domingo, 17 de julho de 2011

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS
Um amigo recomendou-me para leitura no fim de semana o livro “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell. Uma delícia! Se puder vá a Biblioteca Pública e leve para ler. Se você gosta de sátira política, este é o livro. O autor aborda os ideais igualitários que conquistaram e ainda conquistam muitos adeptos das ideologias que propagam essa platônica maneira de viver. Inexoravelmente, entretanto, são corroídos pela própria natureza humana e desembocam em tiranias. É o que trata o pequeno livro satírico de George Orwell. A Revolução dos Bichos foi escrita na época da Segunda Guerra Mundial e nunca foi tão atual como nos dias de hoje. O livro ataca o modelo soviético sob a ditadura de Stalin, fazendo um retrato muito fiel através de personagens que não são pessoas, mas sim, bichos. Aqueles que trocam ou renunciam à liberdade por promessas de segurança e acabam sem nenhuma delas. O entressonho conquista através das emoções, e na hora dos resultados, a irracionalidade cobra um elevado preço, com juros estratosféricos.
A história se passa na Granja denominada Solar, onde os animais eram explorados por seu dono. O velho Porco fez um discurso sobre um sonho que conquistou todos os animais. O homem seria o grande inimigo, o único inimigo, e retirando-o de cena, a causa principal da fome e da sobrecarga de trabalho desapareceria para sempre. “Basta que nos livremos do Homem para que o produto de nosso trabalho seja só nosso”, disse o velho Porco. Num piscar de olhos todos seriam livres e ricos. A promessa do paraíso sem esforço. Nenhum animal iria tiranizar outros animais. Todos seriam como irmãos e iguais.
Pensando bem, qualquer semelhança com um partido político que governa este país, estado e município, é mera semelhança. Até uma canção foi criada para transmitir mensagens igualitárias dos sonhos dos animais da granja. Todos repetiam aqueles versos com profundo entusiasmo, até com certo fanatismo. O futuro seria magnífico. A riqueza, incomensurável. Para tanto bastava lutar, mesmo que custasse a própria vida. Entre os animais estava o cavalo, o forte cavalo, o discípulo mais fiel. Não sabia pensar por conta própria, aceitando os porcos como instrutores por sua reconhecida sabedoria. Passava adiante o que era ensinado, através da repetição automática, como vemos nos chavões e slogans repetidos “ad nauseam” pelos que professam esse tipo de ideologia, como verdadeiras vitrolas arranhadas. A figura do cavalo, portanto, é o retrato perfeito do idiota útil, que bem intencionado, acaba servindo como massa de manobra dos oportunistas de plantão. Exatamente como esses movimentos que existem por ai (Sem Terra, Contra Barragens e outros).
Os animais acabam se revoltando e tomam conta da granja. Nada seria tocado na casa e nenhum animal deveria jamais morar lá. Criaram um regulamento que determinava: qualquer coisa que andasse sobre duas pernas era considerado inimigo; os que andassem sobre quatro pernas, ou possuíam asas, era amigo; nenhum animal poderia dormir na casa, usar roupas, beber álcool; matar outro animal; e o mais importante, que todos os animais fossem considerados iguais. Mas com o passar do tempo, todos estes mandamentos foram sendo devidamente ignorados pelos novos donos do poder, que os alteravam sem cerimônia alguma. Por exemplo, o leite das vacas desaparecera. Com o tempo, o mistério foi esclarecido: era misturado à comida dos porcos. Mas o discurso continuava sendo convincente: “Camaradas, não imaginais, suponho que nós, os porcos, fizemos isso por espírito de egoísmo e privilégio”. Não, claro. Eles eram os intelectuais, e a organização da granja dependia deles. O bem-estar geral era o único objetivo dos porcos. E como não poderia faltar no hipócrita discurso altruísta, usado para dominar os inocentes, há que existir um bode expiatório, um inimigo externo, ainda que fictício, que justifique os abusos domésticos. Logo, se porcos falhassem nessa nobre missão, o antigo senhor voltaria ao poder. Portanto, tudo o que os sábios diziam e faziam deveria ser verdade e era para o bem da granja.
Durante uma batalha com invasores humanos, os porcos deixavam claro que não era para ter nada de “sentimentalismo”. Guerra é guerra.
A Revolução dos Bichos é um livro de extrema importância para entendermos o funcionamento de sociedades comandadas por diferentes tipos de governo, além de mostrar de forma genial a ambição do ser humano, o “sonho do poder”. O personagem Jones era o dono da Granja e, como tal, explorava o trabalho animal em benefício próprio, para acumular capital. Em troca dos serviços prestados, ele pagava com alimentação, que nem sempre era boa e suficiente. Temos aí o retrato de uma sociedade capitalista; quem mais trabalha é quem menos ganha.
Gostaria de contar mais sobre o livro, mas o meu espaço se esgota. Para completar, com base nos fatos ocorridos podemos concluir que a história nos mostra os dois tipos de dominação existentes – a denominação pela sedução, ou seja, usando argumentos convincentes e eles aceitavam pacificamente as mudanças efetuadas, e a dominação pela força bruta: a ditadura. Valeu, Jajá, pela dica.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

