terça-feira, 9 de agosto de 2011

VEREADOR FAZ DENÚNCIA: GATO POR LEBRE
Repercute no município a denúncia feita na última sessão do Legislativo, segunda-feira, pelo vereador José Mantovani (PP), na Câmara de Vereadores de Erechim, por irregularidades praticadas pelo Poder Executivo na contratação de serviço gráfico, para imprimir 35 mil revistas, cujo conteúdo versa sobre as ações desenvolvidas pelo prefeito no ano de 2010 (prestação de contas).
Quando a publicação começou a circular, houve quem dissesse que mais cedo ou mais tarde aconteceriam cobranças do Executivo pela luxuosidade e custo do material. Não deu outra.
O vereador da oposição mostrou da tribuna a revista de 40 páginas, e, à medida que explicava à sociedade sua posição diante do que considerava um abuso de gasto público, assim como, falha da empresa no cumprimento do contrato, exibia documentos comprobatórios da fraude. A prestação de contas do prefeito, diga-se de passagem, foi bem elaborada, muitas ilustrações, recheada de dados interessantes seja na área da habitação, obras, meio ambiente e outros projetos, só que o problema – segundo o vereador Mantovani – foi o material empregado na capa da revista e o material usado nas páginas internas. A capa foi confeccionada em papel couchê brilho, 170 gramas e o papel utilizado no miolo que era para ser de 120 gramas, não passava de 93 gramas, portanto, de qualidade inferior. E não houve segundo afirmou o vereador a diferenciação no custo final. Ou seja, todo o custo do material foi calculado como se fosse papel couchê de 170 e 120 gramas, respectivamente. Quem teria ficado com a diferença de cerca de R$ 20 a R$ 25 mil.
As acusações feitas da tribuna por José Mantovani estavam alicerçadas em um laudo fornecido pela ABGT – Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica e da Escola Theobaldo Di Nigris (SENAI) certificando que, de fato, o papel usado internamente na revista não era o couchê brilhante de 120 gramas, mas, sim de aproximadamente 93 gramas.
Outra coincidência levantada pelo vereador foi a contratação da mesma empresa que já vinha prestando serviços ao Município e envolvida na depredação de um veículo da Prefeitura na semana do Carnaval, em fevereiro de 2011. De acordo ainda com as denúncias do parlamentar outros setores do Governo municipal estariam envolvidos, como: o Gabinete do Prefeito, que foi o responsável pela autorização e recebimento do material e quem autorizou o seu pagamento; a agência de publicidade que presta assessoria á Prefeitura, responsável pela publicação e execução “e que deveria conferir e não o fez”, sentenciou Mantovani, sem falar no setor de imprensa da municipalidade que também não teve a cautela necessária para fiscalizar, além da Secretaria de Administração que igualmente ignorou a qualidade do material.
Por iniciativa do vereador, cópias de todos os documentos (edital de licitação, revista, laudo) estão sendo encaminhadas ao Controle Interno da Prefeitura, Ministério Público e ao TCE - Tribunal de Contas do Estado.
Na Nota de Empenho exibida em plenário pelo vereador Mantovani consta que a verba para a confecção da revista saiu do orçamento do Gabinete do Prefeito e Serviço de Apoio, onde ainda se lê a especificação e quantidade – 35.000; Impressão de “Informativo das Ações do Governo Municipal/2010” conforme características abaixo:
- Revista de 40 páginas
- Capa em papel couchê brilho- 170g.
- Interno em papel couchê brilho – 120g.
- Dimensões: aberta 50cm de largura por 33,5 cm de altura.
- Empenho referente a Carta Convite n°. 08/11.
- Preço unitário – R$ 2,22
- Preço total – R$ 77.700,00
A Vie-Prefeita Ana Oliveira no cargo, em virtude do titular encontrar-se em Brasília, disse hoje que será aberta sindicância para apurar os fatos. No retorno do prefeito Paulo Polis espera-se uma explicação sobre a aquisição de gato por lebre em sua administração.






