de sala no 4° andar do Palácio do Planalto. Se a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal mirar-se no exemplo dos juízes que castigaram Marcos Valério e Waldomiro Diniz, e cumprir seu dever no julgamento dos mensaleiros, Dirceu poderá reencontrar o amigo num mesmo presídio. Nos banhos de sol no pátio, a dupla terá tempo de sobra para recordar os bons tempos em que o Brasil foi reduzido a um viveiro de criminosos impunes.

Enviado por Ricardo Noblat -

Política


O Planalto planeja tirar o Ministério do Trabalho do PDT e negocia com parte da sigla o apoio a um nome alternativo, revelaram à Reuters fontes do governo nesta quarta-feira.

A gota d'água, segundo as fontes, foi a votação do Funpresp, o fundo de previdência complementar dos servidores públicos, na noite de terça-feira, em que o PDT votou majoritariamente contra a orientação do Planalto, de aprovar a proposta.

A alternativa que vem sendo negociada pela área de articulação política com o aval da presidente Dilma Rousseff inclui indicar para a pasta dois nomes, os dos deputados Hugo Leal (PSC/RJ) e Alex Canziani (PTB/PR).

Leal, que já foi do PDT, é considerado pelo Planalto um nome com trânsito no partido que ocupou a pasta até a saída, em dezembro, de Carlos Lupi.

Presidente da sigla, Lupi deixou o ministério depois que denúncias de irregularidades levaram a Comissão de Ética Pública da Presidência recomendar sua demissão. A pasta do Trabalho é ocupada interinamente pelo ministro Paulo Roberto Pinto.

Segundo confirmaram fontes próximas a Dilma, ela simpatizava com dois nomes no PDT, o dos deputados Brizola Neto (RJ), vetado por Lupi, e de Vieira da Cunha (RS), vetado por parte da bancada na Câmara.


Chico de Gois e Chico Otávio, O Globo

Quando era garoto, Marcelo Crivella (foto acima) gostava de pegar ondas de peito e de prancha de isopor no Leblon, onde foi criado. E talvez tenha sido esse o único momento da vida em que o senador teve um contato mais direto com o mar, que agora passa a ser o centro de suas atenções como ministro da Pesca.

Conhecido pela fala mansa, gestos medidos e oratória pontuada de citações bíblicas, o futuro ministro admitiu que “tem muito a aprender” sobre pesca e aquicultura.

Crivella, que fez carreira política embalado pela força da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) criada pelo tio, o bispo Edir Macedo, chega ao primeiro escalão do governo Dilma sem se livrar da pecha de pescador de eleitores de fé.

Se o envolvimento com a religião lhe valeu duas vitórias na disputa da vaga no Senado (2002 e 2010), foi esse mesmo vínculo que custou a Crivella, bispo licenciado da Iurd, três derrotas consecutivas quando tentou um cargo executivo (governo do Estado do Rio, em 2006, e Prefeitura da capital, em 2004 e 2008).

Apesar do esforço para se mostrar um senador do Estado do Rio, e não da Igreja Universal, Crivella não esconde as convicções religiosas. Se diz criacionista e acredita que a explicação bíblica sobre a origem da humanidade é mais lógica do que a evolução. Nas eleições de 2008, enfrentou ira do movimento gay ao declarar em entrevista que divergia da união homoafetiva por achar que o homossexualismo era “o caminho da amargura”.