NÃO PODEMOS DORMIR NO PONTO
Se Erechim dormir no ponto, aliás, como já dormiu em outras vezes, poderá perder a Ferrovia Ferrosul para Chapecó, Santa Catarina.
Na semana passada ocorreu um evento prestigiado por muitas lideranças políticas e empresariais, do visinho estado o que demonstra o interesse de todos em um bem comum: A criação da FERROSUL.
A ferrovia contribuirá consideravelmente para o desenvolvimento econômico daquela  região e nesse seminário, foi possível reafirmar que esse projeto é vital para o grande oeste catarinense, afirmou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic), João Carlos Stakonski. A entidade organizou o 1° SEMINÁRIO DE CHAPECÓ SOBRE A FERROSUL, que ocorreu na última sexta-feira.
O encontro possibilitou a reafirmação da necessidade de efetivação do projeto FERROSUL, o qual consiste na implantação de uma ampla rede logística de base ferroviária e vocação intermodal nos Estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de movimentar e estimular as populações beneficiadas a instituir Fóruns Municipais, Regionais e Setoriais de fortalecimento do Projeto FERROSUL.
O presidente da Aci de Chapecói observa que a partir das discussões, acredita que o investimento no Projeto FERROSUL será compensado, a curtíssimo prazo, tendo em vista a melhora da produtividade do sistema de transportes brasileiro e, e com ele, da economia nacional e sul-americana.
Não sei, não, pelas informações que obtive a reunião em Chapecó foi de peso. Participaram além das lideranças locais a economista e ex-diretora de estudos e projetos do Ministério dos Transportes e doutoranda em políticas públicas e formação humana, Ceci Juruá; O engenheiro civil Paulo Sidnei Ferraz, especialista em ferrovias, ex-chefe do escritório da RFFSA no Paraná e Santa Catarina; procurador da República Anderson Lodetti Cunha de Oliveira, com atuação na 5a Câmara do Ministério Público Federal, especializada na defesa do patrimônio público; deputado federal e presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias, Pedro Uczai; o deputado estadual Raul Carrion, presidente da Frente Parlamentar Gaúcha das Ferrovias; o senador e ex-governador do Estado do Paraná, Roberto Requião e o economista José Carlos de Assis.
Aqui, aqueles que defendem a retomada da ferrovia pelo antigo trecho, ligando Marcelino Ramos com o resto do estado e o Norte do país, realizaram uma reunião muito tímida, apesar da presença de lideranças politco-administrativas, comerciais e industriais.
Não é de hoje que Erechim perde benefícios para outras regiões como de Passo Fundo e Chapecó. A ponte do Goio-Em, por exemplo, tinha como objetivo ligar o Alto Uruguai com o Oeste de Santa Catarina. Acabou ligando com Irai, Frederico Westphalen, Passo Fundo etc., porque a inoperância e falta de lideranças fezeram com que se passassem mais de 40 anos para concluir a hoje RS-480.
Chegamos tarde!
Agora, que se vislumbra a possibilidade de ser reativada a ferrovia passando por Erechim, eis que, novamente, surgem movimentos mais fortes e bem organizados que podem desviar e criar um novo traçado da ferrovia, aparceirando-se com muniucípios mais ao Norte do Rio Grande do Sul e Oeste de Santa Catarina.
Enquanto em Chapecó as discussões em torno do assunto estão bem mais adiantadas, a Frente Parlamentar das Ferrovias, da Assembleia Legislativa Gaúcha só em agosto vai promover um Seminário, proposto pelo deputado Gilberto Capoani na região de Erechim.
Temo por chegarmos atrasado mais uma vez. 