sábado, 6 de agosto de 2011

FALTA DE PREPARO E PREVISÃO
Há dias que venho adiando o comentário sobre um fato que constatei várias vezes ao me dirigir a lojas de departamento em Erechim e observar o despreparo das atendentes, ou vendedores internos.
Na quarta-feira passada foi a gora d’àgua.
Antes de contar-lhes o que me aconteceu nesse dia preciso retroceder ao dias das mães, no mês de maio. É uma comemoração em que o comércio em geral se prepara para melhorar e/ou aumentar suas vendas. Não faltam promoções.
Iniciei meu périplo pelo lado esquerdo de quem sobe a Av. Maurício Cardoso e retornei pelo outro lado da avenida. O meu objetivo era comprar uma TV para dar de presente no dia das mães. Com exceção de uma loja, as demais não possuíam a TV que eu queria. Só existiam de 32 polegadas para cima. De 32 para baixo nem mais no estoque.
Teve um vendedor que tentou convencer-me que se aguardasse até a segunda-feira iria conseguir o aparelho, como era meu desejo e especificações.
Imaginem a resposta que lhe dei!
Como compraria um presente numa data simbólica como o Dia das Mães, para entregar depois da data? Ficaria muito sem graça, sem significado, não acham?
Seria preferível dizer-me que pela grande procura o estoque havia sido esgotado, e tudo bem.
Outra situação: até hoje não consegui entender porque quando se quer comprar determinado produto à vista, com dinheiro, o preço é o mesmo se adquirir em até 10 vezes ou mais. O normal seria á prazo com o acréscimo do juro, à vista deveria haver desconto.
Discuti esta questão em três lojas que entrei para comprar a dita TV, e por não conseguir persuadir o gerente, saí da loja como entrei, sem comprar. Se todos fizessem assim, acho que essa mania de vender à vista pelo mesmo preço a prazo, acabaria.
Como disse no início, a gota d’água foi na quarta-feira passada. Entrei em uma tradicional loja erechinense para fazer compra. Ao me aproximar do balcão, naquela seção havia apenas uma vendedora que na ocasião atendia um casal. Aguardei cerca de cinco minutos e a moça, além de estar ocupada com o referido casal, por duas vezes também atendeu ao telefone. Ao perceber que demoraria concluir a venda, dirigi-me a funcionária que atende o caixa e indaguei se não havia outra funcionária que pudesse me atender, pois desejava comprar. Sabem o que ela me respondeu?
- Não, é a vendedora que ali está!
Respondi-lhe: obrigado, vocês acabam de perder uma venda e um cliente.
Olhei para o outro lado da loja e lá estavam três vendedores de braços cruzados.
Não sei se tal situação vivida por mim já ocorreu com você, mas o que se deduz é que pessoas para lidar com o público em Erechim são mal preparadas. Isto sem contar com aqueles que ao receberem o cliente no interior da loja perguntam:
- O que, que tu precisa?

OS DESTAQUES DA SEMANA QUE PASSOU

A saída de Nelson Jobim do Ministério da Defesa, e a denúncia do STF por formação de quadrilha peculato e dispensa de licitação sem amparo legal, do deputado federal José Otávio Germano (PP) apontado pela Procuradoria-Geral da República como o comandante do esquema que teria desviado R$ 44 milhões do Detran. Nas 858 páginas do inquérito que embasou a denúncia, a Procuradoria Geral da República afirma que a ação do parlamentar foi de "fundamental importância para o sucesso da empreitada criminosa".
Conforme a denúncia, as fraudes tiveram início em 2003, tão logo o deputado assumiu a Secretaria de Segurança no governo Germano Rigotto.
Entre os indícios coletados na investigação, estão relatórios da Receita Federal sobre a movimentação financeira do deputado. De
2005 a
2007, ele teria movimentado R$ 2,59 milhões em suas contas bancárias, um montante quase quatro vezes superior aos rendimentos tributáveis obtidos por ele no mesmo período.
Segundo a denúncia, só em 2007, José Otávio teria movimentado R$ 1,2 milhão - valor cinco vezes maior do que o total recebido no ano em salários da Câmara. Para o procurador-geral Roberto Gurgel, o fluxo de dinheiro nas contas indica que José Otávio teria sido beneficiado pelas fraudes, "recebendo parte das verbas desviadas".


Contraponto


O que diz o advogado do deputado José Otávio Germano (PP), José Antônio Paganella Boschi: A denúncia ainda não foi admitida pelo STF. Só que o deputado foi investigado ilegalmente. Estou juntando à defesa um documento da Polícia Federal no qual o deputado é descrito como um dos alvos da Operação Rodin, sem que houvesse autorização do STF para que ele fosse investigado. Portanto, todas as provas são ilícitas.
                               
                                          Comandante do esquema criminoso

Não há evidências que possam caracterizar essa conduta. O MP tenta criar um grande esquema criminoso envolvendo José Otávio, como se ele fosse o grande responsável. Quando autorizou o contrato com a Fatec, o Estado teve ganho financeiro. Mais tarde, a transferência à outra fundação ocorreu quando ele não estava mais na secretaria.
Recebimento de propina por intermédio do irmão não há nenhuma prova material que demonstre o recebimento de propina. Se José Otávio quisesse se utilizar de um esquema fraudulento, teria colocado o irmão no escritório de advocacia em 2003, quando foi celebrado o contrato com a Fatec. O irmão só foi trabalhar lá em 2006. Não tem sentido imaginar que o irmão seja o elo com um esquema criminoso.

                                           Movimentação financeira

O MP quebrou o sigilo fiscal do deputado sem autorização do STF. Esse valor foi encontrado a partir de um cálculo sobre o pagamento de CPMF. Só que o deputado operava suas contas no vermelho há muito tempo, tendo déficits elevados. Vamos juntar uma perícia mostrando que esse valor não representa ganhos.

                                         Tentativa de manipulação da CPI

São conversas de alguém que exerce mandato político e tem toda a legitimidade para acompanhar a formação de uma CPI. Os políticos atuam assim e não significa que fosse para procurar qualquer tipo de benefício ilegal.
O jornal Zero Hora deste domingo dá amplo noticiário a respeito do assunto.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

MINISTRO DEMITIDO
Terminou a pouco a reunião da presidente Dilma Rousseff com o ministro da Defesa. Nelson Jobim. A conversa realizada no terceiro andar do Palácio do Planalto durou menos de 10 minutos. Na ocasião o gaúcho Nelson Jobim entregou sua carta de demissão. Observadores dizem que a converesa entre a presidente Dilma e Jobim foi tensa.
Celso Amorim, ex-Relações Exteriores no governo Lula, será o substituto. 
Na semana passada, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Jobim admitiu ter votado no tucano José Serra nas eleições presidenciais de 2010. Em declarações à revista Piauí, que irá às bancas amanhã, sexta-feira, Jobim fez novas críticas ao goveno, classificando a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, como "muito fraquinha".
Na mesma entrevista à Piauí, Jobim também atacou a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, afirmando que ela "nem sequer conhece Brasília".

AS REPERCUSSÕES DA SAÍDA DE NELSON JOBIM DO MINISTÉRIO DA DEFESA.

- Lula: té o Pelé, se estiver jogando mal, o técnico tira", diz Lula sobre possível saída de Jobim. Ex-presidente considerou deselegante a atitude do ministro da Defesa. Desmentiu que a indicação de Jobim para o governo de Dila

- Senador Humberto Costa (PT). A presidente agiu rápido e acha que a indicação de Celso Amorim, que assume na próxima semana o Ministério da Defesa foi adequada.