terça-feira, 12 de julho de 2011

A CAMINHADA
Aproveitei o domingo para caminhar, como diriam os mais velhos: para desenferrujar as juntas. Sai de casa sem escolher itinerário. Percorri toda a Av. Pedro Alvares Cabral, até seu final. Ingressei na Maranhão, Sergipe, Sete de Setembro até minha residência novamente, na Av. Comte. Kraemer. Acho que fiz cerca de quatro quilômetros entre ida e volta. Ao chegar à Praça Jayme Lago, meus músculos já se apresentavam um pouco cansados. Pensei chamar um táxi, mas aguentei até o fim. O problema foi o dia seguinte, acordei dolorido dos pés aos cabelos.
É interessante como a falta de exercício faz falta ao corpo humano! Assim como a corrida e a natação, caminhar é uma atividade aeróbica que ainda tem a vantagem de ser a mais segura de todas do ponto de vista cardiovascular e ortopédico. Até com uma passada mais rápida, dificilmente o coração será sobrecarregado. Além disso, diferentemente da corrida, o risco de lesões nas articulações, em especial nas dos joelhos e tornozelos, é bem menor, revela o profissional.
Fiquei tão entusiasmado que vou começar a caminhar mais seguido. Além do exercício físico é bom para aliviar as tensões, o estresse e as angústias da vida. A gente esquece até as contas a pagar na segunda-feira. Conversei com um amigo que é professor de educação física e ele me falou que uma das atividades físicas perfeita, fácil e leve de desempenhar, capaz de proporcionar saúde, beleza, boa forma e muito mais é a caminhada. É indiscutivelmente um dos exercícios mais eficientes, que pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente da idade ou do condicionamento físico. Se realizado com frequência - no mínimo três vezes por semana, durante 30 minutos -, torna- se eficaz para abandonar o sedentarismo, expulsar doenças e melhorar a qualidade de vida. Nas ruas da cidade, na esteira da academia ou até mesmo na areia da praia, você pode usufruir todos os benefícios dessa modalidade. Se você inda não começou inicie hoje mesmo a fazer sua caminhada, vai notar que a sua vida vai sofrer boa transformação. 
Isso sem falar que favorece muito a saúde do corpo todo: combate o colesterol ruim, Estimula a circulação sanguínea, aumenta a capacidade cardiorrespiratória e a densidade óssea, favorece o controle de doenças como diabetes e hipertensão e ameniza desequilíbrios posturais e articulares. Quer mais? Até problemas como insônia e depressão melhoram com o andar constante, que ainda relaxa e proporciona bem-estar emocional, levando o mau humor e o estresse para bem longe.
Importante: caminhar também afina a silhueta. Meia hora em ritmo moderado pode enxugar até 200 calorias. Utilizando velocidade e terrenos com subidas e descidas ou elevação na esteira, é possível tonificar os músculos. O exercício frequente melhora o tônus das pernas, do bumbum e do abdômen, diz o meu entrevistado.
Mas valer-se da atividade como modalidade esportiva não é o mesmo que passear no shopping. Para ganhar condicionamento físico é preciso acelerar o ritmo cardíaco e direcionar o treino para um objetivo específico. Se quer apenas relaxar, caminhe devagar, cerca de 1 km em meia hora. Já se pretende ganhar fôlego, escolha uma passada mais acelerada e terrenos com inclinação. Assim, o metabolismo aumenta e dá para andar 2 km em 30 minutos.
Caso queira emagrecer e conquistar condicionamento físico, treine em subidas e descidas. Você caminhará cerca de 3 km em meia hora. Para queimar gordura durante o exercício, o batimento cardíaco tem de ficar entre 70% e 80% da sua frequência cardíaca máxima. Faça a seguinte conta para atingir essa marca: subtraia sua idade de 220 batimentos por minuto, que é o máximo estimado para qualquer pessoa. Multiplique o resultado por 70%. Veja o exemplo de uma pessoa de 30 anos: 220-30 = 190. 190 x 70% = 133 BPM. Isso quer dizer que o coração deve bater 133 vezes em 1 minuto de atividade. Para controlar, utilize um frequencímetro ou conte os batimentos apertando o pulso. O treino não pode ser intenso a ponto de impedir que você vá até o final, nem tão leve que não estimule sua função cardiorrespiratória.
Recomendei tudo isso a um amigo que leva uma vida bastante sedentária. Para ir ao Plaza Imigrantes onde nos encontramos diariamente para o cafezinho, ele vai de carro. A distância é de apenas três quqadras. Sabe o que ele me respondeu?
- É muito trabalho!


domingo, 10 de julho de 2011

POBRE PIU-PIU!
Soube com a maior tristeza a notícia que o engraçado humorista Piu-Piu, aquele que o Gugu Liberato ajudou, tirou-o da rua e deu-lhe uma casa, estão lembrados? Pois, o Piu-Piu foi preso por estar metido com drogas em São Paulo. Sonia Abraão, apresentadora do programa “A tarde é Sua”, da Rede TV, mostrou o estado em que o comediante deixou sua casa depois de ingressar para o mundo do Crack.
A casa doada pelo Gugu – puxa vida – queria ter igual! Toda mobiliada, com aparelhos eletrodomésticos, TV, refrigerador, máquina de lavar, uma verdadeira casa dos sonhos de quem ainda não conseguiu sua moradia própria, completamente vazia.
A maldita droga fez com que Piu-Piu deixasse apenas as paredes e janelas da residência, o resto consumiu tudo para sustentar o vício; quase vendeu  a casa, mas a mulher conseguiu trancar a escritura para ele não vendê-la. Que desgraça!
Depois que Piu-Piu entrou para o vício das drogas passou a ser violento com a família, batia na mulher, vendeu tudo o que tinha, virou morador de rua novamente e acabou sendo preso. É mais uma história triste de pessoa querida que troca sua vida pelo maldito vício do Crack. Infelizmente, o governo, ainda não se deu conta que é preciso urgentemente implantar uma política de tratamento ao viciado. Campanhas ajudam, mas não resolvem.
Existe uma forma de o governo criar e executar uma política para salvar os viciados. Se de cada corrupto ou ladrão desse país, fosse lhe tirado o patrimônio mal havido e aplicado na construção de clínicas para drogados, daria para oferecer tratamento gratuito aos viciados.
As pessoas nunca deveriam experimentar a droga. Tudo começa com a primeira prova, depois você passa a usar ocasionalmente, depois habitualmente, até que um dia o hábito vira dependência. E aí só com tratamento e internação (para quem tem dinheiro).
A droga da morte, como é chamado o Crack, além de criar uma sensação de alegria no usuário, deixa muitos efeitos significativos e potencialmente perigosos no corpo do usuário. As pessoas que o utilizam correm riscos de sofrer infarto, derrame e sérios problemas respiratórios e mentais. A droga deixa o usuário se sentindo energizado, mais alerta e mais sensível aos estímulos da visão, da audição e do tato. O ritmo cardíaco aumenta, as pupilas se dilatam e a temperatura sobe. É aí que o usuário começa, a sentir-se inquieto, ansioso e/ou irritado. Em grandes quantidades, o Crack deixa a pessoa extremamente agressiva, paranóica e fora da realidade.
Afeta o trato digestivo, causa náusea, dor abdominal e perda de apetite.
Se o Crack for inalado com álcool, é pior ainda seu efeito. As duas substâncias podem se combinar no fígado e produzir o que os médicos chamam de cocaetileno. Essa substância tóxica potencialmente fatal produz um efeito mais intenso que o Crack sozinho e aumenta ainda mais o ritmo cardíaco e a pressão arterial, levando a resultados letais.
As anfetaminas, cocaína, maconha, etc., são substâncias altamente viciantes, tornando as pessoas que as utilizam fisicamente e psicologicamente dependentes, ao ponto de não poder controlar seus desejos.
O Crack é terrível, assim como vicia rapidaemnte, quem experimenta altera quimicamente parte do cérebro cahamado sistema de recompensa e quando as pessoas fumam Crack, a droga prende a dopamina nos espaços entre as células  nervosas, fasendo com que ela crie sensações de prazer. Uma sensação de euforia dura  de 5 a 15 minutos. Depois deste lapso a droga começa a peder efeito, e deixa o usuário desanimado, depressivo, resultando um desejo de fumar mais Crack para se sentir bem de novo.
O resultado é que, depois de utilizar o Crack por certo tempo, o usuário se torna menos sensíveis a ela, e precisa utilizar mais e mais para obter o efeito desejado. Consequentemente, não consegue parar de usar a droga porque seu cérebro é "reprogramado", e o usuário precisa da droga para funcionar corretamente. Quanto tempo leva para se viciar? Varia de pessoa para pessoa, e é difícil determinar um tempo exato, principalmente porque o vício físico está ligado ao vício psicológico. Evidentemente, nem todo mundo reage da mesma forma ao uso prolongado. Alguns chegam a morrer depois de utilizar uma pequena quantidade, devido a sua sensibilidade aumentada.
Quando uma pessoa viciada pára de utilizar o Crack, há uma "crise". Ela enfrenta os sintomas da abstinência, que incluem: depressão, ansiedade, necessidade intensa da droga, irritabilidade, agitação, exaustão e raiva. O Crack, realmente, acaba com o indivíduo. Não entre nessa.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