- Senador José Agripino Maia (DEM/RN): “Nelson Jobim é um homem que está acima de qualquer suspeita. O que eu lamento profundamente é que nesse governo os probos, os homens probos, honestos sinceros, estão sendo demitidos, enquanto os acusados ficam. Isso é que o Brasil tem que raciocinar. Lamento muito a saída de Jobim que era um homem que dava estatura a esse governo pela dignidade e preparo que ele tinha para exercer qualquer função. Com relação ao substituto Celso Amorim eu o conheço. É um diplomata de carreira, é um homem competente, mas é um homem completamente alinhado ao ex-presidente Lula e homem de cumprir tarefas; é um homem de receber tarefas e cumpri-las. Haja vista a política externa do governo que passou com seus claríssimos equívocos com relação a política na Líbia, no Afganistão em alguns países da África, onde o presidente Lula determinava, e o ministro Amorim não questionava, cumpria. Ele é uma pessoa séria – acho que sim; tem competência – tem, agora é um homem de cumprir ordens.
BEM QUE CHERINI PODERIA FICAR CALADO
Repercute nacionalmente a notícia a respeito do processo contra o músico gaúcho Tonho Crocco que publicou o rap “Gang da Matriz”, composição feita para criticar os deputados estaduais que aumentaram seus próprios salários no final do ano passado em 73%, passado dos R$ 11.564,76 para R$ 20.042,34 mensais, sem contar, os subsídios para correspondência, telefone, transporte (gasolina) e diárias que chegam a valores de um salário mínimo.
Dos 55 deputados somente a bancada do PT votou contra e o deputado do PTB, Cássia Carpes.
Em virtude de sua crítica musicada, o compositor recebeu notificação de representação movida pelo deputado federal, ex-deputado estadual, Giovani Cherini no Ministério Público.
Qual o nome disso? Se não for censura ou, no mínimo, intimidação para que artistas e livre pensadores deixem de fazer críticas aos poderosos, precisamos rever os dicionários ou o Ministério Público.
O assunto da quinta-feira e deste fim de semana continua sendo este.
Bonita a atitude do deputado Mano Changes, que também é músico e compositor, ao se oferecer para ajudar no diálogo para retirar/arquivar esse processo.
O deputado Cherini, na ocasião estadual, hoje federal, perdeu a grande chance de ficar calado. Hoje, diante da infeliz atitude, através da qual enviou Ofício ao Ministério Público e tendo declarado que agia na defesa da Instituição, Assembléia Legislativa, seu nome está sendo enxovalhado por centenas de blogs e twiters que manifestam solidariedade a Tonho Crocco.
Se exagerou na sua música criticando os políticos que afazendaram-se aumentando absurdamente os seus salários, quase dobrando de valor, não sei. Mas que disse a verdade nos seus versos, sim.
A reação em favor de Crocco foi tão iminente que até um grupo de hackers invadiu o site da Assembléia Legislativa tirando-o do ar. Mais tarde um deles fantasiado de palhaço em entrevista a RBSTV condenava todo o tipo de agressão, e que aquela era a forma de protestar contra qualquer ato de censura no Rio Grande do Sul.
Nesta quinta-feira o deputado Giovani Cherini declarou a imprensa que não pretende levar adiante o processo e o MP confirmou que só após a audiência de conciliação marcada para o dia 22 de agosto, poderá se manifestar.

CARTA CAPITAL
A revista publicou agora á tarde em seu site a notícia abaixo:
Dilma manda avião buscar Jobim na Amazônia para demiti-lo
Redação Carta Capital 4 de agosto de 2011 às 16:06h
A presidenta Dilma Roussef mandou um avião da FAB buscar o ministro Nelson Jobim em Tabatinga (AM) nesta quinta-feira 4, onde ele cumpre agenda de seu ministério. O avião o leva para Brasília, onde chegará no fim tarde para ser demitido.
Leia mais:
Se o ministro estava se esforçando para deixar do governo do qual faz parte mas votou contra, ele enfim conseguiu nesta quinta. A presidenta optou por demití-lo após uma entrevista do ministro à revista Piauí, na qual classificou como “fraquinha” sua colega Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, e na declarou que Gleisi Hoffman, da Casa Civil, “sequer conhece Brasília”.
O Ministro declarou que a afirmação estava fora de contexto. “O que nós comentávamos, era o projeto de lei sobre informações sigilosas. Em momento nenhum fiz referências dessa natureza”, disse nesta quinta, no Amazonas.
No entanto, a polêmica com a revista Piauí foi a última de um verdadeiro festival de verborragia do ministro Jobim que acabou sempre tendo o governo do qual faz parte como alvo.
Primeiro, em uma homenagem pública aos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Jobim citou Nelson Rodrigues para para criticar o atual governo. “Ele (Rodrigues) dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento”.
A segunda bateria de fogo amigo perpretada pelo ministro Nelson Jobim foi em entrevista a um programa do portal UOL, no qual declarou ter votado em José Serra nas eleições para a presidência em 2010.
Nesta quinta estourou a polêmica da entrevista para a revista Piauí, que culmina em sua demissão. O Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) são cotados para assumir o ministério da Defesa em seu lugar
GOVERNO DILMA SE LIVRA DE CPI
Por enquanto os desmandos ocorridos no Ministério dos Transportes, revelados pela revista Veja, não serão objeto de CPI, por que dois senadores na última hora recuaram e retiraram suas assinaturas no pedido de criação do grupo que investigaria por 180 dias (seis meses) os atos de corrupção no órgão federal.
Até a noite de terça-feira, a oposição havia coletado as 27 assinaturas. No apagar das luzes, porém, João Durval Carneiro (PDT-BA) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO) pediram para sair. Depois foi a vez de Reditário Cassol (PP-RO). Ao ver a péssima repercussão de seu ato, Ataídes desistiu de retirar sua assinatura. Mas já era tarde. O prazo havia se esgotado e o presidente do Senado, José Sarney, malandro como sempre, derrubou o requerimento por falta de assinaturas. Os três parlamentares dificilmente admitiriam ter voltado atrás por medo das consequências de figurarem na lista de defensores de uma investigação contra o governo. No entanto, se fossem como Riobaldo, personagem de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, poderiam dizer: “Medo não, perdi a vontade de ter coragem”.
João Durval foi governador da Bahia – indicado em 1983 pelo próprio Antonio Carlos Magalhães a sua sucessão - e deputado federal. Aos 82 anos é o nome de maior influência do PDT na Bahia, depois do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Seus filhos João Henrique Carneiro (PP) e Sérgio Barradas Carneiro (PT) seguem os passos do pai na política – o primeiro é prefeito de Salvador e o segundo, deputado federal.
Mas, mesmo com quase 60 anos de experiência como político, o senador ainda se permite cometer certos enganos. Segundo ele, a assinatura a favor da CPI foi consciente, mas depois perdeu a coragem ao pensar melhor, preocupado com o possível prejuízo às votações no Congresso neste segundo semestre. Traduzindo: se tivesse seu nome entre os apoiadores da comissão, correria o risco de ter algum de seus projetos de interesse boicotado.
O senador Reditario Cassol (PP-RO) foi o último a assinar o pedido para que a CPI fosse instalada, mas acabou voltando atrás
O senador Reditário Cassol (PP-RO), aos 75 anos, havia tido um rompante de cidadania ao apoiar uma CPI para apurar o escândalo já confirmado até pela presidente Dilma Rousseff. Mas, como pai dedicado que é ao filho Ivo Cassol (PP-RO), não só assumiu a vaga deixada pelo titular quando ele adoeceu, como se lembrou de adotar a posição que Ivo provavelmente tomaria, se estivesse no Senado. E, acima de sua coragem, veio a dedicação paterna.
Já Ataídes Oliveira chegou a relatar as motivações externas para a desistência. Ainda que seja do PSDB, ele é suplente desde maio e por isso foi pressionado pelo titular da vaga, João Ribeiro (PR-TO), a posicionar-se como governista. O PR, é bom lembrar, é o partido que está no centro do escândalo dos Transportes, legenda das estrelas do caso, como o ex-ministro Alfredo Nascimento e o deputado federal Valdemar da Costa Neto.
Nesta quarta-feira, porém, ao ver seu nome circulando como amarelão, Ataídes voltou atrás mais uma vez. A justificativa: ficou "atormentado" por ter quebrado um acordo com o titular em nome da ética. Pediu desculpas ao povo brasileiro pelo tropeço e disse preferir ficar de bem com a própria consciência que com João Ribeiro.
Antes não tivesse assinado a lista na primeira vez. Político de primeira viagem, o empresário provavelmente tinha achado que teria independência para tomar decisões no lugar do senador do PR. Só não sabia que, no Congresso Nacional, a vontade de ter coragem é impessoal e transferível. E da aparente coragem inicial, sobrou apenas a prova de que o tormento de amarelar é maior que o provocado pela omissão.