QUOCIENTE ELEITORAL
Muito poucas pessoas sabem o que é quociente eleitoral. Por isto lanço o desafio, duvido que entre 10 eleitores, três saibam o que ele significa em uma eleição.
Aqueles que defendem a reforma política, como já ouvi vários depoimentos, atribuem este coeficiente, que é uma quantidade resultante da divisão de uma parcela por outra, a responsabilidade por todas as imperfeições do nosso sistema representativo
O sistema eleitoral brasileiro para a escolha dos nossos deputados e vereadores não é facilmente compreensível nem para os eleitores, ou sequer pelos próprios parlamentares. Em linguagem técnica, trata-se de um sistema de representação proporcional com listas abertas. Ele existe para representar partidos, e não indivíduos.
Em tese, cada partido elegerá uma bancada diretamente proporcional à votação total recebida pela sigla. Uma legenda que tenha recebido 10% dos votos elegerá cerca de 10% dos deputados, e assim por diante. Se um partido ganhou o direito de eleger cinco deputados, serão empossados os cinco candidatos mais bem votados da sigla.  
O instrumento matemático utilizado para determinar o número de deputados eleitos por cada partido é conhecido como “quociente eleitoral”. Esse número representa a cota mínima de votos necessária para se eleger um parlamentar. Assim, num estado hipotético com 15 deputados (A) e com 1,5 milhão de votos válidos (B), o quociente eleitoral será de 100 mil votos (B dividido por A).
Um partido que, por exemplo, tenha alcançado 500 mil votos nessa eleição imaginária terá atingido cinco vezes o quociente eleitoral. Portanto, essa sigla elegerá cinco candidatos. Os eleitos serão os cinco que tiverem obtido as melhores votações individuais. É um pouco complicado, mas é um bom exercício matemático.
É o quociente eleitoral justamente o mecanismo que possibilita a conversão dos votos dos eleitores em cadeiras legislativas e também é o que assegura, na prática, que essa conversão seja feita de modo proporcional – como manda, aliás, o nosso texto constitucional.
Com um pouco de atenção, podemos facilmente perceber que o quociente eleitoral num sistema de representação proporcional é o equivalente funcional do “distrito” num sistema de representação majoritária. Ambos cumprem exatamente o mesmo papel. O distrito é uma circunscrição geograficamente definida antes das eleições. O quociente é uma espécie de distrito informal que resulta da apuração de votos espalhados por todo o estado.
Autores clássicos do século XIX como John Stuart Mill e o nosso José de Alencar corretamente denominavam os quocientes eleitorais como “distritos voluntários”. Por esse sistema, eleitores distribuídos em diferentes partes de um mesmo território poderiam espontaneamente combinar os seus votos para eleger deputados que compartilhassem das mesmas opiniões políticas. Na época, era uma idéia revolucionária. Creio que continua sendo extremamente atual e democrática.
O quociente eleitoral nada mais é, portanto, do que um distrito não territorial. Será que alguém ainda se anima a defender essa idéia?

O LIXO

O drama do lixo continua. A cidade está suja e a situação não muda. Embora muitas ações estejam em curso pela Secretaria do Meio Ambiente, comandada pelo incansável secretário Waldemar Dorrnfeld, na prática pouca coisa mudou.
É só andar pelas principais ruas e avenidas da cidade para constatar os montes de sacos de lixo que se avolumam pelas calçadas. Será que é tão difícil assim resolver o problema do recolhimento do lixo?

LADRÃO TEM 100 ANOS DE PERDÃO

Saiu esta semana na imprensa do Rio de Janiero. Aquela mulher – lembram - que roubou cerca de R$ 200 milhões do INSS e que ficou presa por algum tempo? É secretária, desempenhando Cargo de Confiança no governo do Rio de Janeiro.
Brasileiros e brasileiras é roubando que nascemos para uma nova vida. Até sair da cadeia e ainda desempenhar papel importante no governo.