terça-feira, 2 de agosto de 2011


VIVEMOS EM UM PAÍS ONDE ÁS LEIS NÃO SÃO CUMRIDAS
As maiores revistas de circulação nacional, Veja, Época e ISTOÉ desta semana não perdoaram o governo do PT a nível nacional, mostrando a incontrolável escalada de escândalos que a cada semana inundam as páginas de jornais e revistas, principalmente de São Paulo, capital nacional das denúncias sobre corrupção no governo federal.
As acusações mais ásperas do fim de semana saíram das páginas de Veja, Época e Istoé.
Época - É de longe a reportagem mais devastadora, atingindo em cheio a Agência Nacional do Petróleo, feudo do PCdoB. O pivô do escândalo é o dirigente comunista gaúcho Edson Silva. As denúncias sobre formação de quadrilha, prevaricação e extorsão vieram acompanhadas por videos gravados.
Veja - "É tudo bandido", avisou o ex-diretor Financeiro da Conab, Oscar Jucá Júnior, irmão do líder do governo no Senado, ao se referir aos seus colegas de diretoria e ao ministério da Agricultura, feudo do PMDB.  Oscar Jucá Júnior assumiu pessoalmente as denúncias e envolveu nelas até mesmo o vice-presidente Michel Temer.
IstoÉ - A revista pegou o ministério das Cidades, feudo do PP. A reportagem informou que o ministério privilegiou obras superfaturadas para três grandes empreiteiras que doaram R$ 15 milhões para o Partido.
Caso decida repetir o que fez no Dnit e no ministério das Cidades, a presidente Dilma Rousseff terá que meter a mão com PCdoB, PMDB e PP de uma só vez. Se fizer isto, perderá apoio parlamentar, mas se não fizer, ficará desmoralizada.
O aparelhamento montado por Lula no governo, nos sindicatos patronais e de trabalhadores, ONGs e até mesmo nos Partidos, no Congresso e no STF, está fazendo água. Isto é visível. Como a oposição institucionalizada foi dominada pelo torpor, a alternativa parece estar apenas nas mãos da mídia paulista independente e nas redes sociais.
O artigo escrito pelo jornalista Franklin de Sá em sua página na internet está imperdível, tanto que reproduzo a seguir pelas verdades que escreve sobre "Que democracia é esta?”.
O Brasil, para que alcance o estágio pleno de democracia, falta legitimar a participação da população nas decisões que lhes digam diretamente e que afetam suas vidas. Porém, o que se assiste no cotidiano, são decisões que interessam aos brasileiros tomadas a sua revelia. Esta realidade cruel tem origem em vários motivos, principalmente, pelo não comprometimento dos gestores públicos e pela falta da cidadania das pessoas que compõem a nossa sociedade.
Vivemos em uma nação aonde milhares de leis não chegam a ser cumpridas, inclusive por aqueles que a elaboraram ou pelos encarregados de cumpri-las e fazer cumprir. Agora imaginem o grosso da população, que em sua grande maioria desconhecem a existência das Leis, muitas vezes por falta de campanhas públicas, produção de materiais de fácil entendimento, pela multiplicação de seminários, de cursos para lideranças de movimentos sociais, etc., de forma que as informações sejam democratizadas, contribuindo para um melhor entendimento sobre os deveres e direitos dos cidadãos.
Diante disto, nos defrontamos com uma situação que levam as pessoas a deixarem de participar ou se envolver na discussão e na tomada de decisões que afetam a vida de todos.
Vivemos em um país que por formação cultural, sua população tem um caráter individualista e egoísta, e diante deste quadro, podemos observar a formação de diversos grupos sociais, que se subdividem de forma clara e visíveis, principalmente para estudiosos das questões sociais: Quando se fala de uma formação individualista e egoísta, nota-se na atual sociedade aquelas pessoas que só se interessam por assuntos particulares, como mais nada existisse ao seu redor, com o eterno argumento de que os problemas maiores e nacionais ou que atingem os interesses da sociedade são temas que devam ser apenas de responsabilidade dos nossos políticos. Existem ainda aqueles que, independente do desempenho do governo, bom ou mau, acreditam que nada afetará sua posição, por possuírem uma vida econômica estável, agindo de forma egoísta, pouco se importando com os demais. Por último temos aquelas que por se acharem afastadas do poder de decisão, se consideram não possuidoras de alguma influência e impotentes para fazer a diferença, pois, de maneira geral, se acham sem prestígio, nada fazem.
Este último é o mais preocupante por ser a maioria, sendo necessário então que esforços sejam feitos no sentido de conscientizá-los, de forma a conhecerem seus direitos, e que de posse deste conhecimento, entendam o quanto podem exercer de influência, desde que organizados e que é através da força do grupo que se pode compensar a fraqueza individual.
Como dissemos no início, vivemos em uma democracia. Porém é importante que se saiba, que os sistemas eleitorais e de governo são estabelecidos e organizados de tal maneira, que só é dado às elites ou aqueles que se encontram vinculados a grupos políticos, a se intitularem os “únicos capacitados” a ocuparem os cargos de decisão ou os mais importantes e que apenas eles estão preparados para a tomada de decisões que envolvam os interesses da sociedade ou que venham trazer significativo impacto e de grandes conseqüências.
Juntando-se a esta estrutura, observa-se que as principais decisões, aquelas que envolvem os interesses da sociedade como um todo, são sempre estabelecidas no calar da noite, por pequenos grupos de “seres supra capacitados”, sempre às escondidas, sem observar a gestão democrática, onde os interessados é que deveriam opinar.
Quando procuramos observar quem são os homens que exercem sobre o Poder a influência das grandes decisões, normalmente defrontamos com grandes grupos empresariais, banqueiros, dirigentes das cúpulas partidárias, a elite militar e uma minoria de intelectuais ligados aos gestores.
Esta é a grande a razão dos escândalos de corrupção, superfaturamento de obras e fonte de desvio de recursos, etc. Enquanto isso, para a grande maioria do povo só lhes é dado tomar conhecimento depois que o mal já está feito, não pesando a sua voz e as suas reais necessidades neste processo de tomada de decisões.
Observa-se existir na sociedade desejo das pessoas e de algumas lideranças em querer participar das ações políticas e até da gestão pública. Porém o que se vê é sempre aquelas minorias que se consideram os “únicos capacitados” se utilizarem da grande mídia de forma a buscarem denegrir o ambiente político, divulgando fatos com o objetivo de oferecer mecanismos para a sua não participação. Esta tem sido a tática mais comum de forma a vir afastar a sociedade da tomada de decisões e ou de se aproximar do Poder, com isto apenas aquele grupo possa comandar, mesmo que em rodízio.
Há ainda outras formas, sempre se utilizando dos espaços generosos concedidos pela grande mídia, de forma que sejam difundidos conceitos que possam levar a população a uma visão apática e negativa da seara política, assim, não só desacreditando mas também levando à população a passar a não crer na ação política, de forma a introduzir junto àqueles desejosos em participar fundamentos negativos, reduzindo suas possibilidades de participar do processo político e consequentemente da tomada de decisões públicas.
Diante do quadro que é passado de total falta de credibilidade da arte de fazer política, as pessoas passam a não querer participar do processo, passando também a não querer perder seu tempo com a política. Esta é uma das formulas encontrada pelas minorias, para desestimular a maioria.
Esse é o jogo daqueles que detém o Poder ou daqueles outros que querem assumi-lo. Sabem eles da força de uma sociedade organizada em defesa da sua cidadania, então, utilizando-se de todas as armas que possuem, contando sempre com o apoio da mídia, procuram manter o povo afastado dos centros das decisões, nos três níveis da administração pública.
É aí onde entra cada vez mais a necessidade de organização do nosso povo, pois só desta forma tem condições de escolher seu destino e para tal existem mecanismos legais e constitucionais que garantem a participação popular.
Dificilmente veremos o Poder Púbico abrir espaço para a participação popular, por livre espontânea vontade, e quando isto vem a ocorrer desconfie, pois com certeza é apenas com a finalidade de atender determinadas exigências da legislação, o fazendo de maneira formal sem que suas decisões sejam acatadas ou quando são, normalmente são decisões de caráter periférico e ou secundário, sem qualquer impacto que venha melhorar as condições de vida, esta talvez seja a razão do cidadão não se sentir estimulado a participar de associações ou entidades sociais.