quarta-feira, 6 de julho de 2011


NÃO TEM MAIS JEITO
Mais um escândalo. Depois de tantos já acontecidos agora coopera para ampliar ainda mais a corrupção neste país uma quadrilha que se instalou no Ministério dos Transportes. Os espertalhões facilitavam o superfaturamento em obras realizadas pelo Ministério dos Transportes. Licitações eram fraudadas e empresas contribuíam com o caixa 2 do Partido da República (PR), presidido pelo seu ministro, Alfredo Nascimento.
Foi por isso que no último fim de semana a presidente Dilma Rousseff mandou afastar a cúpula do ministério, toda ela formada por auxiliares de confiança do ministro. A presidente Dilma demitiu nesta quarta-feira á tarde antes das 17h.
o ministro Alfredo Nascimento (PR). A decisão foi tomada diante do agravamento da crise que começou no último fim de semana, quando a revista Veja revelou a existência de um esquema de cobrança de propina na pasta. Nascimento voltará agora para o Senado. E João Pedro, o suplente que assumiu a vaga dele, voltará para o Amazonas.
João Pedro é amigo de longa data e de farras inesquecíveis de Lula. Comeram muitos tambaquis juntos com as águas do rio Amazonas pela cintura. Virou suplente de Nascimento por imposição de Lula. E foi por isso, e só por isso, que Nascimento virou ministro de Lula e de Dilma. Não faz muito, e é bom não esquecer, a presidente Dilma passou por uma crise que custou a cabeça do seu principal ministro, Antonio Palocci.
O Ministério Público Federal, depois que a Veja botou os podres do ministério para fora, está investigando suposto enriquecimento ilícito do filho do Ministro, um jovem de 27 anos, engenheiro que, dois anos após ser criada a empresa Forma Construções, com um capital social de R$ 60 mil, amealheou nesse período um patrimônio de R$ 50 milhões, um crescimento, portanto, de 85.500%.
A notícia foi publicada pelo Jornal O Globo desta quarta-feira (6).
Mas, o escândalo não fica só nisso. O servidor afastado do Ministério dos Transportes, Mauro Barbosa da Silva, um dos suspeitos de participar do esquema de corrupção no órgão, está construindo uma mansão de 1.300m² no Lago Paranoá, que é considerada a zona nobre de Brasília. Pelo tamanho da casa, corretores avaliam que a construção custará R$ 4 milhões. O golpe de misericórdia foi dado pela Revista Istoé que divulgou uma gravação feita em 24 de junho de 2009, o ministro Alfredo Nascimento recebeu em seu gabinete o deputado Davi Alves da Silva Júnior, então no PDT, para negociar a liberação de obras na rodovia BR-010. Embora não tenha sido focalizado pelo cinegrafista, o deputado Valdemar Costa Neto também estava no gabinete e participou de toda a conversa. O diálogo, no gabinete do ministro, mostra Nascimento discutindo a liberação de obras com o deputado Davi Júnior. No primeiro trecho da conversa, o deputado Valdemar Costa Neto conduz a negociação e admite ter feito um acordo prévio com o ministro para a assinatura do projeto. Durante a conversa, Nascimento deixa claro que Davi poderá obter mais recursos do ministério quando deixar o PDT e migrar para o PR. O encontro aconteceu na tarde de 24 de junho de 2009. Na conversa, mantida na mesa de reuniões do gabinete do ministro, ficou acertada a liberação para o deputado de R$ 1,5 milhão para o projeto da travessia urbana de Imperatriz, sua base eleitoral. A obra estava orçada em R$ 86 milhões. Na época, o encontro do deputado com o ministro chegou a ser divulgado, mas nenhuma providência foi tomada e a dupla Nascimento e Costa Neto continuou a agir com o apoio dos cofres do Ministério dos Transportes. Hoje, a obra na BR-010 é estimada pelo próprio deputado Davi Júnior em R$ 192 milhões. Obedecendo ao roteiro traçado por Costa Neto e declarado pelo ministro no vídeo, Davi, menos de dois meses depois de sacramentado o negócio, mais precisamente em 19 de agosto daquele ano, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o pedido de desfiliação do PDT e, em seguida, subscreveu a ficha de ingresso no PR. Levantamento feito por ISTOÉ mostra que a migração partidária trouxe novos e imediatos benefícios ao deputado, como se a transferência de partido tivesse gerado uma fatura a ser paga. Em setembro daquele ano, Davi Júnior conseguiu a liberação de recursos para outra obra vinculada aos Transportes. Dessa vez, com orçamento de R$ 340 milhões.
As cenas que mergulharam Nascimento ainda mais no lamaçal da corrupção dos Transportes deixaram claro o uso do dinheiro público para angariar correligionários. Mostrou ainda que o deputado mensaleiro atuava como uma eminência parda, indicando o que o ministro deveria assinar para beneficiar seus aliados. Era Costa Neto quem alicia o parlamentar, tem autorização para despachar de dentro do gabinete do ministro e orientava, quase determinava, para onde iria quando a verba seria liberada. Logo no início do vídeo, Nascimento comenta: “Já vou copiar o pedido. Construção da travessia urbana...” Ficou claro que o ministro demonstrava que tinha conhecimento prévio do pedido feito pelo chefe do partido ao indagar a Costa Neto se ele se referia “àquele negócio” acertado antes. Diante da confirmação, Nascimento vira-se de volta para o visitante e faz o comentário no qual lembra que o parlamentar vai ser ainda mais bem atendido depois de entrar no partido. No encerramento da conversa informal, diz que Davi Júnior vai receber um comunicado do ministério sobre a liberação.
Você deve estar se perguntando: o que vai acontecer agora?
Respondo: NADA!!!