Portanto, é imprescindível que a sociedade se organize para que possa exigir a participação popular na gestão pública, seja através de associações, sindicatos, etc., de forma que possa participar efetivamente na elaboração de políticas públicas e do orçamento do seu município, da fiscalização de sua aplicação, do acompanhamento e implementação do Plano Diretor, de forma que os nossos municípios passem a não serem meros executores de planos pré – estabelecidos e gestados pela instância superior, ou por aqueles que se consideram os “únicos competentes” e sim, que se estabeleça um processo de gestão democrática onde a necessidade da população seja a prioridade, abrindo espaços à participação dos movimentos populares na gestão da sua cidade.
Assim, torna-se imprescindível a participação da população no sentido de exigir que os direitos que a lei estabelece sejam efetivados de forma que a sociedade possa ter o controle social das decisões administrativas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O TRÂNSITO E AS FAIXAS DE SEGURANÇA
Recebi um telefonema de uma leitora da coluna que assino no jornal BOM DIA sugerindo que  fale sobre o trânsito. Por diversas vezes abordei este assunto, com o objetivo mais de orientar do que criticar. Tudo é uma questão de educação. E não adianta o motorista e muito menos pedestre ficarem nervosos. Ambos devem contribuir para que não aconteça o que ocorreu recentemente em uma de nossas ruas, que por imprudência do pedestre acabou ocasionando um acidente. Um pedestre, achando que poderia passar na faixa onde existe semáforo fez com que o carro freasse bruscamente para não atropelá-lo, e o que vinha logo atrás bateu causando prejuízo material.
Isso não pode acontecer. O pedestre tem de estar atento antes de atravessar a rua. Onde há sinaleira, mesmo tendo a faixa pintada, a preferência é do veículo, isto é, o transeunte tem de esperar fechar o sinal para atravessar. Ao contrário ocorre onde não há semáforo, mas faixa de segurança. Aí sim, o carro deve parar para o pedestre passar.
Tenho observado o comportamento do pedestre na faixa e quer atravessar, não faz o sinal com braço estendido, não sei por quê? Mas há muitos motoristas que mesmo vendo que há uma, ou duas pessoas que querem atravessar, não param.
Comigo mesmo já aconteceu – comentei em uma de minhas colunas – de quase ser atropelado ao atravessar na esquina do edifício do relógio. Estava já no meio da faixa quando uma mulher dirigindo um automóvel veio sem parar, obrigando-me a apressar o passo. Ela estava errada, a preferência era minha.
O problema todo se chama educação para o trânsito. Enquanto alguns motoristas e alguns pedestres continuarem entendendo que a rua foi feita só pra eles, sempre vão acontecer ou acidente, ou xingamento de ambas as partes.
Pelas cidades por onde tenho andado constatei que a melhor educação no trânsito ainda é Brasília. Há perfeita harmonia entre motoristas e pedestres, cada um respeitando os seus direitos.
Quando não se obtém resultados através da educação e do bom senso o negócio é fiscalizar e multar. Aí esbarramos em outro problema: a falta de fiscais. A prefeitura local não dispõe de maior efetivo de fiscais, os chamados azulzinhos, para punir os infratores. O ideal é que nos pontos de maior movimento os azulzinhos se postassem junto às faixas com um talão de multa e aplicassem a todos quantos desobedecessem ao Código. Mas, antes disso, ainda seria pertinente uma campanha junto aos órgãos de comunicação mostrando os direitos de cada um, e ao término começar a punir pra valer. Sem isso, vai continuar tudo como está. Cada um pra si e Deus pra todos.

O ÁLCOOL NA DIREÇÃO

Outro problema sério é o registro de motoristas que dirigem embriagados.  A imprensa do centro do país notícia que Belo Horizonte passou a ter tolerância zero para os motoristas que insistirem dirigir embriagados. As forças de segurança do Estado, coordenadas pela Secretaria de Defesa Social, devem realizar blitze permanentes para abordar e retirar das ruas àqueles que abusarem da bebida antes de pegar o volante. O modelo adotado pelos mineiros é o mesmo que já está em vigor no Rio Grande do Sul, onde quem se recusa a passar pelo bafômetro é utomaticamente punido.
Até agora o motorista que apresentasse sinais de embriaguez tinha a opção de soprar ou não o etilômetro, o popular bafômetro, que mede a quantidade de álcool no sangue.
A partir de agora o motorista que não soprar o bafômetro, independente de ter ou não sinais evidentes de embriaguez, pagará multa de R$ 957,70 e terá a carteira de habilitação apreendida.
Para alertar os motoristas dos riscos e também da presença policial nas ruas, o governo mineiro criou uma campanha publicitária com cartazes e placas afixadas em bares, táxis e ônibus. É um exemplo que pode ser seguido pelas autoridades locais.