sábado, 2 de julho de 2011


MORREU O HOMEM DO PLANO REAL
Foi-se Itamar Franco, como todos irão um dia. Depois de 41 dias de internação no Hospital Albert Stein, em São Paulo para tratamento de leucemia, Itamar Franco morreu neste sábado na Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein. Tinha 81 anos, era senador da República, ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente do Brasil, tendo assumido o cargo quando Fernando Collor foi cassado.
Itamar pode-se dizer foi o pai do novo sistema monetário nacional, tendo criado o plano Real. Itamar teve papel central na implantação do Real
O ex-presidente da República e senador sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) durante a madrugada de sábado e veio a falecer às 10h15. Ele estava internando na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, em decorrência de uma pneumonia, contraída durante tratamento contra leucemia.
O corpo de Itamar foi trasladado para Juiz de Fora, onde depois de velado e, atendendo a um pedido seu, foi cremado em Belo Horizonte.
Vale lembrar que Itamar Franco, então presidente da República ressuscitou o Fusca. Queria que a expressão “carro popular” fosse literal. Se era para o povo ter carro, que ele fosse barato. E, claro, que tivesse apelo com o público. Parecia jogo ganho: o Fusca, carro mais popular do País, mesmo após a interrupção de sua produção nacional, em 1986, estava de volta às linhas de montagem por iniciativa da Volkswagen, que acatou pedido do presidente Itamar.
O Fusca renascido passaria a ser o Fusca Itamar. Aos críticos de um carro já fora do mercado havia muito, a Wolksvagen argumentava que o Fusca Itamar era bem mais silencioso que a versão fabricada em 1986 e tabém de desempenho muito mais vitorioso: fazia de 0 a 100Km/hora em 14,5 segundos e atingia velocidade máxima de 140 km/hoha.
Mas o jogo não se mostrou tão favas contadas. O Fusca era popular, mas custava praticamente a mesma coisa que os populares da vez, o Uno Mille, da Fiat, e o Corsa, da GM, dois modelos mais confortáveis e bem acabados. E, assim, a popularização que se pretendia com o renascimento de um modelo tão querido acabou ficando pelo caminho. Entre 1993 e 1996, quando a montagem nacional do Fusca foi abortada de vez – e no último ano ele saiu em uma edição especial, a Série Ouro –, foram produzidas em torno de 47 mil unidades.
O Fusca saiu da vida, mas já tinha entrado na história. Pioneiro entre os carros nacionais a serem exportados, ele começou a ser montado em 1953 em um barracão alugado no bairro do Ipiranga, em São Paulo, com 100% das peças importadas da Alemanha. Depois, em 1959, passou a ter uma casa para chamar de sua: naquele ano, com pompa e circunstância, a Volkswagen recebeu o presidente Juscelino Kubitschek para inaugurar a fábrica. O ato permanece como um marco no processo de industrialização do Brasil.
O Fusca é, ainda hoje, um dos dez carros usados mais vendidos do País, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) – foram 16 mil unidades em 2010. E, com o renascimento estimulado por Itamar Franco, o Fusquinha – ou, ao menos, a última roupagem do modelo – tornou-se também uma das marcas registradas do presidente que viria a ter um epíteto de respeito: o Plano Real. E que já tinha outro: o imaculado topete.
A verdade é que o ex-presidente Itamar Franco mudou os rumos do Brasil com o Plano Real, controlou a inflação e restabeleceu a normalidade das atividades econômicas.
Com a morte do ex-presidente o País perdeu um dos políticos mais honrados de sua história.
Itamar sempre primou pela ética na política e sua história é um exemplo para todos os brasileiros. O Brasil deve muito a esse grande homem.